quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

VOU GANHAR A CAMISETA GENTE!!!!

http://www.euquerominhabiblioteca.org.br/home

POR QUE TER UMA BIBLIOTECA EM ESCOLA

"Letramento em leitura é a compreensão, o uso e a reflexão sobre textos escritos para alcançar objetivos pessoais, desenvolver o conhecimento e potencial individuais e participar plenamente da vida em sociedade.”
Pisa. 

Em março de 2010, a sanção da Lei 12.244/10 garantiu um direito inalienável: até 2020 todas as instituições de ensino do país, públicas e privadas, deverão ter biblioteca. Sua efetividade, portanto, tem de ser tratada como prioridade nacional.

sábado, 1 de dezembro de 2012


OS MISTÉRIOS QUE ESTÃO INCUTIDOS NA LEITURA



Poema em Prosa “”  POR DENTRO DE CADA COISA ”” José Jorge Letria

Dentro de uma caixa havia outra caixa e dentro dessa caixa uma outra ainda. E começando assim nunca esta história finda.
Dentro da terceira caixa havia o casulo de um segredo e dentro e dentro desse casulo um menino com medo, que dormia mal e acordava cedo.
Dentro do seu medo havia um gato persa que com as borboletas metia conversa e dentro da conversa havia sempre uma pergunta com a resposta junta e também a curiosidade de quem nunca se perde quando busca a felicidade.
Nas mãos do menino havia um cofre pequenino e dentro dele uma pedra preciosa, de brilho discreto e imitando a forma de uma rosa, em verso ou em prosa.
À volta da pedra preciosa havia uma luz intensa e misteriosa que vinha não se sabe de onde mas que fazia lembrar a das estrelas que nós vemos na moldura noturna das janelas.
Por trás das janelas havia uma menina a espreitar e atrás dela uma fada que lhe enfeitava os cabelos com os fios prateados do luar.
Dentro do luar havia uma música tão doce, que, ao ouví-la, o sono chegava mais depressa fosse de onde fosse.
Dentro do sono havia um barquinho a navegar, rumando às ilhas que só existem no mapa inventado desse mar.Dentro do barquinho havia peixes a saltar e cada um deles tinha na boca um segredo, para revelar desde que o deixassem ficar livre para poder voltar ao mar.
Dentro do mar havia uma estrela a brilhar e um cavalo-marinho entre as algas e as conchas a saltar.
Sobre o dorso do cavalo-marinho havia uma princesa tão bela que o brilho do seu olhar fazia inveja a qualquer estrela.
Nos lábios da estrela que são dar cor do céu, havia uma palavra rara e dentro dessa palavra uma sílaba de vento  que põe as casas e os sonhos ao abrigo do esquecimento.
Dentro da minha gaveta havia um livro aberto e nesse livro aberto uma linha sublinhada e no meio dessa linha o teu nome escrito com uma tinta iluminada.
Dentro da minha boca estava o teu nome guardado e dentro do teu nome todos os sabores que não há em qualquer outro lugar.
Dentro de uma concha estava uma pérola e dentro dessa pérola uma centelha de lua, que sendo fugaz e esquiva, chegava e sobrava para nos iluminar a rua.
Dentro da noite havia um cavalo a relinchar e no seu relincho estava a queixa antiga de quem passou a vida a trabalhar.
Dentro da tua mão estava a minha mão pousada, como uma asa cansada a adiar o voo lá mais para a alvorada.
Dentro da minha voz estava a tua voz escondida, murmurando os segredos que guardamos toda a vida.
Dentro de um LIVRO estava uma biblioteca e dentro da biblioteca estava o mundo inteiro, como se fosse um poema só esquecido dentro de um tinteiro.
Dentro de um farol estava a luz cativa, tentando vir cá de fora para mostrar aos barcos que estava alegre e viva e dentro dessa luz estava o teu retrato, sentada na varanda a afagar um gato. Nas patas do gato estava um novelo e dentro do novelo estava o fio da história que se desfiou da minha memória.
Dentro desta casa havia uma cave e dentro da cave um rumor antigo e nesse rumor o eco de uma voz que bem podia ser a dos meus avós.
Dentro de um poeta havia outros poetas e dentro de cada poeta tantos livros por escrever que nem uma vida inteira chegava para os ler.
Dentro do armário estava uma caixa de chapéus e dentro dessa caixa um molho de cartas antigas, que a minha mãe  recebeu das suas amigas.
Dentro do fogão estava uma serpentina de fumo que saltou para fora e subiu sem rumo e dentro desse fumo havia um rei pedido, que morreu numa batalha que julgava ter vencido.
Dentro da escrivaninha havia um diário e dentro do diário a história de uma vida e dentro dessa história muita coisa triste que ficou esquecida.
Dentro do meu bolso estava uma carteira e dentro da carteira uma moeda antiga que  alguém me deu na festa da espiga.
Dentro da gaiola estava m pássaro triste e dentro do seu canto uma promessa de fuga e nessa promessa o meu sonho antigo de um dia poder fugir contigo.
Dentro de uma folha havia uma lágrima de seiva e dentro dessa lágrima o segredo vegetal de um jardim inventado num esquecido canto do meu velho quintal.
Dentro do meu nome guardava o teu nome e dentro desse nome o eco dos outros nomes, tão iguais e tão diferentes, que lançados ao vento se transformaram em sementes.
Dentro desse quarto havia uma porta e atrás da porta uma sombra escondida e atrás da sombra uma outra sombra a lembrar os que um dia foram desta vida.
Dentro de uma pasta havia um caderno e nesse caderno havia um poema e nesse poema é que estava a chave da infância guardada no canto de uma cave.
Dentro de um poço estava a água fresca à tona da água a tua imagem leve a guiar a mão de quem a descreve.
Dentro de uma ilha havia uma caverna e dentro da caverna a arca de um tesouro e dentro dessa arca o choro de um pirata que um dia descobriu que a prata era só lata.
Dentro do meu peito estava um rouxinol e dentro do seu canto estava um raio de sol e dentro desse raio estava o universo a tentar caber na exatidão de um verso.
Dentro de uma caixa estava outra caixa e dentro dessa caixa outra caixa ainda estava um anel, a tela de um pintor e a magia de um pincel.
Dentro de um canteiro estava um duende  e na mãos do duende um segredo antigo que se desfaz em vento sempre que eu digo.
Dentro das mãos do pai cabe a mão do filho e na mão do filho cabe a pedra branca que guardou da areia todos os mistérios que lhe contou a lua cheia.
Dentro de um búzio estava o mar inteiro e dentro desse mar a história do mundo,  mas só a aprendia quem chegasse mesmo ao fundo.
Dentro de uma rede estava um peixe azul, verde e amarelo como os que há no sul e dentro desse peixe estava um diamante perdido por um náufrago que foi navegador errante.
Dentro do eu digo está tudo o que sei  e dentro do que sei está tudo o que esqueço e dentro do que esqueço está guardado o verso com que um dia destes tudo recomeço.
Dentro do azul está uma promessa de que nunca acaba esta conversa e  dentro da  conversa está a voz que diz que há sempre uma caixa dentro, algures num país, que guarda o segredo que nos fará feliz.


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Dilma ressalta que alfabetização infantil é ponto estratégico para o país

ATIVIDADES DA PRESIDENTA - 08.11.12: O governo federal lançou, nesta quinta-feira (8), o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. Objetivo é garantir que todas as crianças sejam alfabetizadas até os oito anos de idade. Durante o discurso de lançamento, a presidenta Dilma Rousseff destacou a importância da alfabetização na idade certa para garantir a igualdade de oportunidades a todos os brasileiros. O programa prevê investimentos de R$ 2,7 bilhões em capacitação, material didático e bolsas para cerca de 360 mil professores alfabetizadores

terça-feira, 30 de outubro de 2012

GRAMÀTICA COM TEXTOS

SUBJUNTIVO E IMPERATIVO  -COM PROPAGANDAS E TEXTOS PUBLICITÀRIOS  6° ANO

http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/gramatica-textos-6o-ano-subjuntivo-imperativo-593043.shtml


Introdução Esta é a quarta de uma série de 16 sequências didáticas que fazem parte de um programa de estudo de gramática para 6º a 9º ano do Ensino Fundamental. Confira ao lado todas as aulas da série.
Objetivos
Ampliar o conhecimento sobre os verbos; refletir sobre os modos verbais: subjuntivo e imperativo.

Conteúdos Modos verbais - subjuntivo e imperativo

Tempo estimado Oito aulas

Ano
6º ano

Desenvolvimento

1ª etapa
Coloque no quadro a advertência presente em publicidades de bebidas alcoólicas: SE BEBER, NÃO DIRIJA.
Aponte a existência dos dois verbos que indicam duas ações - beber e dirigir - e pergunte aos alunos qual a relação que o texto estabelece entre eles. Peça que a turma pense sobre o significado da advertência e anote a conclusão a que chegar no caderno. Ouça as respostas e faça a sua interferência. Reforce o caráter de incerteza presente em "se beber", apontando para uma possível ação futura no trecho, e o caráter de ordem presente no trecho final - não dirija - associado à condição inicial. Mostre à classe o papel representado pelo "se": ele estabelece a ligação entre os dois verbos, sugerindo a ideia de condição.

Discuta a razão do caráter sintético da advertência: ele visa causar impacto. Diga aos alunos que os verbos beber e dirigir, no texto, pertencem, respectivamente, ao subjuntivo e ao imperativo. O primeiro sugere uma possibilidade, um evento que pode ou não se realizar. O segundo indica uma ordem. Na advertência, se o primeiro evento se realizar, ordena-se a não realização da segunda ação.

Pergunte à classe em que gêneros textuais o modo imperativo aparece com frequência. Leve para a sala textos de diferentes gêneros como notícias, editoriais, horóscopo, boletim meteorológico, publicidade, receitas, regras de jogo e vá analisando com eles a possível ocorrência desse modo verbal em cada gênero. Solicite que os alunos escolham um desses gêneros e produzam um texto, usando verbos no imperativo.

2ª etapa

Inicie o trabalho com a correção da tarefa proposta na aula anterior.

Em seguida, leia o poema de José Paulo Paes.
Se essa rua fosse minha,
eu mandava ladrilhar,
não para automóvel matar gente,
mas para criança brincar.

Se esta mata fosse minha,
eu não deixava derrubar.
Se cortarem todas as árvores,
Onde é que os pássaros vão morar?

Se este rio fosse meu,
eu não deixava poluir.
Joguem esgotos noutra parte,
que os peixes moram aqui.

Se este mundo fosse meu,
eu fazia tantas mudanças
que ele seria um paraíso
de bichos, plantas e crianças.

PAES, José Paulo. Poemas Para Brincar. São Paulo: Ática, 2002.
Após a leitura, pergunte aos alunos se já conheciam o poema e se possuem alguma dúvida em relação ao seu conteúdo. Como é provável que façam alusão à cantiga popular, não perca a oportunidade de dizer a eles que as produções dos homens não nascem do nada, mas elas dialogam entre si. Nesse caso, fica evidente que o poeta buscou inspiração na cantiga popular, de autoria anônima. Peça que os alunos identificam, no poema de Paes, construções no modo subjuntivo e no modo imperativo. Lembre a eles que o subjuntivo vincula-se, de modo geral, a incertezas, possibilidades, hipóteses; e o imperativo liga-se a ordens, comandos, exortações, súplicas.

Dê um tempo para que possam pensar, discutir em dupla e anotar os trechos no caderno. Inicie a releitura do poema. Peça que uma dupla leia uma estrofe e a analise. Mostre que a hipótese proposta pelo primeiro versa de cada estrofe (se essa rua fosse minha; se essa mata fosse minha, se esse rio fosse meu, se esse mundo fosse meu) completa-se na afirmação subsequente (eu mandava ladrilhar, eu não deixava derrubar, eu não deixava poluir, eu fazia tantas mudanças). A repetição dessas construções nos versos iniciais de cada estrofe cria um paralelismo, característica importante na construção poética.

Não deixe de assinalar os versos Se cortarem todas as árvores, /Onde é que os pássaros vão morar? Neles, novamente, a ideia proposta pelo subjuntivo associa-se a outra. Embora as construções no passado predominem no poema, os dois versos remetem ao futuro.

Para finalizar a aula, assinale que, na advertência e no poema de Paes, sugere-se a ideia de condição por meio da partícula "se". Pergunte, então, aos alunos se o tempo dos verbos modo subjuntivo nesses dois textos é o mesmo. Dê um tempo para que respondam a questão. Em Se beber não dirija, há a dimensão do futuro, a ação não ocorreu, mas pode acontecer a qualquer momento. No poema de Paes, os dois primeiros versos de cada estrofe indicam uma suposição anterior ao momento da enunciação. No poema, estão também no passado os verbos associados ao Subjuntivo - mandava, deixava, fazia.

Veja se conseguiram identificar o uso do imperativo em Joguem esgotos noutra parte. Chame a atenção da classe para a mudança na pessoa - dirija (singular) e joguem (plural).

3ª etapa
Para essa aula, peça que os alunos tragam para a classe a gramática usada pelo grupo. Caso julgue necessário, escolha também trechos de outras gramáticas sobre os modos estudados nesse bloco de aulas. Leia com eles as abordagens relativas aos modos subjuntivo e imperativo. Faça uma síntese das caracterizações realizadas: anote-a no quadro e peça que os alunos a copiem. Consultem também os tempos simples do subjuntivo - presente, pretérito imperfeito e futuro.

Anote essa divisão e escolha um verbo de cada conjugação para que copiem as 1a, 2a. e 3a. pessoas do singular e as 1ª, 2ª e 3ª pessoas do plural no caderno nos três tempos simples do subjuntivo. É importante também a observação da constituição dos imperativos afirmativo e negativo. Utilize os verbos já escolhidos para mostrar o paradigma do modo subjuntivo e realize um esquema da constituição do imperativo. Mostre aos alunos que, no imperativo afirmativo, o tu e o vós são formados a partir do tu e do vós do presente do indicativo sem o s final. As demais pessoas são formadas a partir do presente do subjuntivo. No caso do imperativo negativo, a conjugação de todas as pessoas é a mesma do presente do subjuntivo.
4ª etapa
Inicie a aula apresentando aos alunos a crônica Meu ideal seria escrever, de Rubem Braga. Leia o texto para os alunos.
Meu ideal seria escrever...

Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse - "ai, meu Deus, que história mais engraçada!" E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria - "mas essa história é mesmo muito engraçada!".

Que um casal que estivesse em casa mal humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má-vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos.

Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse - e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse - "por favor, se comportem, que diabo! eu não gosto de prender ninguém!" E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história.

E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, fosse atribuída a um persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês em Chicago - mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: "Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina".

E quando todos me perguntassem - "mas de onde é que você tirou essa história?" - eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: "Ontem ouvi um sujeito contar uma história..."!

E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro.

BRAGA, Rubem. As Melhores 200 Crônicas Escolhidas de Rubem Braga. Rio de Janeiro: Record, 1977.
Após a leitura do texto, verifique se o compreenderam e se possuem alguma questão sobre ele. Peça que os alunos sublinhem no texto o uso do pretérito imperfeito do subjuntivo. Releia os trechos em que esse uso ocorre. Diga aos alunos que, como no caso do poema de José Paulo Paes, o uso do subjuntivo na crônica é acompanhado de outra forma verbal, o futuro do pretérito do modo indicativo.

Explique a eles que essa correlação - pretérito imperfeito do subjuntivo com o futuro do pretérito do indicativo - é tida pelas gramáticas mais tradicionais como a correta. Muitas gramáticas não aceitam a combinação realizada no poema de Paes - pretérito imperfeito do subjuntivo e pretérito imperfeito do indicativo -, embora na fala do brasileiro ela seja usada com frequência.

Proponha aos alunos duas atividades.

1) A reescrita do primeiro e do terceiro parágrafos da crônica de Rubem Braga, alterando o futuro do pretérito do indicativo pelo presente do mesmo modo e o imperfeito do subjuntivo pelo presente do subjuntivo. Inicie a construção e peça que a continuem.
Exemplo
Texto original Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse...
Texto alterado Meu ideal é escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta ao ler minha história no jornal ria, ria tanto que chegue a chorar e diga ...
2) Após a reescrita desses dois parágrafos, os alunos devem escrever um terceiro parágrafo em que deem continuidade à crônica, expondo qual é o seu ideal. O parágrafo pode começar assim:
Meu ideal é escrever uma história que ...

Os alunos podem começar as atividades em classe e terminá-las em casa.

5ª etapa
Reserve uma etapa à correção da tarefa e à leitura do parágrafo construído pelos alunos. Diga aos alunos que nas duas aulas seguintes vocês analisarão o modo imperativo.

6ª etapa
Escolha um folheto de ampla divulgação. Um exemplo é este, explicando os modos de evitar a propagação da dengue.
Grática
Antes de iniciar a leitura do folheto, pergunte aos alunos se sabem qual a finalidade dos textos presentes nesse suporte. Ouça as respostas. Caso não tenham conseguido explicitá-la, diga a eles que o folheto procura instruir a população a respeito de um determinado fato. O folheto busca atingir camadas variadas da população, usa linguagem clara e direta e recursos verbais e não verbais. Leia as instruções presentes no folheto.

Solicite aos alunos que leiam novamente o folheto e copiem no caderno os verbos que estão no modo imperativo. Ao copiar o verbo, peça que escrevam a forma do infinitivo correspondente a ele.

Peça que expliquem o motivo do uso do imperativo em folhetos como esse. Pergunte aos alunos qual pessoa do discurso o panfleto utiliza. Temos duas possibilidades: o tu e o você. O que nos permite identificar qual delas é usada é a desinência verbal associada a marcas como pronomes pessoais ou possessivos. No folheto, as desinências verbais indicam o uso da terceira pessoa - você - o que é reforçado pelo uso do se que nesse caso funciona como pronome.

O "tu" no Brasil, explicite, é um pronome pouco utilizado. Seu uso limita-se a localidades das regiões Sul e Nordeste. Ele foi substituído pelo senhor(a), pelo você. Como o folheto possui divulgação nacional e quer atingir de modo direto e claro a população, a forma utilizada - você - parece mais satisfatória.

7ª etapa
O texto abaixo faz parte do folheto da Pinacoteca do Estado de São Paulo. Leve-o para os alunos. Explique a eles o significado da palavra "pinacoteca" e afirme a importância do museu que possui obras representativas de vários artistas brasileiros. Dois exemplos são as obras Caipira Picando Fumo de Almeida Junior e Mestiço de Portinari. Caso você possua acesso ao folheto, leve-o para a classe e mostre-o aos alunos. Caso não possua, o texto pode ser colocado no quadro. Antes de apresentar o texto que será discutido, pergunte aos alunos qual a possível finalidade do folheto de um museu. Ouça-os.
Grática














Leia o texto do folheto. Veja se a hipótese que tinham sobre a finalidade dele comprovou-se ou não. Observe que, nesse caso, estabelecem-se as regras de comportamento no interior desse espaço e oferece-se uma justificativa para elas. O estabelecimento das regras ocorreu, no caso desse prospecto, pelo advérbio de negação - não - acompanhado do infinitivo. O infinitivo não flexionado coloca uma ordem que é válida para qualquer pessoa e tal como é usado assume características do imperativo.

Proponha aos alunos que reescrevam as ordens do folheto, substituindo o infinitivo pela forma correspondente do verbo no imperativo. Antes do início da realização do exercício, analise com eles a pessoa que deverão escolher - segunda ou terceira do singular. O uso do infinitivo possui como intuito apagar a pessoa do discurso para quem as ordens são dadas, mas pergunte aos alunos se em algum momento do texto há indícios da pessoa utilizada. Peça que releiam o texto e observem se encontram alguma marca dessa pessoa. Peça que discutam com um colega. Analise o texto anterior às regras. Nele encontra-se o pronome sua: esse remete à terceira pessoa do singular. Peça então que reescrevam o texto usando os verbos adequados. Durante a execução do trabalho, é interessante que tenham o caderno e a gramática disponíveis para consulta e resolução de eventuais dúvidas a respeito da conjugação verbal. Faça a correção da atividade.

Como atividade para casa, solicite que pesquisem em revistas ou jornais a presença do modo imperativo em propagandas direcionadas ao público infantil. Peça que copiem no caderno três frases em que esse uso ocorra. Peça também que elaborem uma pequena explicação para esse uso.

Avaliação
Proponha aos alunos que em trios elaborem um folheto explicitando o comportamento a ser adotado pelos usuários no interior da biblioteca da escola ou do município. A redação das regras deve utilizar o modo imperativo na terceira pessoa do singular - você.
Quer saber mais?
BANDEIRA, Rogério Braga. O Imperativo em Segunda Pessoa. Disponível em: http://static.recantodasletras.com.br/arquivos/1613498.doc

BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Lucerna, 2001.
BRAGA, Henrique Santos. Desaparecimento da Flexão Verbal Como Marca de Tratamento no Modo Imperativo - um Caso de Variação no Português Brasileiro. Disponível em:
www.teses.usp.br/teses/disponiveis/.../HENRIQUE_SANTOS_BRAGA.pdf

BRAGA, Rubem. As Melhores 200 Crônicas Escolhidas de Rubem Braga. Rio de Janeiro: Record, 1977.
PAES, José Paulo. Poemas para Brincar. São Paulo: Ática, 2002.
PERINI, Mário A . Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola, 2010.

Consultoria Conceição Aparecida Bento
Doutora em Letras

GRAMÁTICA COM TEXTO

FUTURO DO PRESENTE 6º ANO COM A CANÇÃO DE CAETANO VELOSO

http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/gramatica-6o-ano-futuro-presente-590478.shtml

Introdução
Esta é a terceira de uma série de 16 sequências didáticas que fazem parte de um programa de estudo de gramática para 6º a 9º ano do Ensino Fundamental. Confira ao lado todas as aulas da série.
Nesta sequência, o intuito é refletir sobre o uso do futuro do presente do modo indicativo. Como nas aulas anteriores, a ideia não é oferecer regras pura e simplesmente, mas permitir que os alunos observem a língua e seus usos, e conheçam o caráter dinâmico que a atravessa, modificando construções e modos de uso. Nem sempre, isso significa exclusão de uma das formas; muitas vezes, diferentes usos e formas coexistem, cabendo a quem fala ou escreve escolher uma delas de acordo com o contexto e os objetivos da comunicação.

Objetivos Analisar o uso do futuro do presente.
Reconhecer formas utilizadas na Língua Portuguesa para indicar o futuro do presente.

Conteúdo
Futuro do presente

Ano
6º ano

Tempo estimado
Cinco aulas

Material necessário Aparelho de som ou computador com caixas de som; gravação da música "Um índio", de Caetano Veloso; letra da música impressa; cópia de uma entrevista publicada em revista.
Desenvolvimento

1ª etapa
Inicie a aula tocando a música abaixo.
Um índio - Caetano Veloso
Um índio descerá de uma estrela colorida, brilhante
De uma estrela que virá numa velocidade estonteante
E pousará no coração do hemisfério sul
Na América, num claro instante
Depois de exterminada a última nação indígena
E o espírito dos pássaros das fontes de água límpida
Mais avançado que a mais avançada das mais avançadas das tecnologias

Virá
Impávido que nem Muhammad Ali
Virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri
Virá que eu vi
Tranquilo e infalível como Bruce Lee
Virá que eu vi
O axé do afoxé Filhos de Gandhi
Virá

Um índio preservado em pleno corpo físico
Em todo sólido, todo gás e todo líquido
Em átomos, palavras, alma, cor
Em gesto, em cheiro, em sombra, em luz, em som magnífico
Num ponto equidistante entre o Atlântico e o Pacífico
Do objeto-sim resplandecente descerá o índio
E as coisas que eu sei que ele dirá, fará
Não sei dizer assim de um modo explícito

Virá
Impávido que nem Muhammad Ali
Virá que eu vi
Apaixonadamente como Peri
Virá que eu vi
Tranquilo e infalível como Bruce Lee
Virá que eu vi
O axé do afoxé Filhos de Gandhi
Virá

E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio

Disponível em: http://www.caetanoveloso.com.br/sec_busca_obra.php?language=pt_BR&id=91&sec_discogra_todas Acesso em 18 ago. 2010-08-18
Terminada a audição, pergunte aos estudantes se entenderam o conteúdo da composição. Ouça o que dizem.

Após essa conversa inicial, dê aos alunos a letra da música. Peça que a leiam. Explicite quem são Muhammad Ali, Bruce Lee, o grupo Filhos de Gandhi e o personagem Peri mencionados na música. Leve para a classe um exemplar de O Guarani, de José de Alencar (1829-1877) e diga aos alunos que o índio foi um importante personagem na literatura brasileira, sobretudo no período denominado Romantismo. Cite os romances O Guarani e Iracema em que o índio se junta ao europeu para constituir a nação brasileira. Mostre aos alunos que a canção de Caetano também alude a elementos estrangeiros, entrelaçando-os à figura do índio. Toque novamente a canção para que possam acompanhá-la com a leitura da letra.

2ª etapa
Pergunte à classe quais tempos verbais simples - formados por um único verbo - aparecem na letra da canção. Peça que os assinalem na letra, separando os que indicam futuro daqueles que apontam para o passado e o presente. Faça a correção junto com eles.
Retome os verbos assinalados pelos alunos na música de Caetano Veloso. Discuta com eles o valor semântico dos verbos indicativos de futuro que aparecem na letra: eles assinalam uma ação vindoura e possuem caráter de certeza. Peça aos alunos que reescrevam no caderno a primeira e a terceira estrofes da canção, mudando "um índio" para "índios". Faça a correção e aponte a questão ortográfica que particulariza essa pessoa do discurso nesse tempo: a terminação "ão".

3ª etapa
Peça que a classe se reúna em duplas e entregue a cada uma um trecho de uma entrevista em que o verbo auxiliar ir no presente do indicativo acompanhado do de um verbo no infinitivo denote ideia de futuro (eu vou viajar, eles vão sair etc). Selecione a entrevista previamente.

Proponha que as duplas leiam os trechos da entrevista e observem como é a estrutura usada para dar a ideia de futuro. É a mesma construção que identificaram na letra da canção? O que muda? Qual delas é mais facilmente encontrada no cotidiano? Peça que discutam em dupla e registrem no caderno suas ideias e, em seguida, discuta-as coletivamente.

Explique aos alunos que o uso do futuro do presente na Língua Portuguesa predomina no registro escrito - como na letra da canção, por exemplo. Já no falado, como a entrevista, ele concorre com a forma constituída pelo uso do auxiliar ir seguido de verbo no infinitivo. Construa com os alunos algumas frases em que esse uso apareça. Escreva no quadro algumas frases e peça que a classe copie e transforme-as usando o tempo simples. Exemplos: Eu vou nadar hoje à tarde (Eu nadarei hoje à tarde). Nós vamos sair mais cedo da escola amanhã (Nós sairemos mais cedo da escola amanhã). Eles não vão acreditar no que fizemos ontem (Eles não acreditarão no que fizemos ontem).
Como tarefa de casa, proponha que procurem o uso do verbo ir no presente do indicativo seguido do infinitivo para denotar ação futura em histórias em quadrinhos. Peça que eles reproduzam no caderno a fala da personagem e a reescrevam, utilizando o futuro simples.

4ª etapaColoque no quadro o título da notícia publicada no jornal Folha de S.Paulo no dia 17 de agosto de 2010: Contato com Ets virá em 25 anos, afirma pesquisador americano. Peça aos alunos que identifiquem os tempos verbais que ocorrem nesse título.
Discuta com eles os dois tempos: o presente - "afirma pesquisador americano" - e o futuro - "contato com Ets virá em 25 anos". O primeiro verbo denota ação futura e o segundo, a ação presente. Nos dois casos, no entanto, não há traço de dúvida; as ações aparecem como certas.

Em seguida, peça aos alunos que escrevam, em duplas, manchetes à semelhança que leram, explicitando seus desejos. Exemplos: "Cura do câncer virá em um ano, confirma médico brasileiro"; "Fim da fome no mundo virá em seis meses, dizem autoridades internacionais" ou "Fim da exploração infantil virá em horas", afirma Pedro João, aluno do 6º ano da Escola X.

Peça que os alunos leiam os títulos que escreveram e aponte a eles as eventuais correções ortográficas e sugira a montagem de uma primeira página dos desejos da classe. Peça que escrevam os títulos em tiras de papel e colem-nas sobre uma folha de jornal, simulando as manchetes da primeira página. É interessante que façam a escolha de um título para o jornal: Folha do Futuro, O Nosso ideal será... É uma escolha, mas, você, professor, nas suas sugestões, pode sinalizar a dimensão do futuro, tema das produções e das aulas.

5ª etapa
Dê aos alunos o texto da notícia abaixo, publicada na Folha de S. Paulo.
Contato com ETs virá em 25 anos, afirma pesquisador americano
A humanidade pode encontrar uma forma de inteligência extraterrestre dentro dos próximos 25 anos, afirmou ontem o astrônomo Seth Shostak do Instituto Seti (sigla inglesa de "Busca por Inteligência Extraterrestre").

Shostak fez sua previsão durante uma conferência na sede do Seti em Mountain View, na Califórnia. "Jovens da platéia, acho que há uma chance bastante boa de que vocês vejam isso acontecer [durante suas vidas]", afirmou ele. A dificuldade, para o cientista, será entender a mensagem estelar.

A partir de 2015, um novo grupo de telescópios permitirá que o Seti procure sinais de rádio de centenas de milhares de sistemas estelares, o que facilitaria o primeiro contato com uma civilização alienígena avançada, apostou Shostak em conversa com repórteres do site Space. com.

Fonte: Folha de S. Paulo. 17 ago. 2010, A16.
Peça para que façam a leitura em dupla. Em seguida, peça que sublinhem, no texto, os verbos afirmou, fez, acho, há, será, permitirá, apostou. Peça que observem e escrevam no caderno se os verbos sublinhados indicam a manutenção de tempos constantes no título ou se acrescentam novos tempos verbais.

Durante a realização da atividade, circule pela classe e observe as discussões que realizam. Pare nos grupos com dificuldade e os auxilie.

Quando terminarem, releia o texto em voz alta e faça a correção da tarefa. Pare no primeiro parágrafo e mostre aos alunos as mudanças operadas: a afirmação do pesquisador mudou do tempo presente para o passado. Isso se explica, pois essa ação ocorreu no passado. O leitor faz a leitura do jornal no presente, tempo diferente daquele em que a afirmação do pesquisador se deu.

No segundo parágrafo, indique os três tempos verbais - o passado, o presente e o futuro. O parágrafo inicia-se com o tempo passado para remeter à afirmação do pesquisador; há a inserção do discurso direto construído com uso do tempo presente, há o verbo no passado - afirmou - e, finalmente, o futuro indicando uma das dificuldades do contato entre os humanos e os ETs.

No último parágrafo, observe o uso do futuro do presente - permitirá - e a ação pontual do pretérito perfeito - apostou. Caso os alunos já conheçam os tempos do pretérito e do presente, temas das aulas anteriores, reforce que o futuro remete a um tempo por vir e que o futuro do presente indica uma ação certa, em relação à qual não se coloca dúvida. Você pode realizar um quadro na lousa em que os verbos se dividam em passado, futuro e presente.

Terminada essa construção, volte ao texto e peça aos alunos que reflitam se a expressão pode encontrar no trecho "A humanidade pode encontrar uma forma de inteligência extraterrestre dentro dos próximos 25 anos" e se o verbo facilitaria, presente no último parágrafo, sugerem ideia de futuro e se possuem o mesmo valor semântico do verbo virá no título. Eles devem escrever a reflexão realizada no caderno.

Termine a aula com a correção da atividade. A expressão, no trecho, sugere uma ação futura, mas essa ação não possui a força do virá do título; para que isso ocorra, ela deveria ser substituída pelo verbo "encontrará". Do mesmo modo, o verbo facilitaria indica uma ação sobre a qual não incide o mesmo teor de certeza de virá. Diga a eles que esse verbo pertence a outra forma de futuro, o futuro do pretérito. Finalize a reflexão assinalando o recurso persuasivo utilizado na construção do título e da notícia. No título, o uso do presente do indicativo dá força à afirmação do pesquisador ao trazê-la para o momento da leitura e o verbo virá coloca como certo o contato com ETs. No primeiro parágrafo, a força da manchete é desconstruída com o uso da expressão pode encontrar: esta lança dúvida sobre o contato: ele passa de certeza a uma possibilidade.

Mencione que a notícia está na página de Ciências. Isso pode auxiliar na compreensão do uso do futuro - as pesquisas indicam probabilidades, muitas vezes tomadas como certezas - e da expressão pode ser, pois as pesquisas deixam um quê de incerteza no ar.

Avaliação

Reserve uma aula para a atividade avaliativa sobre o conteúdo. A atividade deve ser realizada individualmente. Entregue aos alunos o texto abaixo:
Carne do futuro pode ser artificial, diz cientista
VAGUINALDO MARINHEIRO
DE LONDRES

Se você gosta de carne, corra para uma churrascaria, porque renomados cientistas acreditam que em 40 anos não haverá suculentos bifes para todo mundo. Muitos terão de comer carne produzida em laboratório.

A advertência faz parte de uma série de 21 artigos científicos encomendados pelo governo britânico para projetar a situação alimentar do mundo em 2050. As conclusões: a população será de 9 bilhões de pessoas, e o consumo per capita de alimentos também crescerá, principalmente nos países em desenvolvimento.

Por isso, será necessário aumentar muito a produção de alimentos. Haverá competição por terra e por água, e o preço da comida vai subir. Nos últimos anos, a tecnologia ajudou. Técnicas de plantio, melhora nas sementes e controle de pragas aumentaram a produtividade.
Na pecuária, estudos genéticos, inseminações artificiais e redução de doenças fizeram os animais terem mais peso (30% a mais no caso das vacas desde 1960) e darem mais leite (30% a mais por vaca no mesmo período).

Chegará um momento, porém, em que preconceitos deverão ser deixados de lado. Aí entra a carne artificial, ou produzida em laboratório.

"A carne in vitro já se provou factível e pode ser produzida de uma forma mais saudável e higiênica que na pecuária atual", disse Philip Thornton, do Instituto Internacional de Pesquisas em Pecuária de Nairóbi, no Quênia.

Estudos sobre carne in vitro começaram há cerca de dez anos. Trata-se de retirar células de um animal vivo e fazer com que se reproduzam até virar tecido muscular. Em janeiro, europeus criaram carne de porco assim.

Curioso é que a discussão surja agora, quando o Reino Unido investiga se a carne de filhos de uma vaca clonada foi ao mercado sem aviso a autoridades e consumidores.
Para os cientistas, a necessidade poderá obrigar a população que hoje teme animais clonados a aceitar a carne produzida em laboratório.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/ambiente/784128-carne-do-futuro-pode-ser-artificial-diz-cientista.shtml. Acesso em 18 de ago. 2010.
Proponha as seguintes atividades.

1. A expressão pode ser presente no título está de acordo com as afirmações do texto a respeito da alimentação global em 2050? Justifique.
2. Reescreva o título da notícia de modo que ele indique certeza.
3. Realize o resumo da notícia, utilizando pelo menos três verbos no futuro do presente. O início do resumo deve ser o seguinte: Estudo britânico afirma que a população do planeta em 2050 será de 9 milhões de pessoas.
Quer saber mais?
Bibliografia
BECHARA, E. Moderna Gramática Portuguesa.Rio de Janeiro: Lucerna, 2001
HENRIQUES, A A T. Futuro do Presente Simples: um Fenômeno Gramático- Lingüístico. Disponível em: www.mackenzie.br/fileadmin/Graduacao/CCL/.../AdilaHenriques.pdf Acesso em 17 ago. 2010
KURI, A . Emprego dos Modos e Tempos Disponível em: www.filologia.org.br/abf/volume1/.../06.htm Acesso em 17 ago. 2010
LAUAND, J. O laboratório do Tio Patinhas. Disponível em http://www.jeanlauand.com/page58b.htm: Acesso em 17 ago. 2010
PERINI, M. A . Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Parábola, 2010.