quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

PARABÉNS ALAGOAS !!!

Festival Nacional de Literatura em Vídeo premia curta-metragem alagoano


Vídeo foi produzido sob a direção do professor Salomão D`Luna, com participação de alunos da Escola Conceição Lyra

27/02/2012 17:47

Grupo foi o vencedor da categoria júri popular com o vídeo O Cidadão de Papel

Os alunos João Gabriel Duarte, Daiana Ramos, Alice Rocha, junto com a professora de literatura Jeane Cristina e o diretor de artes Salomão D'Luna, da Escola Conceição Lyra, de São Miguel dos Campos, estiveram em São Paulo no início de fevereiro para receber o premio de melhor curta-metragem durante o 2° Festival Nacional de Literatura em Vídeo. O grupo foi o vencedor da categoria júri popular com o vídeo O Cidadão de Papel.

A premiação aconteceu no salão de convenções do Hotel Golden Tulip e contou com a presença de dez finalistas. O grupo de Alagoas foi o único representante do Nordeste. A votação geral computou mais de 25 mil votos.

O Cidadão de Papel foi inspirado na obra do jornalista Gilberto Dimenstein e aborda os problemas presentes no cotidiano da sociedade brasileira, como a desigualdade social, a qualidade da educação, o desrespeito aos idosos e a prostituição infantil.

Para participar do festival, era preciso apresentar um curta-metragem de até cinco minutos com base em algum livro das editoras Ática e Scipione. Os melhores vídeos foram selecionados e passaram por nova seleção até chegar aos dez finalistas nacionais.

Esta é a segunda vez que a escola é premiada. No ano passado, o curta-metragem Meninas da Noite foi premiado na categoria júri técnico. O filme aborda a realidade de meninas que se envolvem na prostituição, além de levantar questões como a pedofilia e o abuso sexual.

POR VALÈRIA GUIMARÃES

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

PROFESSORES VIRTUAIS

QUE TEXTO PERFEITO !! CRÌTICA A EDUCAÇÃO

 PAGAR PARA NÃO TRABALHAR ???


CLAÚDIO DE MOURA CASTRO



Imaginemos uma situação surrealista: os pais dos alunos, vendo os filhos com um professor muito ruim, decidem pagar o seu salário, para que ele não vá à escola e seja substituído por outro. Esses pais seriam loucos ou irracionais? Pesquisas recentes mostram que, pelo menos nos Estados Unidos, seria um comportamento inteligente. Se os 5% piores professores fossem substituídos por outros, de qualidade média, em seu conjunto, a turma teria salários adicionais de 1,4 milhão de dólares, após sair da escola. O que os pais gastariam pagando esses professores ruins para ficar em casa (cerca de 50000 dólares por ano) é bem menos que esse adicional de renda. Não temos estimativas comparáveis para o Brasil, mas, como aqui os professores ganham menos e a educação aumenta o rendimento financeiro, mais do que nos países industrializados, é provável que fazer esse gasto fosse um negócio ainda melhor. Segundo outra pesquisa, ter um mau professor por três anos causa o mesmo dano que faltar a 40% das aulas Diretores habilidosos conseguem infernizar a vida dos seus péssimos professores, até que eles peçam para sair. Isso resolve o problema daquela escola, mas não do sistema, pois esse professor ruim irá para outro estabelecimento. A prefeitura de Nova York tira seus piores professores de sala de aula e coloca todos em um salão enorme, onde eles ficam conversando ou fazendo palavras cruzadas. Diante da impossibilidade legal de despedi-los, é melhor pagar, em vez de deixar que os alunos sejam suas vítimas. Em todo continente é quase impossível despedir professores, mesmo que fraquíssimos. A exceção é Cuba, onde isso acontece com regularidade. Será por isso que Cuba tem a melhor educação da América Latina? É muito mais do que isso, mas ver-se livre dos piores deve ajudar .

É absurdo os secretários de Educação não aproveitarem o período probatório (em geral de dois anos). Nesse prazo, dentro da lei, eles podem não confirmar a contratação dos muito fracos. Pelo que nos dizem os estudos, em um ano é possível identificar os que não têm o perfil requerido para o magistério. Peneirar os mestres é o que faz o sistema privado, sem causar traumas ne comoções. Por tentativa e erro, os bons vão subindo e recebendo carga horária maior, enquanto os ruins ficam no limbo. Se não melhoram, são dispensados. Não obstante, o privado atrai os melhores professores, pagando mais ou menos o mesmo que o público. Ou seja, o medo de perder o emprego não assusta os bons. Está enganado quem leu nesses comentários um insulto aos professores. É o oposto, pois eles demonstram a sua importância crítica. Eliminar o joio facilita a missão indispensável de valorizar o trigo, ou seja, quem tenta fazer um trabalho sério.

Os professores são maltratados pelo público, por causa de alguns poucos que são fracos, desmotivados ou negligentes, trazendo má reputação à classe. Sem eles, a imagem da profissão seria engrandecida. Surpreende que os sindicatos prefiram apoiar seus membros irresponsáveis ou incompetentes, em vez de permitir sua depuração, valorizando o magistério que eles pretendem representar. E também surpreende que os professores aceitem isso de seus sindicatos.

Mas como poderemos saber quem são os bons e os maus professores? Garantir que conheçam a matéria a ser ensinada é um primeiro passo. Há avanços nas pesquisas, usando métodos de observação em sala de aula, por juízes neutros. Há também estimativas de quanto cada professor contribui para o aprendizado dos seus alunos. Combinando indicadores, reduzimos a margem de erro. Contudo, ainda são medidas imperfeitas. No caso dos professores muito ruins, porém, erraremos bem pouco na sua identificação. Pesquisa recente mostra que os bons diretores reconhecem corretamente os professores bons e os fracos. Os alunos e os outros professores também. Dá para imaginar um técnico de futebol que fica com pena e não tira do time o jogador perna de pau? Será que na educação o futuro dos alunos não deveria vir em primeiro lugar? Por que os mestres devem continuar a ter a sua imagem manchada por culpa de uns poucos? Que direito tem o estado de permitir que a educação seja assassinada por alguns professores reconhecidamente inadequados?

Revista VEJA edição 2255 - 08 de Fevereiro de 2012

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

MEU ARTIGO DE CONCLUSÂO DO CURSO DE MÍDIAS NA EDUCAÇÂO/ UFAL

A TV, O VÍDEO E O CELULAR EM SALA DE AULA: RELATO DE UMA EXPERIÊNCIA COM O PROJETO “NOITE DA POESIA”




Ivanete Nunes de OLIVEIRA/ PGPE/UFAL





RESUMO: Este artigo trata do uso das mídias televisão, vídeo e celular, enquanto meios de comunicação formadores de opinião e/ou influenciadores dos comportamentos dos alunos, no ambiente escolar. Ressalta a importância do uso de tais mídias nas práticas docentes, tendo em vista sua abrangência, a riqueza de possibilidades educativas pela qual estão cercados e o fascínio que exercem sobre crianças e jovens. Apresenta tais ferramentas sob uma perspectiva pedagógica, que supera as visões empobrecedoras e reducionistas deste tipo de ferramenta. Baseia-se principalmente nas obras de MORAN(2003),NAPOLITANO (1993) e COSCARELLI (2006) É relatada também no artigo a experiência e a dinâmica do projeto “Noite da Poesia”, realizado na Escola Estadual José Correia Fontan, na cidade de Paulo Jacinto – Alagoas, ao passo em que se propõe uma metodologia para inserção das mídias nas atividades docentes de modo a aproveitar a multiplicidade de facetas desses instrumentos, proporcionando aprendizagem e afloramento da criatividade do alunado.



PALAVRAS-CHAVE: Audiovisual; Mídia digital; Ensino-aprendizagem.





1. Introdução



É imprescindível que o professor reconheça o poder e o fascínio que os meios de comunicação exercem sobre as pessoas e, em especial, crianças e jovens, procurando adotar em sua prática docente o uso das tecnologias que há na escola com os alunos. Nesse percurso a maioria dos professores tem se deparado com questões tais quais as seguintes: Como utilizar o vídeo na minha aula?

Como planejar aulas que integrem mídias? Como levar a turma a fazer uma leitura consciente destas mensagens? Que atividades propor aos alunos antes e/ou depois de assistirem ao vídeo com o programa a ser cumprido? E o que dizer do celular? Como transformá-lo em ferramenta pedagógica, uma vez que os alunos não largam esses aparelhos durante a aula?

São indagações que representam dúvidas de muitos professores que pretendem usar esses meios em constante aperfeiçoamento, sendo sintetizadas em nossa problemática de pesquisa nos seguintes termos: Como usar a TV, o vídeo e o celular em sala de aula de forma pedagógica e eficiente?

Nesse contexto, esse artigo objetiva refletir criticamente sobre a TV, o vídeo e o celular, enquanto formadores de opinião influenciadores dos alunos; visa também superar visões reducionistas e empobrecedoras a respeito dessas ferramentas, bem como propor uma metodologia para inserção da TV, vídeo e do celular na sala de aula em toda a sua riqueza pedagógica e multiplicidade de funções.

Ressalte-se que em relação aos celulares o desafio ganha novas cores, dadas as possibilidades que estes aparelhos suscitam e o estigma de inadequação ao ambiente escolar que ainda predomina. Logo, percebe-se necessária uma nova postura, que ultrapasse os limites das metodologias convencionais, baseadas apenas na transmissão de conhecimento.

Pois, através de uma prática bem planejada, as mídias oferecem maior flexibilização do tempo e do espaço de aprendizagem, permitindo aos estudantes a autoria, a interatividade e novas formas de perceber o mundo que o cerca. Exemplo dessa dinâmica foi concretizada na realização da sexta edição do “Projeto Noite da Poesia”, relatada no presente trabalho.

O projeto surgiu há seis anos, sem o uso de mídias tecnológicas, a partir da reunião de professores de língua portuguesa a fim de trabalhar as Escolas Literárias com os alunos do Ensino Médio. Com isso, o projeto inicialmente reviveu até sua quinta edição os antigos saraus literários da época do Brasil Império. Nada obstante, neste ano de 2010 o projeto ganhou “nova roupagem”, através do uso articulado das mídias TV, vídeo e celular.



2. Reflexão crítica sobre a tv, o vídeo e o celular



O referencial teórico deste trabalho aborda as ideias de estudiosos que muito tem se dedicado ao estudo , análises críticas e estratégias de como devem ser trabalhados a televisão e vídeo pedagogicamente.

Moran (1993) que enfoca as tecnologias como mediação ao saber fazer pedagógico; Pereira (1997) que mostra estratégias de como fazer leituras através de imagens, como também Duarte (2002) a qual enfatiza que um trabalho como TV, vídeo, câmeras, imagens em celulares desenvolve a competência para ver; Napolitano (2003), que em seus últimos trabalhos apresenta a televisão e outras mídias como ferramentas eficientes para a aprendizagem.

Já Carvalho (1998) menciona que os produtos advindos do desenvolvimento tecnológico se constituem em novos conceitos, indispensáveis para uma nova forma de pensar, pesquisar e educar; Guareschi (2005) em seu trabalho ’’Mídias, Educação e Sociedade’’ apresenta as mídias de massa, em especial a televisão, como produtos ideológicos e defende a ideia de que a escola precisa colocar essa pauta em discussão, possibilitando aos alunos uma leitura crítica do que veem em seus programas favoritos; Kellner (2001) enfoca os produtos midiáticos e seus impactos na sociedade; e Veiga (1996) que em seu livro “Didática e Sociedade” dá ênfase sobre a importância da leitura de imagens.

A TV, o Vídeo e o Celular são as tecnologias de maior uso cotidiano pelos alunos. Seja em casa quando trata-se da TV e do vídeo seja na mão deles quando se trata do celular. A TV tem um papel preponderante e especial na ligação das pessoas com o mundo, com diferentes realidades, enfocando diversas faces: tristeza, alegria, informação, diversidade; as imagens são lúdicas, dinâmicas, impactam e até interagem com as crianças, jovens e adultos.

Estamos diante de uma cultura imagética e que está impregnada nas mãos do alunado pelos celulares diuturnamente e em casa através da TV, vídeo e tela do computador. Nesse sentido é que Moran (1993, p. 46) aponta ‘’as linguagens da TV e do vídeo respondem à sensibilidade dos jovens e da grande maioria da população adulta” .

Desse modo, se faz necessário que o professor ensine ao seu aluno a importância da leitura de imagens, pois,



As crianças e os jovens leem o que pode visualizar, precisam ver para compreender. Toda sua fala é mais sensorial – visual do que racional e abstrata. Leem nas diversas telas que utilizam: da TV, do DVD, do celular, do computador, dos games (MORAN, 1993, p.40).



A Leitura de imagens, assim como a leitura nos livros requer estratégias, uma vez que há gente que olha mas não vê. “Lemos superficialmente, ‘Passamos os olhos’. Não acrescentamos ao ato de ler algo mais de nós além do gesto mecânico de decifrar os sinais” (PEREIRA, 1997, p. 4).

Mas o que é olhar e não ver? É ler superficialmente as mensagens, é não fazer a interlocução imagem-receptor instigando as inferências possíveis e não únicas e exclusivas. É não fazer uma devida extrapolação crítica que seria uma recriação da imagem com outros propósitos, possível “leitura do mundo”, posicionamento do sujeito–receptor perante a imagem, com base nas interpretações realizadas; não apreciação crítica da imagem e dos propósitos que presidiram á sua concepção. É não fazer uma leitura de imagem nas entrelinhas.

Assim sendo, um trabalho com imagens: em vídeo, TV, câmeras, imagens em celulares e cinema “contribui para desenvolver o que se pode chamar de competência para ver” (DUARTE, 2002, p. 36) analisar, compreender, inferir e apreciar qualquer história contada em linguagem fílmica e/ou cinematográfica. Nas palavras de (RICHTER, 2000, p. 32) “perceber um objeto é criar, na mente, algo relacionado e causado por alguma coisa exterior, material”.

Sendo assim, a relação de interação que se faz entre o externo (objeto, linguagem imagética que observamos) e o interno (definição, inferência) dá-se através do sentido da visão sem, necessariamente usarmos palavras e/ou textos. Não se trata de encontrar o seu sentido aparente, mas em compreender o significado num contexto social e no contexto do interpretante (observador/receptor ).

Para um planejamento que surja efeito na efetivação de um trabalho com imagem, além das estratégias mencionadas eu proponho a metodologia dos três olhares de Pereira (1997, p. 4) “pois a mesma exercita os três momentos do pensar: a apreensão, a compreensão e a conceituação/síntese”, a saber:



- 1º OLHAR: é o ENCONTRO com a imagem. É olhar a imagem e fazer a COLHEITA de: sinais significativos, sons , sugestões, coisas diferentes , suspeitas.

TÉCNICA: o que a imagem mostra? O autor se refere a quê? A imagem trabalha sobre o quê? Que suspeitas ela abre? O que é?

- 2º OLHAR: é o olhar da DEVASSA. É o ACOLHIMENTO do que se viu na imagem. É aceitar e reconhecer sentido entre a vida vivida e a representada. É um JULGAR um olhar analítico.

TÉCNICA: Há uma sequência lógica? De que forma se criam as imagens e que significados elas têm?

- 3º OLHAR: É o olhar do MERGULHO na imagem. É hora do RECOLHIMENTO. A INTERAÇÃO e o AGIR. Da intimidade com a imagem.

TÉCNICA: Como o observador/receptor interpreta o que foi mostrado ? que leitura ele pode fazer? O que isso tem a ver com a sua realidade?



Essa metodologia é uma oportunidade de fazer a interpretação da imagem, uma vez que aos nossos olhos elas (as imagens) provocam sensações visuais, sensitivas e emocionais, pois pelo vídeo sentimos, experienciamos sensorialmente o outro, o mundo, nós mesmos. Assim, se faz necessário que o professor seja conhecedor de metodologias que venham a auxiliar a sua prática pedagógica e traga o aluno para mais perto de si. Pois há muitos professores distantes do aluno no sentido da apropriação das tecnologias.

Entretanto, para que haja uma prática perfeita que suscite aprendizagem é necessário que o aluno saiba interpretar as imagens que circulam a todo momento.

Nesse contexto, para Napolitano (2003, p. 7-15)



O professor é que, passando ao largo da complexidade do fenômeno e dos códigos operacionalizados pelo veiculo, a escola pouco contribui para tornar sua clientela mais crítica, além de perder a chance de incorporar o material televisual como fonte de conhecimento. É preciso analisar a TV levando em conta toda a sua complexidade, não apenas seus diversos níveis [produção, circulação e recepção], mas nos diversos usos possíveis do conteúdo por ela veiculado. Inicialmente, selecionamos quatro categorias envolvidas na realização social da TV, que podem servir para pensar a relação entre TV e escola . 1º - O conteúdo da TV é uma forma de mercadoria, comprada por telespectadores-consumidores; 2º- O conteúdo da TV é uma forma de sociabilidade, partilhada por telespectadores-cidadãos; 3º - O conteúdo da TV é uma forma de comunicação, recebida por telespectadores-decodificadores; 4º- A TV é uma forma de cultura, desfrutada por telespectadores-fruidores.



Para ele,



Esses quatro eixos, entre tantos outros menos expressivos que fazem parte do fenômeno televisual, constituem os eixos principais dos usos sociais da TV. Em linhas gerais, são eles que formam o grau de midiabilidade das nossas vidas. Todos os professores e alunos, na medida em que assistimos TV, somos consumidores, cidadãos, decodificadores e fruidores. Todas essas categorias podem relacionar-se a uma mesma pessoa, numa mesma situação de audiência televisual. O peso de cada uma delas é que pode variar conforme o individuo, o grupo, a classe ou mesmo a nacionalidade em questão. Além disso, nos usos sociais da TV, interferem fatores importantes, muitas vezes ambíguos, que são fundamentais em qualquer experiência cultural e simbólica: sonho e realidade, lazer e trabalho, razão e emoção, alienação e participação, tédio e fascinação. Estes binômios são fundamentais para entender como se realiza a mídia TELEVISÃO e como as pessoas reagem a ela e com ela. A tarefa inicial da escola é pensar o fenômeno em toda sua amplitude, ao mesmo tempo que se capacita para incorporar seus materiais como fontes de conhecimento e crítica. Além disso, o professor deve adaptar a discussão e o grau de aprofundamento do debate em torno da TV, de acordo com a faixa etária e escolar em questão.



Destarte, percebe-se o papel mediador do professor na relação TV – INDIVÍDUOS: em que pese o uso indiscriminado dessa tecnologia como mecanismo para aplacar a solidão, o estresse e o distanciamento das pessoas no dia a dia, por seu forte papel formador de opinião e pelo fato de que os alunos ainda estão na fase de formação de sua personalidade, cheiosde informações, dúvidas e fragilidades, a escola tem o papel de fazer a ligação entre o indivíduo e o meio tecnológico de forma saudável. Isto para que os alunos tenham consciência crítica e capacidade de debater sobre os materiais a que tem acesso cotidianamente através da T.V.



3. Superação das visões reducionistas e empobrecedoras do uso das mídias em sala de aula



Em pleno século XXI ainda encontramos muitos professores que possuem uma visão contrária ao uso das tecnologias na sala de aula e tentam justificar o não uso, afinal em toda sua vida profissional nunca houve quem os preparasse.

Assim, eles se sentem inúteis, evitam o confronto, evitam assumir novas posturas frente às novas demandas que surgem. São professores que não querem se render ao novo, às novas práticas, preferem permanecer com uma postura tradicional, radical na sala de aula. Muitos até exibem a TV e o vídeo, embora não achem importante para sua prática de ensino, e até mesmo quando os utilizam não possuem um planejamento sobre o que vai trabalhar.

Porém, numa sociedade tecnológica e capitalista o professor não pode estar excluído das condições divergentes em que se encontram os alunos, mergulhados no mundo de imagens que os circundam por todos os lados. Em meio a tudo isso, o papel do professor, enquanto mediador de aprendizagem é tornar as mídias parceiras, descobrindo como utilizá-las pedagogicamente e os efeitos que podem trazer para a melhoria de sua ação pedagógica, ao invés de só colocar mau gosto, ideias pessimistas, insatisfações, sem entender e/ou querer entender as mudanças que estão aos olhos vistos.

Para Guareschi (2005, p.33) “Se a sociedade está mudando de forma tão rápida a escola não pode esperar, precisa se destacar, conhecer e explorar as preferências e interesses de sua clientela. Incluir a mídia televisão em seu espaço acadêmico é uma forma de fazer o diferencial”. Mas não se trata só de saber o que se passa (na televisão), ou seja, a informação , as coisas positivas ou negativas, mas de pensar, entender, saber analisar aquilo que lhe é repassado, como defende também Côrtes (2009, p. 18) “Atualmente, não podemos mais adiar o encontro com as tecnologias; passíveis de aproveitamento didático, uma vez que os alunos voluntários e entusiasticamente imersos nestes recursos – já falam outra língua , pois desenvolveram competências explicitadas para conviver com elas”.

Nesse sentido percebemos que a utilização das tecnologias na educação não é mais uma opção, mas uma exigência desta sociedade. É imprescindível que o professor vença resistências, pois é um desafio, e vá em busca do conhecimento para que possa estar competente e atuar afinado com as tecnologias. Afinal, “A televisão é e será aquilo que nós fizermos dela [...] aqui abrange todos os envolvidos nos processos: produtores, consumidores, críticos, formadores, etc.” (MACHADO, 2001, p.15 -16).

Atualmente o professor precisa estar aberto para aprender, reaprender e permanecer sempre em estado de aprendizagem a fim de integrar os conteúdos das mídias existentes na escola, uma vez que, quanto mais o professor estiver em contato com as mídias que os alunos utilizam diariamente, mais perto estará de seu aluno, pois ambos, estarão falando uma mesma linguagem. Mas, o medo do novo, a falta de prática em manusear os equipamentos, a falta de coragem de querer enfrentar desafios e também a falta de compromisso de alguns, leva a essa inércia que tanto distancia o aluno do professor.

Diante disso, o professor tem necessidade de querer, de motivar-se, enfrentar desafios impostos muitas vezes pelo comodismo. E Moran (2000, p. 24) afirma que ‘’aprendemos pela credibilidade que alguém nos merece. Um professor que transmite credibilidade facilita a comunicação com os alunos e a disposição para aprender’’.

Também Freire (1980, p. 28) faz um alerta mostrando que o professor deve ser uma pessoa bastante crítica, dessa forma



Eu não posso denunciar a estrutura desumanizante se não a penetro para conhecê-la. Não posso denunciar se não conheço. [...] Quanto mais conscientizados nos tornamos, mais capacitados estamos para ser anunciadores e denunciadores, graças ao compromisso de transformação que assumimos. Eis aí a grande responsabilidade do professor perante a imensa demanda de produtos tecnológicos em questão.



Sobre o trabalho na escola com os meios de comunicação de massa como o rádio, a televisão, o vídeo, Napolitano (2003, p. 7-15) sugere o seguinte: “um dos primeiros cuidados que o professor deve tomar não é reproduzir preconceitos e críticas ligeiras sobre a mídia televisual. Pensar o fenômeno social da TV é pensar as diversas facetas desse fenômeno”.

O mais comum, na relação entre Tv e escola tem sido partir do pressuposto de que a a TV é manipuladora de consciência e veiculadora de um conteúdo de baixo nível cultural, informativo e estético. É partindo desse pressuposto, diga-se não completamente errado, que muitos professores começam seu trabalho.

Portanto, diante de tantos argumentos com relação ao uso das TIC da sala de aula, se não interagirmos o ensino com as tecnologias que fazem parte do dia a dia dos alunos estaremos - nós professores - incorrendo no risco de ficarmos falando sozinhos na sala de aula, como muitos de nós já estamos.



4. Uma metodologia de inserção da tv, do vídeo e do celular em sala de aula: um estudo da aplicação de mídias no projeto Noite da poesia



Apresentamos o relato de experiência com o projeto noite da poesia e sua relação com o uso das seguintes mídias: TV, vídeo e o celular. O projeto surgiu há seis anos sem o uso das tecnologias. O grupo de professores de língua portuguesa pensava e repensava sobre o que apresentar sobre as Escolas Literárias que havia trabalhado relembrando os antigos saraus literários da época do império.

Optaram por várias produções, a saber: o aluno lia os romances e criava paródias, poesias, dramatizações, exposições, concursos de poesias, danças, tudo sobre o conteúdo literário: autores, obras, estilo, com produções e execuções dos próprios alunos. Foi aí que timidamente nascia a “Noite da poesia”, que tornou-se um projeto permanente dentro do plano de ação da Escola Estadual José Correia Fontan (E.S.J.C.F), do município de Paulo Jacinto – Alagoas.

O referido projeto este ano ganhou uma “roupagem nova”, através do uso articulado das mídias TV, vídeos e celulares dos alunos, onde eles puderam, através do estudo das escolas literárias, analisar, produzir, ousar e experimentar.

De acordo com Carvalho e Barbieri (1997, p.19).



Os novos produtos advindos do desenvolvimento tecnológico são muito mais do que apenas produtos. Eles se constituem em novos conceitos. São frequentemente ferramentas de trabalho até indispensáveis e se tornam, cada vez mais, portadores de uma nova maneira de pensar, pesquisar e educar.



Para a realização desse projeto o professor dispôs de um mês e quinze dias visto que trabalhou com turmas diversificadas (Primeiro, segundo e terceiro ano do Ensino Médio) e na escola havia três turmas de primeiro ano. Cada série seguiu uma sequência para o estudo das Escolas Literárias, autores e obras. O uso dos textos literários foi enriquecedor, pois:



O texto literário, que permite o desenvolvimento de todas as virtualidades da linguagem, que é o espaço da liberdade da linguagem liberdade das restrições das normas, pode permitir - nos ‘ler para nada’. Para não fazer nada depois da leitura apenas deixar-nos levar pela imaginação; mas, também pode nos permitir analisar os mecanismos empregados pelo autor para produzir beleza, tentar recriar esses mecanismos em novas condições, desentranhar símbolos que estruturam a mensagem, jogar com a musicalidade das palavras designativas (KANFMAN; RODRÍGUEZ, 1995, p. 42 – 45).



Nesse sentido constatamo que a utilização dos recursos audiovisuais (TV, vídeo, celulares) no projeto “Noite da poesia” auxiliou na compreensão dos temas que envolveram cultura, situações econômicas e sociais, autoria e produção e ainda são recursos ricos, lúdicos e dinâmicos.

De acordo com os temas literários foram analisados os seguintes filmes:

- Cidade de Deus(Realismo e Naturalismo); Com este filme foi trabalhado um roteiro de análise conforme segue:

• Posicionamento da câmera no enquadramento da cena durante a perseguição da galinha (no inicio do filme);

• Relação entre o giro de 360 graus e a estrutura da narrativa do filme (inicio do filme)

• Flashback;

• Tipo de Narrador (no caso do filme é em 1º pessoa);

• Transformações sofridas pelas favelas brasileiras, entre a década de 60 e 90;

• Analogias do comércio de drogas com uma empresa organizada;

• “Poder paralelo’’ do estado;

• Comportamento da comunidade? Comportamento dos policiais?;

• Traços NATURALISTAS no FILME;

• Preconceito e Violência;

• Trabalho Infantil;

• Personagens sem nome (apelidos pela qualidade que apresentavam);

• Aprofundamento das personagens do ponto de vista psicológicos;

• Personagem Busca-pé como um exemplo do determinismo social;

• Emprego da linguagem cuidadosamente trabalhada;

• Adequação das músicas ao filme.

- Escritores da Liberdade (Mediar com os alunos sobre: desigualdade social e racial, com ênfase nos problemas relacionados à situação financeira e ocupacional, preconceito, discriminação, sexo, acesso à educação (Modernismo);

- Filmes Shrek (Paralelo entre o Romantismo e épocas passadas). Mostramos também que os produtores deste conto usam de uma ludicidade extrema; recortam e colam, torcem, abusam, misturam, corrompem, amam, odeiam, tiram do contexto, sofrem...

- Diálogo (gravação com o celular do “Conto Erótico” de Luiz Fernando Veríssimo); Gravação de entrevistas, fotografia e filme no celular; receber e enviar as fotos,vídeos e imagens;

Registro das aulas de campo;

- Produção de um Filme “O chapéu de Meu Pai” baseado no conto de mesmo título, de Aurélio Buarque de Holanda;

- Dramatização do livro Senhora de José de Alencar, com encenação na praça da cidade e apresentação na rádio local em forma de rádioteatro.

Com relação às Entrevistas realizadas na TV, um trabalho muito e interessante com o aluno foi distinguir as várias formas com que os líderes de certos programas (apresentadores, âncoras, entrevistadores) dirigem-se aos entrevistados (políticos, artistas ou demais representantes da sociedade civil).

No caso de debates e mesas redondas, foi muito importante observar de que forma esses protagonistas interagem entre si. Nessa análise observou-se detalhes específicos como: idade, posição social, sexo, profissão, papel social dos entrevistados. Nesse sentido é imprescindível identificar os papéis dos interlocutores e como eles se refletem nas sequências do diálogo, no uso de uma linguagem mais ou menos formal (à polidez, ao tratamento interpessoal, ao emprego dos verbos, às relaçõe interculturais,dentre outros).

Outra perspectiva que gerou bastantes frutos foi um trabalho com capítulo de novela., visto que podemos trabalhar com problemas sociolingüísticos e discursivos, como por exemplo: percepção de termos, expressões, sotaques, entonações ou mesmo vestes que deram pistas sobre os seguintes aspectos: a região onde mora, a classe social ou a idade de cada personagem.



5. Conclusão



O estudo base dessa experiência aproveitou os meios de comunicação vídeo, TV, câmeras existentes na escola, celulares dos alunos das séries mencionadas para dar uma roupagem nova ao projeto “Noite da poesia”, trabalhado há seis anos na escola Estadual José Correia Fontan.

O uso das respectivas mídias nos fizeram perceber que, para que haja um bom uso pedagógico desses meios se faz necessário que o professor perceba os limites e as possibilidades destes, a fim de que possa fazer um trabalho que desenvolva a aprendizagem dos alunos.

As possibilidades de aproveitamento foram inúmeras. Enfatiza-se aqui as que contribuíram para uma aprendizagem significativa, na qual os alunos e professores foram autores, colaboradores, produtores, enfim, protagonistas, favorecendo assim o princípio de autoria e autonomia por meio da utilização das mídias em um projeto literário, a saber:

1. Desempenho do desenvolvimento linguístico dos alunos através dos filmes expostos, leitura, análise e compreensão, tanto de filmes como de textos; ampliação do repertório vocabular, desenvolvimento da expressividade e da oralidade;

2. Favorecimento da recordação de episódios e comportamentos apresentados nos filmes, revelando a importância dos materiais para a retenção mnemônica;

3. Produção do filme –“O chapéu de meu pai” do conto de mesmo nome de Aurélio Buarque de Holanda;

4. Socialização das aprendizagens, considerando a prática social do aluno no processo educativo para situações reais;

5. Maior raciocínio reflexivo, maior poder de argumentação e contra-argumentação, ou seja, maior autonomia de pensamento, favorecendo a habilidade de formar opiniões e superação de atitudes alienadas;

6. Grande poder de criticidade, esperado no ensino médio;

7. Momentos de reflexão sobre os mecanismos de criação e de intencionalidades dos filmes e programas assistidos;

8. Discussão sobre questões éticas para daí desenvolver o posicionamento pessoal e reflexivo;

9. Revisão de conceito de materiais curriculares: livro didático (Senhora, Dom Casmurro, O Quinze, A Moreninha, dentre outros);

10. Análises de vários materiais como revistas e materiais sobre o centenário de Aurélio Buarque de Holanda, vídeos, programas de TV;

11. Ressignificação do conceito de conteúdos escolares para além do que é tradicionalmente considerado, como também inclusão do desenvolvimento de habilidades, atitudes e valores.

12. Socialização das produções para a comunidade (pais, colegas, professores, visitantes, comunidade em geral) a “Noite da Poesia”.

13. Gravação de diálogos, utilizando celulares dos alunos, rompendo assim com as falácias de que o “celular só serve para atrapalhar as aulas”.

14. Correio da amizade na equipe Romantismo. Na aula trabalhávamos o romantismo de ontem e o romantismo atual. Fizemos analogias. Nesta mesma aula conseguimos fazer um correio da amizade com o uso do celular.

Concluímos assim que, o uso de celulares pode suscitar novas práticas. Dessa forma, certamente conseguimos o que se espera do professor num mundo em predomina o domínio das tecnologias, uma cultura que vive nas mãos dos alunos e o professor enquanto mediador de aprendizagens deve estar a par dessa cultura para poder intervir e através delas fomentar nos alunos o desejo de aprender. É um desafio enorme, mas se o professor tiver vontade de fazer, ele faz.

Urge que se faça uma reavaliação das metodologias tradicionais , visando à exploração das tecnologias da informação e comunicação existentes na escola,capazes de motivar os alunos à leitura por prazer a saber olhar, e sobretudo a aprender fazer.



Referências



CARVALHO, Célia Pezzolo de; BARBIERI, M.R.. Formação de Professor em tempos de Informática, Revista do Professor, São Paulo-SP, julho, 1998, p.22-24.





CÔRTES, H. A importância da tecnologia na formação de professores. Revista Mundo Jovem, Porto Alegre, nº 394, março de 2009, p.18.





COSCARELLI, Carla Viana (0rg). Novas Tecnologias, Novos Textos, Novas formas de pensar.3ed. Belo Horizonte: Autêntica , 2006.





GUARESCHI, Pedrinho A. Mídia, Educação e Cidadania: Tudo o que você quer saber sobre a mídia. Petrópolis,RJ:Vozes, 2005.





KAUFMAN, A. M; RODRIGUEZ, M. E. Escola,Leitura e Produção de textos. Porto Alegre: Artes Médicas,1995.





KELLNER, Douglas. Lendo imagens criticamente: em direção a uma pedagogia pós-moderna. In: SILVA,Tomás Tadeu da. Alienígenas na sala de aula. Porto Alegre,RS: Artmed, 2001.





KLEIMAN, Angela B. [et. al.]. Português no ensino médio e formação do professor. In: BUNZEN, Clécio; MENDONÇA, Márcia. (Org.). Estratégias de Ensino:2. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.





MORAN, J.M. O vídeo na sala de aula, Revista Comunicação e Educação, São Paulo, nº2, 1994.





______Mudanças na Comunicação Pessoal.2 ed. São Paulo: Paulinas, 2000.





______A Educação que desejamos: Novos desafios e como chegar lá.Campinas,SP:Editora Papirus, 2007.





NAPOLITANO, Marcos. Como usar a Televisão na sala de aula. São Paulo: Contexto, 2003.





PEREIRA, Gil Carlos. A palavra-expressão e criatividade. São Paulo:Moderna,1997.





RICHTER, Marcos Gustavo.Ensino do Portugues e Interatividade. Santa Maria: Ed.UFSM, 2000.





VEIGA, Ilma Alencastro (Org.). Didática e Sociedade. Campinas, SP: Papirus,1996.



WWW.eca.usp.br/prof/moran.

OFICINA DE LEITURA: UMA FORMA LÙDICA DE TRABALHAR COM VÁRIAS LEITURAS

OFICINA DE LEITURA




Confecção dos crachás Objetivo:

Descontração do grupo e um autoconhecimento e reflexão sobre os desejos, preferências, etc. Nessa atividade foi feita a elaboração de um crachá que não tivesse só o nome da aluna, mas alguma figura, imagem ou palavra que a representasse.



Filme: “Sempre amigos ‘’ Objetivo:

Trazer uma reflexão sobre o respeito às diferenças, as aptidões que cada um possui. O filme ainda aponta para a importância da cooperação ,

Biografia

Objetivo: uma volta ao passado, trazendo a história de vida que cada aluna possui. E o relato, através de uma autobiografia, da história de vida de cada uma.



Teatro

Objetivo: o improviso, a encenação, dramatização de um personagem, a partir da leitura de um conto.



Cápsula do tempo

Objetivo: despertar para importância dos textos jornalísticos e sua função informativa, e para o hábito dessa leitura, que atualiza sobre fatos atuais e reais. Foi construída uma Cápsula do Tempo, contendo reportagens de jornais, revistas sobre temas que marcaram o século.

Filme: O Auto da Compadecida

Objetivo: retratar a vida do sertanejo, seus costumes, tradições, etc. Tentando apreender a leitura e a intenção do autor ao escrever aquela história.




Texto narrativo

Objetivo: trabalhar a imaginação, a criatividade, através da suposição, condição. Criação de um texto narrativo, iniciando com a seguinte frase: “SE EU FOSSE...”.



Contação de histórias

Objetivo: a prática da contação de uma história, partindo da familiarização com o enredo, personagens, e da possibilidade de inventar fatos tornando a história ainda mais interessante. Trabalhando com a criatividade e imaginação.

Música: Asa Branca

Objetivo: discussão sobre a projeção que Luís Gonzaga fez para o Brasil do sertanejo. Foi feita uma leitura da música, buscando perceber o significado e sentido de cada frase. Após a leitura, cada aluna recebeu uma estrofe da música, e teria que desenhar o significado daquela estrofe para ela.

Os contos de fadas

Objetivo: a criação de uma história a partir da união de dois personagens, criados por duas alunas, trabalhando o improviso, a imaginação e a criatividade.

Filme: Eu Tu Eles

Objetivo: fazer uma leitura e discussão sobre a vida do povo sertanejo, sua luta, seu trabalho, sua alegria.

Que país é esse? Quantas caras têm esse Brasil?

Objetivo: incentivar a participação e o posicionamento diante do tema, estimulando a capacidade crítica. Através de desenhos e frases que apontem quantas caras tem esse Brasil.

Escrever uma história



Objetivo: trabalhar a criatividade, imaginação e improviso através da continuação da história do outro. As histórias ao serem escritas vão sendo trocadas para que o outro dê continuidade.



Gincana

Objetivo: trabalhar com a classificação das palavras, com a categorização. As alunas vão categorizar diversas palavras, e depois terão que escrever três frases utilizando quatro categorias. O grupo que escrever as três frases no quadro primeiro é o vencedor da gincana.

Dicionário Nordestinês



Objetivo: reconhecimento da importância da fala nordestina, decorrente de uma variação geográfica e cultural. Construção de um texto com palavras tipicamente nordestinas.

Direitos Humanos

Objetivo: aprimoramento do conhecimento sobre os direitos humanos. Despertando para o desenvolvimento da capacidade crítica, e da autonomia. A sala foi dividida em grupos para debater e discutir sobre o tema. Ao final cada grupo apresenta os artigos da Declaração Universal.

Trabalhando com o sentimento do outro

Objetivo: sensibilizar quanto o reconhecimento da importância do sentimento do outro, nas suas ações. Cada aluna escreve um sentimento que é importante para si, mas tem que produzir um texto sobre o sentimento de uma outra aluna, através de um sorteio.

Aprendendo ler com prazer de Valesca Nascimento Victor e Ivane pedrosa.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

LEITURA POR CHECAGEM DE HIPÓTESES. MUITO BOM .


O CABOCLO, O PADRE E O ESTUDANTE


Luís da Câmara Cascudo

Um estudante e um padre viajavam pelo sertão, tendo um caboclo como bagageiro. Deram a eles, numa casa, um pequeno queijo de cabra. Não sabendo como dividi-lo, mesmo porque daria um pequenino pedaço para cada um, o padre resolveu que todos dormissem e o queijo seria daquele que tivesse, durante a noite, o sonho mais bonito, pensando engabelar todos com os seus recursos oratórios.

Todos aceitaram e foram dormir. À noite, o caboclo acordou, foi ao queijo e o comeu.

Pela manhã, os três sentaram-se à mesa para tomar de café e cada qual teve contar o seu sonho. O padre disse ter sonhado com a escada de Jacó e descreveu-se brilhantemente. Por ela, ele subia triunfalmente para o céu. O estudante, então, narrou que sonhara já dentro do céu à espera do padre que subia. O caboclo sorriu e falou:

- Eu sonhei que via Seu padre subindo a escada e Seu doutor lá dentro do céu, rodeado de amigos. Eu ficava na terra e gritava: “Seu doutor, Seu padre, o queijo! Vosmincês esqueceram o queijo”. Então vosmincês respondiam de longe, do céu: “Come o queijo, caboclo! Come o queijo, caboclo! Nós estamos no céu, não queremos o queijo”. O sonho foi tão forte que eu pensei que era verdade, me levantei, enquanto vosmincês dormiam, e comi o queijo...





Trabalhando a CHECAGEM DE HIPÓTESES :



OBJETIVOS : LEVAR O ALUNO A TENTAR ACERTAR POR MEIO DA CHECAGEM DE HIPÒTESES Ou SE APROXIMAR DAS RESPOSTA USANDO OUTROS TIPOS DE CONTEXTOS.







# Alguém sabe o que é um caboclo ? Já ouviram falar sobre um cabloclo ?



# Um estudante e um padre viajavam pelo ...( as crianças responderão : sítio, rua, mar ) - ninguém acertou , então o professor responde : - PELO SERTÃO



#Tendo como bagageiro um caboclo.



# Deram-lhes, numa casa um pequeno ... ( as crianças respondeão : cachorrinho, gatinho, cafezinho,pãozinho, sapato, chinelo, roupas... ) não.UM PEQUENO QUEIJO DE CABRA. ...E o professor continua lendo....



#Não sabendo como dividi-lo, mesmo porque daria um pequenino pedaço para cada um o padre resolveu

que todos dormissem e o queijo seria daquele que tivesse, durante a noite, o sonho mais bonito, pensando engabelar todos com os seus recursos oratórios.





# Todos aceitaram e ... ( foram embora, foram viajar, Foram pra casa , foram brigar com o padre... ) Não. E foram dormir .



# À noite, o caboclo acordou, foi ao queijo e o comeu.



# Pela manhã, os três sentaram-se à mesa para ... ( conversar, contar história, rezar, acertar as contas, tomar café ...) ISSO. TOMAR CAFÈ... e cada qual teve que contar o seu sonho.



# O padre disse ter sonhado com ... ( a igreja, Deus, a missa , o queijo, a viagem, as almas se salvando... ) Não. Sonhou com a escada de Jacó e descreveu-a brilhantemente .Por ela, ele subia triunfalmente para o céu.



# O estudante então, narrou que sonhara... ( em passar de ano, com o queijo, viajando mais o padre, viajando mais o caboclo, comendo o queijo todo,subindo pro céu... ) Legal !!! Quase lá. SONHARA JÀ DENTRO DO CÉU À ESPERA DO PADRE QUE SUBIA.



# O caboclo sorriu e falou :

----- Eu sonhei que via seu PADRE subindo a escada e Seu doutor lá dentro do céu, rodeado de amigos. Eu ficava na terra e gritava: “Seu doutor, Seu padre, o queijo! Vosmincês esqueceram o queijo”. Então vosmincês respondiam de longe do céu : não queremos queijo.



# ”. O sonho foi tão forte que eu pensei que era verdade, me levantei, enquanto vosmincês dormiam e ... ( fugi, fui rezar, fui cantar, roubei o queijo, comi o queijo ) Muito bem. COMI O QUEIJO.





MAIS UMA ESTRATÈGIA DE LEITURA.

CONTO


Era uma vez uma viúva muito pobre que morava com sua filha numa choupana coberta de sapé...”

OBS : seria bastante válido que o professor levasse o aluno a imaginar todos os “”detalhes possíveis que faltam nesta cena “” e que são justamente o que dará vida às letras, ao texto.

# Uma viúva ...alta e magra de olhos escuros e cabelos pretos com alguns fios brancos ...

# Como ela se veste ?

#E a filha, quantos anos terá ?

# Será que a filha é parecida com a mãe ? ( Não ? então, ela é baixinha ? gordinha ? loira ? tem olhos castanhos ? claros ? )

# Elas se dão bem ? Conversam muito ?

# Sobre o que geralmente conversam ?

# como será a choupana em que vivem ?

# Quantos cômodos terá ?

# E outros detalhes, à medida que vai se desenvolvendo a história.

A ILUSTRAÇÂO FAZ PARTE DAS ESTRATÈGIAS DE LEITURA

# desempenha a função ao COMPLEMENTAR, ENFATIZAR, GERAR EXPECTATIVA ou CURIOSIDADE sobre o texto;

# Dar asas a imaginação;

# Ler em voz alta , dando entonação ( e até mesmo imitando vozes que houver no texto )

# Não haverá limite para o que ela será capaz de fazer quando os saberes e serem adquiridos forem contextualizados em diversas ATIVIDADES RELEVANTES DE ESTUDO E LAZER.

UMA BOA DINÃMICA DE LEITURA

A História Da “Máquina Registradora”



Exercício de Decisão Grupal



Objetivos:



1. Demonstrar como a busca do consenso melhora a decisão.

2. Explorar o impacto que as suposições têm sobre a decisão.

Tamanho do grupo: Subgrupos formados com cinco a sete membros; sendo possível, orientar vários subgrupos, simultaneamente.

Tempo exigido: quarenta minutos, aproximadamente.

Material utilizado:

- Uma cópia da história da “Máquina Registradora”, para cada membro participante e para cada grupo.

- Lápis ou caneta.

Procedimento:

1. O animador distribui uma cópia da história da “Máquina Registradora” para cada membro participante que durante sete a dez minutos, deverá ler e assinar as declarações consideradas verdadeiras, falsas ou desconhecidas.

2. A seguir, serão formados subgrupos de cinco a sete membros, recebendo cada subgrupo uma cópia da história da “Máquina Registradora”, para um trabalho de consenso de grupo, durante doze a quinze minutos, registrando novamente as declarações consideradas verdadeiras, falsas ou desconhecidas.

3. O animador, a seguir, anuncia as respostas corretas. (a declaração número 3 é falsa, e a do número 6 é verdadeira, e todas as demais são desconhecidas).

4. Em continuação, haverá um breve comentário acerca da experiência vivida, focalizando-se sobretudo o impacto que as suposições causam sobre a decisão e os valores do grupo.





Exercício da “Máquina Registradora”



A HISTÓRIA: Um negociante acaba de acender as luzes de uma loja de calçados, quando surge um homem pedindo dinheiro. O proprietário abre uma máquina registradora. O conteúdo da máquina registradora é retirado e o homem corre. Um membro da polícia é imediatamente avisado.







Declaração acerca da história: Verdadeiro – Falso – Desconhecido



1. Um homem apareceu assim que o proprietário acendeu as luzes de sua loja de calçados ……….. V F ?

2. O ladrão foi um homem……… V F ?

3. O homem não pediu dinheiro………. V F ?

4. O homem que abriu a máquina registradora era o proprietário……………..V F ?

5. O proprietário da loja de calçados retirou o conteúdo da máquina registradora e fugiu ……..V F ?

6. Alguém abriu uma máquina registradora……… V F ?

7. Depois que o homem que pediu o dinheiro apanhou o conteúdo da máquina registradora, fugiu……. V F ?

8. Embora houvesse dinheiro na máquina registradora, a história não diz a quantidade………… V F ?

9. O ladrão pediu dinheiro ao proprietário ……………… V F ?

10. A história registra uma série de acontecimentos que envolveu três pessoas: o proprietário, um homem que pediu dinheiro é um membro da polícia ………. V F ?

11. Os seguintes acontecimentos da história são verdadeiros: alguém pediu dinheiro – uma máquina registradora foi aberta – seu dinheiro foi retirado….V F ?

domingo, 19 de fevereiro de 2012

SLIDE : LETRAMENTO / ALFABETIZAÇÃO / GÊNEROS TEXTUAIS

ESTRATÉGIA DE LEITURA / COMO TRABALHAR LEITURA ?

A título de exemplo: O MENINO JOÃO




Já era tarde quando Marcelo saiu da escola e, embora soubesse que

estava atrasado, não resistiu à cena daquele cachorrinho parado ali, na calçada, com a

pata machucada e os olhos de quem precisa de carinho. Durante alguns instantes,

Marcelo permaneceu estático, olhando só. Logo logo virou-se, para seguir seu

caminho, mas não foi capaz. Sem pensar no que sua mãe iria dizer, abaixou-se e, com

todo o cuidado, pôs o pequeno animal no colo, a mochila nas costas e seguiu, eufórico,

para casa.





Questionários de "interpretação" tradicionais perguntariam: "Quem o menino

levou para casa?" ou "O que o menino fez com cachorrinho que encontrou?"

Quaisquer que fossem as opções oferecidas, as respostas só poderiam ser,

respectivamente, "o cachorrinho (machucado)" e "levou-o para casa". Este tipo

de questão nada acrescenta à leitura, além da simples decodificação.

A fim de levar à reflexão, a pergunta elaborada poderia ser, por exemplo, assim:



"Levando o cachorrinho para casa, o menino demonstrou ..."

[ ] Compreensão [ ] Desejo de possuir um cachorrinho

[ ] Sensibilidade [ ] Irresponsabilidade

[ ] Caridade [ ] Amizade pelos animais

[ ] Indiferença [ ] ____________________

As respostas mais prováveis seriam "caridade", "amizade pelos animais",

"sensibilidade" ou "desejo de possuir um cachorrinho". Isso não significa que o

aluno não pudesse privilegiar a "compreensão", apontando-a como a melhor

resposta, na medida em que o menino efetivamente "compreendeu", por seu

olhar, que o animal precisava de ajuda, ou a "sensibilidade", já que o menino se

mostrou sensível ao sofrimento do cãozinho.



Seria o caso, no entanto, de admitir que as respostas "irresponsabilidade" ou

"indiferença" seriam, com segurança, inadequadas? Se consideramos que

Marcelo tomou tal atitude sem consultar os adultos com quem vive, podemos

vislumbrar na sua atitude "indiferença", ao menos em relação à opinião de sua

mãe. Por outro lado, também não deixa de haver certa irresponsabilidade em

seu ato, na medida em que apanhar um animal desconhecido na rua envolve

graves riscos de contrair doenças.

Portanto, se, em função da experiência de vida do aluno, estas outras hipóteses

fossem valorizadas pelo leitor, seria naturalíssimo que estas duas opções lhe

parecessem mais adequadas, ao invés da "amizade pelos animais", por hipótese.

Mas todas essas opções poderiam ainda não ser satisfatórias para um outro

aluno, que sempre tivesse sonhado em ser veterinário, e que, em função disso,

viesse a responder: "prazer em cuidar de animais", hipótese capaz de

compatibilizar a realidade do texto com sua realidade de vida.

O importante é a múltipla escolha permitir que valores pessoais sejam expressos

nas diferentes hipóteses de escolha, enquanto base para a modelagem de uma

leitura própria, desde que não firam o que se diz no texto. Por esse princípio,

seria inadequada, nesse caso, por exemplo, a resposta "não ligar para os

animais", pois o que o texto diz contraria essa idéia, embora abra espaços para

inúmeras outras.



Este último objetivo liga-se, basicamente, ao caráter mágico da literatura. À

medida que é posto em contato com textos criativos, o aluno tende a permitir-se

ousar, falando, escrevendo, desenhando, ou seja, construindo mundos a que ele

chega tirando os pés do chão.

Algumas experiências anteriores a nosso trabalho já demonstram a validade da

utilização da literatura infantil como elemento que estimule a criatividade,

principalmente quando se objetiva o desenvolvimento da escrita. "Todos nós --

adultos e crianças -- somos potencialmente criativos. O despertar dessa

criatividade depende apenas de uma estimulação adequada".

A leitura de bons livros -- criativos, estimulantes, instigantes -- gera no aluno

uma predisposição natural a essa "ousadia". Como uma parcela considerável da

literatura infanto-juvenil se fundamenta no fantástico, se as atividades de criação

-- marcadamente as de produção de texto -- ocorrem após um trabalho de

leitura solidamente articulado, os resultados obtidos são significativamente

melhores, ou seja, os textos produzidos se apresentam mais bem estruturados,

fugindo ao lugar-comum, buscando variações tanto no que se diz quanto na

maneira como diz.texto.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

PLANO DE AULA COM O TEXTO : MISTÈRIOS DE AMOR

É o beija-flor que beija a flor

ou é a flor que beija o beija-flor?


PAES, José Paulo. Mistério de amor. São Paulo: Ática, [s.d.]

Professor, primeiramente entregue o texto ilustrado aos alunos e oriente-os para
que observem, atentamente, o título, a ilustração e o texto construído em forma de pergunta.
Após esse primeiro contato de familiarização com o texto e todo o conjunto que
compleme

nta a mensagem, comece indagando com eles sobre:

O TÌTULO

O que é um mistério?
Quem conhece algum mistério?
Como descobrir um mistério?
Alguém na classe já desvendou algum mistério?
Que livros ou filmes já leram que fala sobre mistério?
Por que, afinal, o texto se chama “Mistério de amor”?
Que outro título poderia ser dado a esse texto?

A ILUSTRAÇÂO

O que há de comum entre a flor e o beija-flor? Ou seja, o que está presente na flor
que também está no beija-flor?
Nesse momento é importante que o professor incentive para que todos os alunos
façam a sua leitura e a socializem com os demais, refletindo com eles sobre a resposta
de cada um. Com certeza os alunos perceberão o que há de comum entre o pássaro e a
flor. Notarão a cor vermelha e a cor verde que perpassa os dois. Com a identificação
desses detalhes, pode-se conversar com os alunos sobre o significado das cores,
principalmente da cor vermelha.
O professor ainda pode fazer ver a abertura das pétalas da flor e das asas do beijaflor,
interpretando com eles que a ação de ir ao encontro e de receber o outro é reciproca,
isto é, ambos vão ao encontro.
Após a leitura da imagem e da reflexão que os elementos analisados
desencadearam, o professor deve novamente solicitar aos alunos que observem
demoradamente a ilustração, que reflitam sobre as respostas discutidas e digam se a
imagem permite responder à pergunta do autor. Esse
questionamento é relevante


no sentido de discutir os diferentes pontos de vista, bem como a importância da
argumentação para defesa das idéias de cada um. Seria interessante que cada aluno
registrasse no caderno a sua opinião. Em seguida, o professor pode escrever no quadronegro
algumas opiniões e fazer a reestruturação dos pequenos textos coletivamente.

É o beija-flor que beija a flor porque ________________________?
É a flor que beija o beija-flor porque ________________________?
Ou ainda
_________________________________________________
Como se pode perceber, a ênfase nesta unidade está no trabalho
de leitura a partir
da análise coletiva e também da produção coletiva de textos, com mediação intensiva
do professor, visto que essa prática auxilia de forma mais efetiva os alunos que têm
dificuldade em leitura e escrita. Vale lembrar, neste momento, que a reestruturação coletiva
de pequenos textos possibilita o trabalho simultâneo entre código (forma) e significado
(contéudo). A título de complementação, é bom lembrar que para os alunos que apresentam
dificuldade na leitura, seja no que se refere à decodificação, compreensão, ou mesmo à
fluência, ritmo e entonação, é relevante dar ênfase, de início, ao trabalho com textos
curtos, lúdicos, como poesias, contos, quadrinhas, piadas, músicas, entre outros.

O TEXTO E AS ATRIBUIçOES DE SENTIDO

As entrelinhas do texto nos permitem perceber que o autor fala de um encontro
amoroso.

Que conclusões podemos tirar a partir do texto e de todo conjunto que o
compõe?

Nessa etapa da leitura, os alunos já têm elementos para perceber que, na verdade,
o autor fala do encontro amoroso. Com os procedimentos de leitura sugeridos até agora,
eles têm condições de compreender que o autor teve a intenção de falar sobre o ato
amoroso e a reciprocidade, a cumplicidade que a ação de amar implica. Desse modo,
eles percebem que a resposta da pergunta feita no texto pode ser dada por meio de uma
leitura capaz de extrapolar e transcender o material escrito.

A ORGANIZAÇÂO DO TEXTO

O texto poético que estamos analisando apresenta recursos expressivos que
também auxiliam na construção de significados

. No poema de José Paulo Paes, percebese
pela leitura que há uma certa musicalidade, expressa pela repetição do fonema /b/.

Se lermos o texto em voz alta (leitura com ritmo, fluência e entonação), perceberemos
isso facilmente.

Nesse propósito, o professor pode estar enfatizando para os alunos o
som que o fonema /b/ produz, convidando-os para uma leitura em voz alta para depois
perguntar-lhes que som a repetição do referido poema representa.

Com certeza, a sonoridade do poema lhes fará perceber que há uma representação do som do beijo.

Além das dimensões semânticas e fonológica que foram discutidas até agora, é
necessário que se observe ainda nesse texto a dimensão sintática e sua importância na
construção da mensagem

. Sugere-se que, para explorar o texto nessa dimensão, perguntese
aos alunos sobre o sujeito e o objeto da primeira oração: “É o beija-flor que beija a
flor...” e da segunda oração ... “ou é a flor que beija o beija-flor ?”

Os alunos perceberão
que na primeira oração beija-flor é sujeito e flor é objeto, e o contrário, na segunda.
Todavia,
é preciso que o professor relacione esse fato com a mensagem e a intenção do autor.

Tanto o beija-flor como a flor são sujeito e objeto ao mesmo tempo. Se a temática do
texto é o encontro amoroso, no qual o beija-flor e a flor constituem-se numa metáfora do
amor, o professor pode estar confirmando com a turma os significados dos textos para
os leitores.

Como já sabemos: ambos vão ao encontro. Pode-se refletir com a turma que
no amor e na amizade também é assim.

MISTÈRIOS DE AMOR

É O BEIJA-FLOR QUE BEIJA A FLOR

OU É A FLOR QUE BEIJA O BEIJA-FLOR ??






PAES, José Paulo. Mistério de amor. São Paulo: Ática, [s.d.]

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

EU AMO LIVROS.....

APRENDA AS NOVAS REGRAS DO HÍFEN com um GAME

As novas regras do hífen confundem todo mundo! Aprenda brincando nesse jogo! :}

Tira-dúvidas Ortografia – Educar para Crescer


educarparacrescer.abril.com.br

RECEITA PARA ENSINAR /APRENDER A LER E A ESCREVER de Suzana Suchwartz

Existem receitas para ensinar? E para aprender? Não, receitas não existem! Mas, é possível pensar em alguns pressupostos teóricos básicos para os processos de ensino e de aprendizagem da leitura e da escrita. E é para este objetivo que se direciona este artigo: refletir criticamente sobre o que precisa embasar teoricamente a prática pedagógica de professores e professoras alfabetizadores .



INGREDIENTES:

1. AMBIENTE ALFABETIZADO

R
2. CLIMA PROPÍCIO PARA A APRENDIZAGEM
3. OLHAR DE CRENÇA/CONVICÇÃO DO PROFESSOR
4. DEFINIÇÃO E ACOMPANHAMENTO DO PERFIL DA TURMA
5. PARTIR DO QUE O ALUNO JÁ SABE PARA IR ALÉM
6. CONSTITUIÇÃO DO GRUPO
7. PRIVILEGIO DA LÓGICA DA APRENDIZAGEM E NÃO A DO CONTEÚDO
8. FUNÇAO MATERNA E FUNÇAO PATERNA = ACOLHIMENTO X RUPTURA
9. AVALIAR PARA AGIR
10. ALFABETIZAR = PROCESSO DE INSERÇÃO NA CULTURA ESCRITA


MODO DE FAZER

- Localize-se uma sala de aula. Não precisa ser grande nem bem equipada, apenas com classes e cadeiras móveis que possam ser dispostas em círculos, duplas e

grupos de no máximo quatro elementos, dependendo da atividade proposta. Mas, precisa sim, ser limpa e organizada;
- Exponha-se um referencial do alfabeto, que deverá ser trocado pelo menos quatro vezes ao longo do ano letivo, e vá se acrescentando, quando possível, outros portadores de texto significativos;
- Estabeleça-se com os alunos um contrato pedagógico que explicite o que vieram fazer ali (rotina organizada e combinada – não rotina rotineira), onde:
É proibido proibir sem dialogar;
O erro é bem vindo, pois é expressão das hipóteses em construção dos alunos, as quais precisam ser conhecidas do professor para o planejamento das intervenções;
- Encaminhando-se um clima de sala de aula propício à aprendizagem, em que o grupo possa se constituir como tal: pessoas, reunidas num mesmo espaço e local, com um objetivo comum: aprender a ler e a escrever;
- Superando-se assim o que parece ser uma antinomia: autoritarismo versus espontaneísmo, ambas as atitudes antidemocráticas, caracterizando-se pela ausência de compromisso com as autorias;
- Acrescentando-se a estes ingredientes, o olhar de crença/convicção do professor na possibilidade da aprendizagem de todos e:
- A investigação inicial das hipóteses dos alunos a fim de diagnosticar o perfil do grupo e planejar as intervenções pedagógicas para o avanço.
Intervenções que precisam ir ao encontro de aprendizagens já construídas, de conhecimentos prévios; que privilegiem a lógica da aprendizagem e não a do conteúdo ou do programa a “ser vencido”;
- As provocações (conflitos cognitivos) deverão ser planejadas para os momentos adequados, que dependerão da sensibilidade do mestre de perceber quando é necessário acolher as hipóteses do aprendiz, fortalecendo sua auto-imagem e auto-estima, contribuindo para que ele se perceba como sujeito e não qualquer sujeito, mas como um sujeito capaz, para depois desafiá-lo a ir além;
- Considerando também que leitura e escrita são processos cuja gênese implica numa organização ascendente de estruturações incompletas, inseridas na cultura escrita, encaminhando a compreensão dos alunos para a sua função social, buscando torná-los leitores e escritores que estejam habilitados a ler produzir e compreender diferentes tipos de portadores de textos que desejarem e/ou necessitarem e que esta aprendizagem contribua para sua qualidade de vida.

Embora procurando respeitar a estrutura textual não pretendo criar uma receita de alfabetização, receitas não existem! Existem? Mas quero destacar pontos que considero fundamentais no encaminhamento de uma prática alfabetizadora consciente e desejosa de ensinar a ler e a escrever nos significados amplos e complexos destes conceitos. Mas, um alerta: esta 'receita ' não resultará produtiva para o professor cujo desejo não estiver presente na prática pedagógica, aquele que não se perceber com prazer em ensinar. e compreender diferentes tipos de portadores de textos que desejarem e/ou necessitarem e que esta aprendizagem contribua para sua qualidade de vida.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Do BLOG UCA - SP

Seminário online: Tablets, computadores e novas tecnologias na educação: modismo ou novo paradigma?

by Renata Aquino
Convite para Webinar: Tablets, computadores e novas tecnologias na educação: modismo ou novo paradigma?
O seminário é aberto e gratuito a todos e será proferido em português e espanhol.
Data: 15 de Fevereiro
Hora: 18:00-20:00 (Horário de Brasília)
Local: Seu computador. O seminário será transmitido online via Webex. Ao se inscrever, você receberá um link por email e um guia explicativo para acessar a ferramenta. Requerimentos: Navegador de internet (Mozilla Firefox, Chrome ou Internet Explorer).
Inscrições abertas através do formulário: http://goo.gl/OyjE3
Fonte: Informativo Colégio Dante
Renata Aquino | 15/02/2012 at 09:20 | URL: http://wp.me/pZvcK-kD

VOCÊ NÃO PODE SER MINHA PROFESSORA !! ASSITAM E OPINEM !

UMA EXPERIÊNCIA BEM SUCEDIDA DE INCLUSÂO DIGITAL NA ÍNDIA

INSTITUTO CLARO CARTILHA USO DAS TECNOLOGIAS

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Do SITE: EDUCAR PARA CRESCER

Há quatro anos, o Todos Pela Educação monitora a situação educacional com base em cinco metas:


1. Toda criança e jovem de 4 a 17 anos na escola

2. Toda criança plenamente alfabetizada até os 8 anos

3. Todo aluno com aprendizado adequado à sua série

4. Todos jovem com Ensino Médio concluído até os 19 anos

5. Investimento em Educação ampliado e bem gerido

OLHA O PORTUGUÊS AÍ < GENTE !!!!

EU TE AMO , MAS... indica estado de INCERTEZA, DÚVIDA.

MAS, EU TE AMO...indica AFIRMAÇÂO, SEGURANÇA,CERTEZA.

OLHA AÌ O RESULTADO DE QUEM ESTUDA ...

O USO DAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO de RENATA BEDUSCHI DE SOUZA

 DA REVISTA pÀTIO ONLINE

RENATA BEDUSCHI DE SOUZA

É importante que haja não apenas uma revolução tecnológica nas escolas. É necessária a revolução na capacitação docente, pois a tecnologia é algo ainda a ser desmistificado para a maioria dos professores

No contexto escolar atual, é impensável fazermos algumas tarefas sem a ajuda de um computador. Pilhas de cadernos, agendas e planilhas de papel foram substituídas por arquivos no computador, que facilitam o fechamento de notas, o controle de presenças, a emissão do histórico dos alunos, etc. Provas são ricamente elaboradas com o uso de softwares, internet e editores de texto. Chega um momento, porém, em que a presença de alguns recursos tecnológicos deve deixar de ser imprescindível apenas no espaço administrativo e ocupar seu lugar onde será mais útil e mais ricamente aproveitada: a sala de aula.



Os recursos tecnológicos na escola

É evidente a insatisfação dos alunos em relação a aulas ditas "tradicionais", ou seja, aulas expositivas nas quais são utilizados apenas o quadro-negro e o giz. O aprender por aprender já não existe: hoje, os alunos precisam saber para que e por que precisam saber determinado assunto. Essa é a típica aprendizagem utilitária, isto é, só aprendo se for útil, necessário para entrar no mercado de trabalho, visando ao retorno financeiro. A internet invade nossos lares com todas as suas cores, seus movimentos e sua velocidade, fazendo o impossível tornar-se palpável, como navegar pelo corpo humano e visualizar a Terra do espaço sem sair do lugar. É difícil, portanto, prender a atenção do aluno em aulas feitas do conjunto lousa + professor.

Então, por que fazer o mesmo quando se pode fazer diferente? Uma vez que os alunos gostam tanto de aulas que utilizam a tecnologia, por que não aproveitar essa oportunidade e usá-la a seu favor? A aula pode entusiasmar os alunos de maneira ao menos parecida com que são excitados pelos jogos e filmes de alta qualidade em efeitos especiais. A escola precisa modernizar-se a fim de acompanhar o ritmo da sociedade e não se tornar uma instituição fora de moda, ultrapassada e desinteressante. Embora lentamente, ela está fazendo isso. Saber que o aluno aprende com o que lhe prende a atenção todos sabem. A questão é: estão os professores, as escolas e os sistemas de ensino preparados para tal mudança?

Aulas modernizadas pelo uso de recursos tecnológicos têm vida longa e podem ser adaptadas para vários tipos de alunos, para diferentes faixas etárias e diversos níveis de aprendizado. O trabalho acaba tendo um retorno muito mais eficaz. É importante, no entanto, que haja não apenas uma revolução tecnológica nas escolas. É necessária a revolução na capacitação docente, pois a tecnologia é algo ainda a ser desmistificado para a maioria dos professores.

Existe uma infinidade de programas disponíveis para montagem de exibições de slides, de atividades interativas e jogos; porém, alguns professores não sabem como utilizá-los. Utilizar o computador em sala de aula é o menor dos desafios do professor: utilizar o computador de forma a tornar a aula mais envolvente, interativa, criativa e inteligente é que parece realmente preocupante. O simples fato de transferir a tarefa do quadro-negro para o computador não muda uma aula. É fundamental que a metodologia utilizada seja pensada em conjunto com os recursos tecnológicos que a modernidade oferece. O filme, a lousa interativa, o computador, etc., perdem a validade se não se mantiver o objetivo principal: a aprendizagem.



O que vem sendo feito e o que é possível melhorar

Os recursos tecnológicos devem servir como extensões do professor. Ideias abstratas tornam-se passíveis de visualização; o microscópico torna-se grande; o passado torna-se presente, facilitando o aprendizado e transformando o conteúdo em objeto de curiosidade e interesse. O essencial é que as aulas obedeçam a uma cadeia de ideias que deixe o aluno orientado em relação ao que está aprendendo. Cada aula não é uma aula, e sim uma aula que veio antes de uma aula e depois de outra. O aprendizado deve ser interligado.

Em língua portuguesa, por exemplo, podem ser trabalhados textos utilizando apenas um computador e um programa Word. A professora pode incluir comentários nos textos dos alunos sem alterá-los e depois pedir que revisem. Outra atividade interessante é pedir aos alunos que pesquisem na internet um texto narrativo e solicitar que mudem o gênero textual para poesia ou teatro (Magalhães e Amorim, 2008). A internet é uma fonte riquíssima e excelente aliada do professor de português. Podem ser realizadas produções de textos baseadas em histórias em quadrinhos disponíveis na rede (www.turmadamonica.com.br). Sites de notícias podem ser visitados para analisar, por exemplo, como determinado país divulgou um acontecimento de âmbito mundial.

Nessa seqüência, pode-se trabalhar o texto jornalístico, e os próprios alunos montam um jornal da escola utilizando programas no computador. Gráficos e tabelas no Excell podem ser elaborados com o auxílio do professor de matemática; artigos sobre o meio ambiente e alguma questão que envolva a comunidade local podem ser criados com o apoio dos professores de ciências e geografia. O mesmo jornal pode ser trabalhado no formato de telejornal, e os alunos poderão fazer gravações com câmeras digitais. As videoconferências, realizadas através de programas como o Skype, por exemplo, são particularmente úteis para o professor de língua estrangeira, que poderá acordar com professores de outros países que ensinam a língua em questão, em séries equivalentes, para que os alunos possam conversar on-line.

Febre entre a garotada, e agora ferramenta para a sala de aula, são os sites de relacionamento e os blogs. Com atividades dirigidas e objetivos claramente estabelecidos, é possível levar para a escola oportunidades reais de uso da língua estrangeira ou mesmo da língua materna. Não podemos esquecer os sites de atividades interativas, especialmente os jogos on-line. Atividades como bingo, anagramas, caça-palavras, palavras cruzadas e forca são alguns exemplos de exercícios interativos.

A internet tem papel fundamental no ensino de língua inglesa. É a fonte natural da língua, mais acessível para alunos de qualquer contexto social. Desde formulários para diversas finalidades até a inscrição em muitos sites de relacionamento terão de ser preenchidos em inglês. Isso já representa uma necessidade de aprender uma língua estrangeira, uma vez que muitos querem uma razão para isso. Vídeos no Youtube, músicas e vários outros recursos são mais alguns exemplos de que não é necessário viajar para o exterior para ter contato com falantes nativos de inglês.



As possibilidades

Diante de tantas possibilidades, convém saber que existem estudiosos que já pensaram a respeito e que escrevem ricamente sobre o assunto, dando ao professor subsídios para o planejamento de aulas com um pouco mais de segurança e bastante criatividade. No livro Cem aulas sem tédio, as professoras Vivian Magalhães e Vanessa Amorim (2003) defendem a ideia de que precisamos encarar nossos medos e utilizar os recursos tecnológicos como apoio para nossas aulas. Enfatizam ainda que os professores jamais serão substituídos pela tecnologia, mas aqueles que não souberem tirar proveito dela correm o risco de ser substituídos por outros que sabem. O uso da internet em sala de aula fornece subsídios para um ensino mais centrado no aluno e em suas iniciativas (Leventhal, Zajdenwerg e Silvério, 2007). Além de abrir perspectivas durante as aulas, revela-se como uma útil ferramenta na área de pesquisa para projetos, desenvolvimento de leitores e acesso à informação.

Outro aspecto interessante é que, em sua maioria, o material disponível na internet, ou mesmo filmes e documentários, não respeitam uma sequência linear de aprendizado. Assim, levando-se em consideração o conhecimento prévio do aluno, é possível proporcionar um envolvimento completo, uma interação ampla com o mundo que o cerca. Ele precisa ser desafiado para que possa aprender efetivamente, conforme o conceito elaborado por Vygotsky (1984) acerca da zona de desenvolvimento proximal (ZDP). Ela se refere à distância ente o nível de desenvolvimento real, que se costuma determinar através da solução independente de problemas, e o nível de desenvolvimento potencial, determinado através da solução de problemas sob a orientação de um adulto ou em colaboração com companheiros mais capazes.

O papel do professor, segundo essa teoria, é o de mediador, auxiliando o aluno a alcançar seu potencial máximo, aproveitando todos os benefícios educativos que os recursos tecnológicos podem oferecer. O vídeo, por exemplo, é um grande aliado da ação pedagógica, já que está diretamente ligado ao conceito de lazer. Desse modo, o professor traz para a sala de aula um elemento da realidade do aluno, fugindo da linguagem tradicional da escola, que é normalmente o padrão escrito.

Um papel que precisa ser reavaliado é o da televisão em sala de aula. Há um grande número de programas a serem analisados a fim de introduzir um conteúdo, aprofundá-lo ou ilustrá-lo, como novelas, desenhos, noticiários, documentários, clipes, programas de auditório, entre outros. Segundo Moran, "Tudo o que passa na televisão é educativo. Basta o professor fazer a intervenção certa e propiciar momentos de debate e reflexão" (2006).

Independentemente do recurso tecnológico em questão, o professor é o sujeito capaz de mediar o aprendizado e torná-lo mais atrativo, divertido e interessante para os alunos. Os recursos tecnológicos, bem mais do que aguçar a curiosidade do aluno em relação ao que está sendo ensinado, ajudam a prepará-lo para um mundo em que se espera que ele conheça, além dos conteúdos escolares, todos os recursos por meio dos quais esses conteúdos foram trabalhados.

O aluno tem direito ao acesso às tecnologias na escola: "A sólida base teórica sobre informática educativa no Brasil existente em 1989 possibilitou ao MEC instituir, através da Portaria Ministerial nº 549/89, o Programa Nacional de Informática na Educação - PRONINFE, com o objetivo de desenvolver a informática educativa no Brasil, através de atividades e projetos articulados e convergentes, apoiados em fundamentação pedagógica sólida e atualizada, de modo a assegurar a unidade política, técnica e científica imprescindível ao êxito dos esforços e investimentos envolvidos" (História da informática educativa no Brasil, site do MEC/SEED/PROINFO, nome do autor não indicado). Assim, a escola cumpre duplamente seu papel: ensina e educa, educando para um mundo no qual a tecnologia é não só necessária, mas também essencial.

São muitos os benefícios trazidos pelos recursos tecnológicos à educação. Contudo, é preciso que o professor conheça as ferramentas que tem à sua disposição se quiser que o aprendizado aconteça de fato. O uso das tecnologias na escola está além de disponibilizar tais recursos; ele implica aliar método e metodologia na busca de um ensino mais interativo.

• Renata Beduschi de Souza é graduada em Letras, professora de língua portuguesa da rede municipal de Campo Bom (RS) e de língua inglesa do Centro de Idiomas da Universidade Feevale, de Novo Hamburgo (RS).

renata_teacher@ymail.com

REFERÊNCIAS

• MORAN, J.M. Liguem a TV: vamos estudar! Revista Nova Escola, São Paulo, n. 189, fev. 2006.

MAGALHÃES, V.; AMORIM, V. Cem aulas sem tédio. Porto Alegre: Instituto Padre Reus, 2003.

LEVENTHAL, L.; ZAJDENWERG, R.; SILVÉRIO, T. Inglês é 11. Barueri, SP: Disal, 2007.

VYGOTSKY, L.S. Formação social da mente. São Paulo: Martins Fonte, 1984.

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