sábado, 21 de dezembro de 2013

Joana Schuartz recomenda o livro "Irmão Lobo" - 100 indicações de livros


A estudante Joana Schuartz conta alguns detalhes do romance e por que esse livro é tão interessante.

Thiago Aguiar recomenda "O Labirinto do Mundo e o Paraíso do Coração"


O professor Thiago Aguiar explica por que considera a obra do educador tcheco Comenius (1592-1670) tão encantadora.

Jorge Miguel Marinho recomenda o livro "O Pequeno Príncipe"


O escritor Jorge Miguel Marinho diz que este livro marcou sua vida. No vídeo, ele lê um trecho para mostrar a beleza da narrativa

Edi Fonseca recomenda "Uma Chapeuzinho Vermelho" - 100 indicações de livros

Eva Furnari recomenda o livro "A Bolsa Amarela" - 100 indicações de livros

Ricardo Soares recomenda o livro "Reinações de Narizinho"


O escritor e roteirista Ricardo Soares conta como apresentou as obras de Monteiro Lobato aos filhos.

Isis Valéria Gomes recomenda o livro "A Arca de Noé" - 100 indicações de...


A crítica literária Isis Valéria Gomes destaca a poesia de Vinícius dedicada ao público infantil. Assista ao vídeo e lembre por que esses poemas encantam tantas gerações

Denise Lima recomenda o livro "Folha"


A bibliotecária e educadora Denise Lima recomenda a leitura de "Folha" para as crianças na Educação Infantil. Ela explica por que acha este livro imperdível. Mais informações na edição especial Nova Escola 100 indicações de livros

Ana Flávia Castanho recomenda "O Leão e o Camundongo" - 100 indicações d...

sábado, 19 de outubro de 2013

Vinicius faria hoje 100 anos se fosse vivo.



Vinicius faria hoje 100 anos se fosse vivo.

Relembremos um dos seus belos poemas.

Pela Luz Dos Olhos Teus

Vinicius de Moraes


Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é, meu Deus
Que frio que me dá
O encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor, juro por Deus
Me sinto incendiar

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

CRIE SEU CLUBE DE LEITURA !!

LEIA MAIS, SEJA MAIS !!


O Clube de Leitura é formado por um grupo de pessoas que amam a leitura

e se reúnem, geralmente uma vez por mês, para comentar um mesmo livro lido

por todos. É uma ótima oportunidade de conviver e de compartilhar emoções e

interpretações proporcionadas pela leitura.

 

1.O primeiro passo é convidar amigos que tenham interesse em leitura.

mês, decidam sempre em que dia da semana e do mês, cada vez na casa.

 

2. Na primeira reunião, combinem o funcionamento do Clube: uma vez por

de um dos componentes do grupo ou sempre em um mesmo bar, café/

livraria, restaurante, confeitaria, clube, por exemplo. Se a reunião for

acontecer na casa dos participantes, o dono da casa oferecerá café, água,

suco, frutas ou biscoitos.

 

3. Elejam um coordenador. Ele anota nomes, endereços e e-mails e cria um

grupo virtual para encaminhar mensagens confirmando reuniões, preços

dos livros, links sobre o livro que está sendo lido etc.

 

4. Escolham por votação simples qual será o livro a ser lido no mês seguinte.

 

5. O coordenador encomenda em consignação (para pagar depois de

vendidos), na distribuidora da editora do livro, os exemplares para todos.

Esses livros serão vendidos na reunião seguinte à escolha.

 

6. Durante a reunião, decide-se o livro a ser encomendado para o mês

seguinte e o lugar da próxima reunião e assina-se uma lista de presença.

O coordenador passa a palavra a quem se inscrever para comentar o livro

lido, e a conversa se desenvolve naturalmente.

 

7. Pode-se, eventualmente, convidar um especialista para fazer uma

apresentação e coordenar os debates.

Cada história possui diferentes etapas que vão desde jogo da memória até labirintos.

GAMES CLÀSSICOS


Clássicos como "Memórias de um Sargento de Milícias" (de Manuel Antônio de Almeida), "O Cortiço" (Aluísio Azevedo) e "Dom Casmurro" (Machado de Assis) são agora jogos eletrônicos. Iniciativa do projeto "Livro e Game", capitaneado pela Fundação Telefônica e o gestor cultural Celso Santiago, os livros são apresentados de maneira lúdica no site.

domingo, 11 de agosto de 2013

E há que se cuidar do broto


Quero falar de uma coisa
Adivinha onde ela anda
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar
Pode estar aqui do lado
Bem mais perto que pensamos
A folha da juventude
É o nome certo desse amor

sexta-feira, 12 de julho de 2013

CAPITU NO TRIBUNAL


 CAPITU NO TRIBUNAL

Folha de São Paulo, de 25/06/1999

Em 1999, por ocasião das comemorações de publicação de DOM CASMURRO, de MACHADO DE ASSIS , o Jornal Folha de São Paulo promoveu um julgamento de CAPITU .Participaram do julgamento José  Paulo Sepúlveda Pertence, ministro do Supremo  Tribunal Federal;o advogado criminalista e Ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos ;a Procuradora de Justiça Luiza Nagib Eluf, autora do livro Crime contra os costumes e assédio sexual; o historiador Boris Fausto; Rosiska  Darcy de Oliveira advogada e escritora; e os Escritores Carlos Heitor Cony e Marcelo Rubens Paiva.

Unindo  argumentação jurídica , que levou em conta a legislação  vigente hoje e no final do século XIX , aos fatos narrados na obra por BENTINHO , o julgamento prestou uma importante homenagem a obra de MACHADO DE ASSIS que é, sem dúvida, um dos principais romances brasileiros. Além disso, permitiu examinar o suposto adultério de CAPITU sob o ponto de vista das LEIS e dos VALORES DA ATUALIDADE.

Ao final do julgamento feito pela classe, o professor revelará os resultados do julgamento de CAPITU promovido pelo jornal.

  OS AUTOS

A principal fonte de informação e de provas  do suposto adultério de CAPITU é o relato feito pelo próprio BENTINHO. Por isso todos os alunos que tiverem uma participação direta no julgamento  - seja na condição de juiz ou de advogado , seja na de testemunha ou jurado  - devem LER integramente a obra.Durante a LEITURA, devem estar atentos  a situações e pistas que possam incriminar ou inocentar CAPITU  e anotá-las para posterior consulta ou citação.

2° DEFININDO OS PAPEIS

O JUIZ -  Escolham para o  papel  um colega que tenha facilidade para administrar situações de conflito e bom senso de organização . Ele deve ser coerente, equilibrado, imparcial.

A RÉ -     CAPITU é a ré. Ela poderá ser questionada pelo advogado de acusação e prestar esclarecimentos, se solicitado, ao advogado de defesa e ao juiz.

OS ADVOGADOS DE DEFESA E DE ACUSAÇÂO – A condição essencial para o papel é gostar de falar em público e ter uma boa capacidade de ARGUMENTAÇÂO. Devem saber selecionar, organizar e apresentar  as provas de modo claro, coerente e gradativo; devem também saber sensibilizar os jurados , manter um bom relacionamento com o juiz e ter facilidade para contra-argumentar.

TESTEMUNHAS  - Se  houver testemunhas, elas devem corresponder a personagem da obra  e devem se limitar aos fatos narrados . Podem evidentemente , esclarecer  com detalhes  o que viram ou sentiram, mas não podem modificar os fatos ocorridos na história.

OS JURADOS  - São sete. Eles devem ter a capacidade de ouvir com atenção os argumentos apresentados pela defesa e pela acusação e votar de acordo com a consciência , sem que outros fatores ou interesses  interfiram.

O PÚBLICO – Não é permitido ao público falar durante o julgamento nem ter nenhuma outra forma de manifestação, como rir, brincar, etc.

3   ESTABELECENDO AS REGRAS

Em combinação com o professor, todos os envolvidos devem estabelecer previamente as regras do julgamento: o tempo de cada advogado, o tempo total do evento, se os advogados terão direito de réplica e de tréplica, se serão feitas perguntas a CAPITU e quantas, se serão apresentadas testemunhas e quantas, etc.

4    PREPARANDO A SALA

No dia combinado , preparem o ambiente para o julgamento. O juiz deve ter sua mesa na frente da sala; no centro; em cada uma das laterais fica um dos advogados , com uma mesa de apoio. Os jurados devem ficar em um dos lados da sala ou na primeira fileira ,à frente do público. A ré deve permanecer perto do advogado de defesa.

5             COLHENDO INFORMAÇÔES  (  VEJAMOS ALGUNS ARGUMENTOS )

 

*Argumentação apresentada por Luiza Nagib Eluf, em sua participação como Advogada de Defesa

Absolutamente toda suspeita em DOM CASMURRO , para Nagib Eluf é invenção da mente neurótica do marido ciumento.

“” Essa história é milenar. É a história da paranóia masculina “”disse a advogada, para êxtase da platéia que vinha acompanhando sua narrativa com atenção. [...]

O retrato do marido de CAPITU traçado por Luiza Nagib  Eluf é o de “”um sujeito que contruiu sua própria ruína. A semente da destruição mora em Bentinho .””

Foi a paranóia que o teria levado  a ver uma confissão  de culpa no comentário da própria CAPITU sobre a semelhança dos olhos de Ezequiel com os de Escobar  - o que, disse a advogada “”não seria dissimulação , seria burrice. “”[...]

Para Nagib Eluf, quem deveria estar sendo julgado ali era o marido Bentinho, por paranóico, neurótico, e inseguro que era, “”ensandecido de ciúmes, como muitos homens que mataram suas esposas””

*Argumentação apresentada por Marcio Thomaz Bastos, em sua participação como Advogado de Acusação

 
Bentinho  conta que só lembra de ter ido sem Capitu ao teatro duas vezes. Em uma delas, a  MOÇA DOS “”OLHOS DE RESSACA “” diz que não poderia assistir a estréia de uma ópera , pois tinha adoecido. Preocupado  com o padecimento da mulher, Bentinho volta mais cedo, após o primeiro ato. Quando chega em casa encontra Escobar. O amigo explica que tinha ido lá para tratar de alguns negócios. Em sua acusação, Bastos dramatizou a situação de modo a demonstrar que a “”terrível dor de cabeça”” de CAPITU que “”logo desaparece””, estaria intrinsecamente ligada a visita inesperada de Escobar. “” É uma explicação de quase flagrante”” explicou o advogado.

 
*Argumentação apresentada por Marcelo Rubens Paiva, escritor dramaturgo e autor do livro Feliz ano Velho , e no julgamento faz o papel de testemunha de acusação.

 
“”Bentinho era um chato e acho que tinha tendências homossexuais “”. A sua relação com Escobar era bem estranha.

 
Argumentação apresentada por * Carlos Heitor Cony,  jornalista ,escritor e autor de Quase memória,   que participou do julgamento como testemunha de acusação.

 
“”Assim como Bentinho diz que Capitu adulta já estava na criança , como um fruto dentro da casa , é preciso ver que Bentinho era uma pessoa que foi traído que estava na casa.. Desde a infância era um chifrudo em potencial. Ela foi uma adúltera , mas, cá entre nós, embora testemunha de acusação , eu absolvo, porque, CAPITU foi uma adúltera extraordinária. E, se não fosse, a humanidade seria muito mais chata do que é

 
* Argumentação apresentada por Rosiska  Darcy de Oliveira, em seu testemunho de defesa.

 
Em um discurso que mesclou o feminismo  argumentação jurídica e  interpretação literária , Rosiska  procurou demonstrar que era Bentinho , e não CAPITU, quem tinha desejos de infidelidade  ( pela mulher do amigo Escobar, Sancha}.
“”Por ser Bentinho um traidor , só pode ser absolvido pela traição dela””, disse Rosiska, comparando DOM CASMURRO  a OTELO de SHAKESPEARE. “” Se Desmdêmona, que era inocente, mereceu morte, o que não merecia CAPITU, que é culpada ?””

 
* Argumentação apresentada por Boris Fausto, historiador, professor da USP, que participou como testemunha de defesa.

 
“”Essa peça, do ponto de vista de uma acusação jurídica, é absolutamente imprestável, com licença de MACHADO DE ASSIS.É uma história contada por alguém  que tem sua versão , que está confiante de estar sendo traído pela mulher.O que ocorreria se CAPITU falasse ???

 
CEREJA, William Roberto

Português: Linguagens , volume único/ William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – São Paulo: Atual, 2003;.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

JÚRI SIMULADO : TIRADENTES, CULPADO OU INOCENTE ?


VOCÊ ACHA QUE COMPORTAMENTOS ALTRUÍSTAS SÃO INERENTES AO SER HUMANO OU SÂO ATITUDES QUE SE APRENDEM ? O SER HUMANO DEVE SEMPRE EXPRESSAR SUAS IDEIAS, MESMO QUE ELAS SEJAM CONDENÁVEIS PARA OS DEMAIS.

 
JÚRI SIMULADO   : TIRADENTES, CULPADO OU INOCENTE ?

 
Objetivo:  Envolver todos os alunos numa atividade de argumentação oral, operando informações que eles obtiveram durante as aulas de ARCADISMO e em outras pesquisas.

                   Apresentar argumentos coerentes com as idéias em conflito na época ( de um lado, as idéias Iluministas; do outro, as idéias Absolutista.

    JÚRI SIMULADO

Para julgar é preciso conhecer. Assim, busquem informações sobre as idéias Iluministas do século XVIII, tentando encontrar respostas a perguntas como por exemplo: Quais as idéias básicas defendidas pelos Iluministas ? Para eles, quem deveria ser representante do povo ? Qual deve ser o papel do Estado ? Devem existir diferenças de direitos entre  os homens ? O que é ser cidadão ? O que é uma lei ? E uma constituição ?

Por outro lado, essas questões eram encaradas  antes do aparecimento do Iluminismo, ou seja, durante o Antigo  Regime ? De que forma um Rei Absolutista como Luis XIV por exemplo responderia a essas mesmas questões?

Sugerimos como fontes de informações sobre essas idéias o livro O Iluminismo e os reis filósofos , de Luis R. Salinas (Brasiliense). E , sobre Tiradentes , os livros OS Sonhadores de Vila Rica- A Inconfidência Mineira de 1789, de Edgar Luis Barros (Atual) , e Inconfidência Mineira de Cândida Villares Gancho e Vera Vilhena de Toledo ( Ática).

NA BALANÇA: FATOS E ARGUMENTOS

Há muitos filmes em vídeos que tratam de justiça e tribunais. Procurem assistir alguns deles para  saber como montar um julgamento e como trabalhar os fatos para argumentar bem.Por exemplo: Julgamento em West Point de Henry  Moses;  Juramento do Silêncio de Peter Levin;  Testemunha de Acusação de Biller Wilder; A Testemunha de Peter Wei;  Amistad de Spiellberg; 12 Homens e uma sentença de William Friedkin; Questão de honra de Rob Reiner e o Veredicto de Sidney Lumet.

  QUEM SÂO AS PERSONAGENS ?

1-      Todos os participantes vivem no final do século XVIII,momento em que ocorre o julgamento dos envolvidos na Inconfidência Mineira;

2-      O juiz é um representante da Coroa Portuguesa que veio especialmente para esse julgamento;

3-      O  réu será acusado pelo advogado de acusação, de acordo com o modo secularmente se justificava uma sociedade de privilégios e de acordo com as leis então  vigentes. Essas leis levam em conta não apenas o modelo de sociedade existente no Antigo Regime, mas também a garantia de dominação da Metrópole sobre a Colônia.

4-      O advogado de defesa é uma pessoa, que, no íntimo, compactua com as idéias Iluministas  que deram  origem a Inconfidência Mineira, porém não pode se expor , senão ele também corre o risco de ser acusado de  traição .

5-      O réu TIRADENTES, assumiu toda a culpa da Inconfidência Mineira, mas sabe-se que ele não foi o único participante, nem o líder do movimento; Deve falar durante o julgamento apenas se for solicitado;

6-      Testemunhas:  serão  chamadas várias pessoas para testemunhar, entre elas Tomás Antônio Gonzaga, Maria Doroteia  ( a Marília ) e Alvarenga Peixoto;

7-      Os jurados são “”homens do bem “”da sociedade da  época: proprietários de terra, portugueses de nascimento ou descendentes diretos de portugueses. Alguns deles estudaram em Coimbra  e conhecem de perto as idéias Iluministas.

 

MONTANDO O JÚRI SIMULADO

 1 )  Em grupos pequenos de defesa e acusação, levantem argumentos. Todos devem se envolver nesse trabalho para poder julgar com segurança e conhecimento;

2 ) Elejam um (a) colega para interpretar o (a) juiz juíza); Lembrem : Um juiz deve manter a IMPARCIALIDADE, ou seja, não tomar partido nem contra, nem a favor do réu;

3)  Escolham um colega para fazer o papel do réu, ou seja, de TIRADENTES;

4)   Escolham o corpo de jurados: sete ou nove colegas;

5 )   Elejam os advogados de defesa e de acusação que já deverão ter escolhido e memorizado previamente alguns ARGUMENTOS  para dar início ao julgamento;

6  )  Escolham testemunhas que poderão ser chamadas, no momento adequado , para depor a favor ou contra;

7)    Escolham o público. Terminado o julgamento, o público poderá manifestar sua opinião , fazendo declarações a imprensa , por exemplo;

8 )  Não se esqueçam do grau de formalidade que a situação exige. Como provavelmente todos já viram cenas de tribunal em  filmes; Procurem imitar as normas de conduta  exigidas:atacar as interferências do juiz, dar a palavra ao outro, cortar a palavra do outro educadamente,  no momento que perceber que o ARGUMENTO dele , não procede. Empregar o PADRÃO CULTO DA LÌNGUA;

9)  Não se esqueçam: os jurados não falam;  Os advogados falam dirigindo-se  aos jurados e ao juiz, fazem perguntas ao RÉU e as testemunhas, mas não conversam entre si. O público apenas assiste ao julgamento; caso se manifeste, deve ser controlado pelo juiz  e acatar seu pedido de silêncio.

10) Organizem a classe, posicionando o mobiliário de tal forma que imite um TRIBUNAL . Se possível, vistam-se a caráter.

  CEREJA, William Roberto
Português: Linguagens , volume único/ William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – São Paulo: Atual, 2003.

 

terça-feira, 9 de julho de 2013

ღ♥ ღ♥ ღ♥Barão Vermelho((( O nosso mundo)))ღ♥ ღ♥ ღ♥

Nosso Mundo

Barão Vermelho


Se eu ainda soubesse
Como mudar o mundo
Se eu ainda pudesse
Saber um pouco de tudo
Eu voltaria atrás do tempo
Eu não te deixaria
Presa no passado
E arrumaria um jeito
Pra você estar ao meu lado de novo
Eu voltaria no tempo
(Refrão)
Pra voltar pra ontem
Sem temer o futuro
E olhar pra hoje
Cheio de orgulho
Eu voltaria atrás do tempo
Eu voltaria atrás
Atrás do tempo
Os nossos erros
Seriam apagados
Nossos primeiros desejos
Ressuscitados
E de novo eu voltaria no tempo
Eu não te deixaria desistir tão fácil
E não te negaria nenhum abraço
De novo
Eu voltaria no tempo
(Refrão)
E a gente fez
Nosso futuro
Quase quebrando
O nosso mundo
O nosso mundo
Nosso mundo



segunda-feira, 8 de julho de 2013

A PREOCUPAÇÂO DOS CÁGADOS!


 ... Só os cágados têm noção exata de como é importante acentuar as palavras corretamente !!

De acordo  com o contexto a personagem empregou o sujeito ( OS CÁGADOS ) porque o sujeito se refere a toda a espécie dos CÁGADOS; a palavra SÓ exclui os demais usuários da Língua Portuguesa; Portanto, na opinião da personagem,os demais usuários  acentuam  as palavras DESPREOCUPADA ou MECANICAMENTE, sem noção exata de sua importância; Há uma palavra PAROXITONA que é PARÔNIMA de CÁGADO.A personagem não deseja ser designada por esta outra palavra visto que trata-se de uma palavra chula, ofensiva, grosseira. Qual será a palavra ???
A preocupação da personagem é o emprego adequado do acento gráfico na palavra que designa sua espécie. Como podemos observar é uma preocupação absurda: porque ao ouvir CÁGADO, ninguém vai confundir com a forma HOMÔNIMA dela

domingo, 7 de julho de 2013

O livro é passaporte, é bilhete de partida.

 
“As palavras são portas e janelas. Se debruçarmos e repararmos, nos inscrevemos na paisagem.

Se destrancarmos as portas, o enredo do universo nos visita. Ler é somar-se ao mundo, é iluminar-se

com a claridade do já decifrado. Escrever é dividir-se. Cada palavra descortina um horizonte, cada frase

anuncia outra estação. E os olhos, tomando das rédeas, abrem caminhos, entre linhas, para as viagens

do pensamento. O livro é passaporte, é bilhete de partida. A leitura guarda espaço para o leitor imaginar

sua própria humanidade e apropriar-se de sua fragilidade, com seus sonhos, seus devaneios e sua experiência.

A leitura acorda no sujeito dizeres insuspeitados enquanto redimensiona seus entendimentos. Há

trabalho mais defi nitivo, há ação mais absoluta do que essa de aproximar o homem do livro?”. Bartolomeu Campos de Queirós

quinta-feira, 4 de julho de 2013

SEQUÊNCIA DIDÁTICA : CHARGES


SEQUÊNCIA DIDÁTICA

Título: Charges: manifestações de voz para ter vez no Brasil.

Anos : 1º ao 3° do ensino Médio

Aulas: um mês

Autora: Ivanete Nunes de Oliveira

Email:

Escola: Estadual Deputado José Medeiros

Cidade : Paulo Jacinto Al

Regional: 4ª CRE

Esta SEQUÊNCIA DIDÁTICA tem por objetivo introduzir os alunos no gênero CHARGE a partir de vários momentos de leitura dirigida e contextualizar  fazendo uma crítica político-social com o tema “ Buscar voz para ter vez: cidadania, democracia e participação” do concurso Parlamentar Jovem Brasileiro.

Direitos de Aprendizagem :

Inferir uma informação Implícita em um texto ( D04 )

Identificar o tema de um texto                             (D06 )

Interpretar texto com auxílio de material gráfico ( propaganda, QH, Fotos, Charges , dentre outros.                                        (D05 )

Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros ( D12 )

Identificar efeitos de Ironia ou Humor em textos variados  (DD16 )

Atividade Moivadoras/Problematização

Descrição das charges levadas para a sala de aula;

Quem é o autor ?

Onde foi publicada ?

Qual é o assunto da charge

Qual é a crítica apresentada ?

Em que está baseada a Ironia ?

Conteúdos :

Estrutura textual do gênero CHARGE;

Função da Charge;

Linguagem Conotativa;

Figuras de Linguagem ( em especial a Ironia);

Análise de Imagens;

Contextos Político ( em destaque os de 2013)

Desenvolvimento:

Identificação da estrutura do gênero Charge;

Aguçamento do senso crítico;

Expressões de opiniões próprias por meio da Dissertação “ Buscar voz e vez “contextualizando o referido tema da Redação do Concurso Jovem Senador;

Desafiá-los a falar sobre os temas polêmicos da atualidade e que levam a estas CHARGES : Saúde Pública, Política,Educação e Desigualdades Sociais.

Etapas :

Etapa 1 : Esposição de exemplos de Charges e percepção da reação dos alunos; observação se os alunos já possuem algum conhecimento prévio sobre esse gênero; identificação das características deste gênero( onde é veiculada, intenção do autor ao produzi´-la; qual a crítica ou ironia apresentada ?)

Etapa 2: Chamar a atenção para as imagens que estão sendo exibidas sobre o contexto de manifestações populares atualmente no Brasil; Fazer a Inferência de qual crítica político-social está sendo exibida e para quem.

Etapa 3 : Apresentação do Concurso Parlamento Jovem Brasileiro com o tema “ Buscar voz para ter vez:cidadania, democracia e participação”;

Etapa 4 : Será o intercãmbio das produções dos alunos com a finalidade das correções gramaticais, observação e dos argumentos e contra-argumentos apresentados, melhorando-os no que for possível, sem desconectar a idéia do aluno (a).

Recursos :

Recortes de jornal e revista;

Material impresso (charges);

Data show;

Caderno, lápis borracha.

Atividade:

Produção da Redação para a participação do referido concurso.

Avalição:

Acontecerá durante o processo e através da produção da Redação que é o ponto culminante deste trabalho.

Referência:

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário Aurélio Básico da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988, p. 214.

FONSECA, Joaquim da.Caricatura:A imagem gráfica do humor .Porto Alegre.Artes e ofícios: 1999.

sábado, 29 de junho de 2013

Para não repetir a barbárie dos colonizadores Esther Pillar Grossi


 

Doutora em Psicologia Cognitiva pela Universidade de Paris

https://www.facebook.com/esther.pillargrossi

Associando-me à voz das ruas, dirijo-me à sra. Presidente da República, para gritar bem forte:
- De nada adiantará destinar 100% dos royalties do petróleo para educação se nada se modificar, concreta e rapidamente, no coração das salas de aula, a começar pela alfabetização.
Se a alfabetização não for feita aos 6 anos, no 1º ano do Ensino Fundamental, o desastre do nosso analfabetismo continuará minando fragorosamente as esperanças de igualdade democrática em um de seus alicerces mais profundos. Grupo que não domina a escrita em pleno século XXI, é grupo escravo.
Ora, temos ainda cerca de 50 milhões de analfabetos adultos, que o são, não porque não frequentaram escola. Frequentaram, sim, por vários anos e dela saíram analfabetos. É, portanto, a escola que não sabe alfabetizá-los. Não sabe alfabetizar alunos de escolas públicas, e para evitar esta constatação dolorosa prolonga-se criminosamente por 3 anos o tempo para tentar fazê-lo.
Enquanto isto, os filhos das classes médias e altas, não porque a escola seja boa para eles, mas simplesmente porque eles convivem desde que nascem com pessoas alfabetizadas e que usam diuturnamente a escrita, se alfabetizam em sua totalidade entre 5 e 6 anos.
Prolongar a duração da alfabetização, se não se modifica a proposta pedagógica nas escolas de nada adianta. E por quê? Porque aprender é vivenciar situações em que os elementos do que se está aprendendo levam a pensar e a perguntar.
As crianças de classes altas e médias, que convivem com pessoas que leem e escrevem, cedo começam a se perguntar o que é ler e escrever. E, mais do que isso, apalpam que a escrita tem valor porque percebem com evidência que ela é útil e necessária para seus pais, para seus irmãos mais velhos, para seus tios, para seus avós,...os quais são para eles modelos de identificação.
Quem não viu criança imitando adulto que lê, numa casa que há pessoas que leem? Quem não viu criança fazendo de conta que escreve ou que digita porque quer ser como aqueles que são seus ideais?
Enquanto imita, a criança se faz gradualmente perguntas sobre o que é este bem a que ela ainda não tem acesso. Perguntam-se onde os leitores leem, se nas imagens ou nas letras? Perguntam-se se letra e número poderão ser a mesma coisa?
Se a primeira letra do seu nome é só dela, como ela é única entre os viventes?
É preciso que a escola para crianças que vêm de ambientes não alfabetizados, e são muitos no Brasil, crie na sala de aula um ambiente alfabetizador tão próximo quanto possível daquele que os agraciados vivem desde que nascem.
E o faça de forma tão adequada que compense em um ano letivo, o que crianças privilegiadas viveram em 5 ou 6 anos. Pois o fantástico é que isto é possível. Vem sendo concretizado em todos os estados brasileiros no Programa Correção de Fluxo Escolar na Alfabetização, do Ministério da Educação. Mais do que em um ano letivo, alunos ainda não alfabetizados que estão na escola com mais de 8 anos logram ler e escrever em no máximo 5 meses.
A amostra científica que comprova esta possibilidade é composta por 60.000 alunos deste Programa, desde Roraima, passando pelo Piauí, por Minas Gerais, até chegar no Rio Grande do Sul. Portanto, Senhora Presidente, continuar não abrindo as portas da escrita para tantos contemporâneos, quando já se tem comprovada a possibilidades de fazê-lo, é inadmissível.
Assim como os colonizadores desclassificaram os indígenas, legítimos habitantes das terras descobertas, marginalizando-os, fazemos o mesmo hoje com uma parcela considerável da população, aquela que privamos da escrita, marco da civilização. E o fazemos com ares de superioridade – os pobres, alunos de escolas públicas, não têm condições de aceder ao patamar das classes dominantes, cujos filhos aprendem a ler e a escrever aos 5 ou 6 anos. E então os colonizamos, concedendo-lhes três anos para fazê-lo, isto é, até os 8 anos.
Ao conceder este prazo dilatado os estamos diretamente condenando à não alfabetização, pois aprender é um fenômeno social e histórico: quem não se alfabetiza no espaço e no tempo que já foi amplamente constatado ser possível, não o fará com mais tempo.
Sara Pain, uma das grandes pensadoras da atualidade, alerta “o tempo é inimigo das dificuldades de aprendizagens”. Ampliar o tempo para alfabetizar alunos de camadas populares é uma criminosa repetição da falsa benevolência dos colonizadores, que julgaram os donos da terra, os habitantes milenares dos solos americano e africano, incapazes de aceder a seu pretendido estágio civilizatório avançado.
Alfabetizemos, pois, todos os brasileiros aos 6 anos, para não repetir a barbárie dos colonizadores.

Esther Pillar Grossi
Doutora em Psicologia Cognitiva pela Universidade de Paris

 

EXERCÍCIO DE INTERPRETAÇÂO DE TEXTO COM DESCRITORES


O HOMEM E A GALINHA

 
Era uma vez um homem que tinha uma galinha. Era uma galinha como as outras. 
Um dia a galinha botou um ovo de ouro. O homem ficou contente. Chamou a mulher:
 
- Olha o ovo que a galinha botou.
 
A mulher ficou contente:
 
- Vamos ficar ricos!
 
E a mulher começou a tratar bem da galinha. Todos os dias a mulher dava mingau para a galinha. Dava pão-de-ló, dava até sorvete. E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
 
- Pra que esse luxo com a galinha? Nunca vi galinha comer pão-de-ló... Muito menos tomar sorvete!
 
- É, mas esta é diferente! Ela bota ovos de ouro!
 
O marido não quis conversa:
 
- Acaba com isso mulher. Galinha come é farelo.
 
Aí a mulher disse:
 
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
 
- Bota sim - o marido respondeu.
 
A mulher todos os dias dava farelo à galinha. E a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
 
- Farelo está muito caro, mulher, um dinheirão! A galinha pode muito bem comer milho.
 
- E se ela não botar mais ovos de ouro?
 
- Bota sim - o marido respondeu.
 
Aí a mulher começou a dar milho pra galinha. E todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Vai que o marido disse:
 
- Pra que esse luxo de dar milho pra galinha? Ela que procure o de-comer no quintal!
 
- E se ela não botar mais ovos de ouro? - a mulher perguntou.
 
- Bota sim - o marido falou.
 
E a mulher soltou a galinha no quintal. Ela catava sozinha a comida dela. Todos os dias a galinha botava um ovo de ouro. Uma dia a galinha encontrou o portão aberto. Foi embora e não voltou mais.
 
Dizem, eu não sei, que ela agora está numa boa casa onde tratam dela a pão-de-ló. (Ruth Rocha)

 

1) O texto recebe o título de O  homem e a galinha.  Por que a história recebe esse título? 
a) Porque eles são os personagens principais da história narrada. 
 
b) Porque eles representam, respectivamente, o bem e o mal na história.
 
c) Porque são os narradores da história.
 
d) Porque ambos são personagens famosos de outras histórias.
 
e) Porque representam a oposição homem-animal.

 

2) Qual das afirmativas a seguir não é correta em relação ao homem da fábula? 
a) É um personagem preocupado com o corte de gastos.
 
b) Mostra ingratidão em relação à galinha.
 
c) Demonstra não ouvir as opiniões dos outros.
 
d) Identifica-se como autoritário em relação à mulher
 
e) Revela sua maldade nos maus-tratos em relação à galinha.

 

3) Qual das características a seguir pode ser atribuída à galinha? 
a) avareza
 
b) conformismo
 
c) ingratidão
 
d) revolta
 
e) hipocrisia

 

4) Era uma vez um homem que tinha uma  galinha. De que outro modo poderia ser dita a frase destacada? 
a) Era uma vez uma galinha, que vivia com um homem.
 
b) Era uma vez um homem criador de galinhas.
 
c) Era uma vez um proprietário de uma galinha.
 
d) Era uma vez uma galinha que tinha uma propriedade.
 
e) Certa vez um homem criava uma galinha.

 

5) Era uma vez é uma expressão que indica tempo: 
a) bem localizado
 
b) determinado
 
c) preciso
 
d) indefinido
 
e) bem antigo

 

6) A segunda frase do texto diz ao leitor que a galinha era uma galinha como as outras. Qual o significado dessa frase? 
a) A frase tenta enganar o leitor, dizendo algo que não é verdadeiro.
 
b) A frase mostra que era normal que as galinhas botassem ovos de ouro.
 
c) A frase indica que ela ainda não havia colocado ovos de ouro.
 
d) A frase mostra que essa história é de conteúdo fantástico.
 
e) A frase demonstra que o narrador nada conhecia de galinha.

 

7) O que faz a galinha ser diferente das demais? 
a) Botar ovos todos os dias independentemente do que cofnia.
 
b) Oferecer diariamente ovos a seu patrão avarento.
 
c) Pôr ovos de ouro antes da época própria.
 
d) Botar ovos de ouro a partir de um dia determinado.
 
e) Ser bondosa, apesar de sofrer injustiças.

 

8) O homem ficou contente. O conteúdo dessa frase indica um (a): 
a) causa
 
b) modo
 
c) explicação
 
d) conseqüência
 
e) comparação

 

9) A presença de travessões no texto indica: 
a) a admiração da mulher
 
b) a surpresa do homem
 
c) a fala dos personagens
 
d) a autoridade do homem
 
e) a fala do narrador da história

 

10) Que elementos demonstram que a galinha passou  a receber um bom tratamento, após botar o primeiro ovo de ouro? 
a) pão-de-ló / mingau / sorvete
 
b) milho / farelo / sorvete
 
c) mingau / sorvete / milho
 
d) sorvete / farelo / pão-de-ló
 
e) farelo / mingau / sorvete

 

11) Dizem, eu não sei... Quem é o responsável por essas palavras? 
a) o homem
 
b) a galinha
 
c) o narrador
 
d) a mulher
 
e) o ovo

Gabarito dos exercícios de interpretação

1-a, 2-e, 3-b, 4-c, 5-d, 6-c, 7-d, 8-d, 9-c, 10-a, 11-c