segunda-feira, 7 de maio de 2012

Poesia é... brincar com as palavras como se brinca com bola, papagaio, pião. Só que bola, papagaio, pião de tanto brinca... de José Paulo Paes



ESTRATÉGIAS PARA ENSINAR LEITURA E ESCRITA DE POESIAS

1.Textura                                          

                               1.1. Recursos fónicos

                               1.2. Recursos ritmicos

                               1.3. Recursos gramaticais

2. Semântica                    

                                2.1. Significado dos Recursos fónicos

                               2.2. Significado dos Recursos ritmicos

                               2.3. Significado dos recursos gramaticais

3. Técnico-composositivo          

                               3.1.Relação entre conteúdo e expressão

4. Semântico-pragática               

                               4.1.Conotação geral do texto

5.Para a criação da poesia :

Iniciar com pares  palavras soltas que rimem , como por exemplo:CORAÇÃO/REVELAÇÃO e dar asas ao aluno a fim de que ele crie novos pares.6. Sentido Conotativo e Denotativo



POR QUÊ ENSINAR A LER POESIA ?

 . Manifestação de sentimentos . - A poesia é uma “forma de expressão que apela simultaneamente às dimensões cognitiva, emotiva e sensorial (…) (Neves, 2002, 54);

          - A poesia “pode e deve servir de modelo na aprendizagem das modalidades de formulação e expressão do pensamento e do conhecimento, dos afectos e das emoções (Mourão, 2002, 76“a poesia ensina a ler. Quem não souber isto, não está em condições de ensinar a ler poesia (Rubim, 2002, 28);

          “implica e mobiliza as quatro operações em que praticamos a língua: falar e ouvir – ler e escrever; ou falar e escrever – ler e ouvir” (Gusmão, 2002, 51);

          a poesia educa a sensibilidade e o gosto (Neves, 2002).

constitui uma componente fundamental da tarefa da razão humana de tornar o universo em que vivemos compreensível para nós (Poper, 1999, 63);

          constitui-se como uma convocação à compreensão, à imaginação e à criatividade, contribuindo assim para a humanização e para a contínua construção da civilização;

          (…) proporciona algum entretenimento, bem como um resultado positivo ao nível da competência linguística e do acréscimo de cultura geral, e sobretudo possibilita uma catarse (ou libertação interior, se quiserem) (Amaral, 2002, 17-18).

           

          “uma actividade decisiva na vida dos alunos, na medida em que (…) permite (…função primordial, que é a de formar homens livres e cidadãos capazes de um juízo autónomo;

          ) um discernimento do mundo e um posicionamento perante a realidade” (Zilberman, 1987, 27);

          “contribuindo para entender a língua em que se pensa e fala como jogo, espaço de exploração, de liberdade, lugar de fantasia e fruição” (Sousa, 2005, 89);.

           

          como uma responsabilidade na preservação e na construção da pessoa e como legado civilizacional (Sallenave, 1995);

          “entendendo-se como linguisticamente normativos, são também representativos de uma identidade cultural que se pretende apurar e aprofundar” (Reis, 1997, 37);

          instrumento poético e educativo fundamental para a preservação e construção da identidade.

          VALOR EDUCATIVO

          . desenvolve a compreensão;

          desenvolve o sentido estético;

          desenvolve a sensibilidade afectiva e relacional;

desenvolve a comunicação oral e escrita

VALOR INTRÍNSECO



          é uma forma especial de conhecimento (entendimento);

          condensa recursos estilísticos (rima, metáforas, etc.) únicos;

          capta e expressa a realidade como nenhum outro tipo de texto;

          é um género literário com uma beleza única.

           

 VALOR LÚDICO / UTILITARISTA



        possibilita uma educação divertida;

          é muito útil para ajudar à memorização;

          ajuda a criar um bom clima de sala de aula;

          motiva os alunos.

           

DEFIINDO POESIA

que reúne um conjunto de características específicas

como o verso, o ritmo, a musicalidade, a rima, a instrumentação verbal, a articulação e figuras de estilo

que se apresentam separadas ou articuladas

de maneira orgânica,

e na qual se observa uma densidade particularde comparações, de metáforas, de imagens e de significados

 que captam a realidade das coisas, dos acontecimentos

e das pessoas de modo não meramente informativo,

 envolvendo o entendimento, a fruição estética e apelando em simultâneo para o universo da emoção e dos sentimentos



“Não me venha quem quer que seja
com a história da inspiração,
quanto mais não seja
porque a própria poesia se aprende”.

(Ruy Belo).



“É preciso ensinar a poesia porque embora,

como qualquer outra actividade,

ela tenha aspectos inatos,

é também uma coisa que se aprende”.

(Ruy Belo)

.

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