domingo, 13 de janeiro de 2013

LEITURA E ESCRITA DE LISTA :Do BLOG Leitura e Reflexão



Leitura e escrita de listas
As atividades de leitura e escrita de listas propiciam a reflexão sobre o sistema de escrita. É importante frisar que as listas são textos com propósitos específicos: têm por função organizar dados ou então servem de apoio à memória; assim, procure sempre apresentar aos alunos listas que tenham também um propósito. Além disso, os elementos de uma lista costumam estar organizados de acordo com um critério, e esse critério precisa ser conhecido e compreendido pelos alunos. Isso não acontecerá se o critério da lista for, por exemplo, palavras que come­çam com M - a menos, é claro, que seja uma agenda ou uma lista telefônica.
Apresentamos a seguir algumas sugestões de listas que podem ser usadas em atividades de leitura e de escrita - aproveite-as para desenvolver atividades variadas, seguindo encaminhamentos semelhantes aos propostos aqui.

Para a escrita 

Aqui estão algumas listas que você pode usar em atividades de escrita.
Ingredientes de uma receita.
 #  Materiais necessários para fazer uma pipa ou outro brinquedo.
  # Animais que serão estudados em um projeto.
 Personagens prediletas dos gibis.
  # Títulos das histórias já lidas em classe.
Para a leitura

 Veja a seguir ou­tras idéias para construir atividades de leitura.
_ Marcar, em uma lista, a história que foi lida no dia anterior.
 Marcar, em uma lista, a história que deseja ouvir novamente.
 _  Marcar, em uma lista, a história que o professor ditou.
  Localizar em uma lista de frutas quais serão utilizadas na salada de frutas.
 _  Encontrar em uma lista a brincadeira que já sabe e que pode ensinar aos colegas.


Na cozinha da bruxa tem...

Objetivo
    Avançar no conhecimento da escrita ao escrever segundo suas hipóteses e confrontar o que sabe com o colega.
Planejamento
 Quando realizar? Ao longo do ano.
   Organize, durante a semana, vários momen­tos dedicados a atividades de escrita ou leitura, com o objetivo de favorecer o avanço do que os alunos sabem sobre o sistema de escrita.
   Como organizar os alunos? Em duplas nas quais ambos ainda não dominam o sistema alfabético de escrita e escrevem segundo hipóteses próximas; os que já escrevem convencionalmente também devem formar duplas e desenvolver a atividade.
   Que materiais são necessários? Lápis e papel.
   Duração: cerca de 40 minutos.

Encaminhamento

Antes de começar a atividade, planeje a organização das duplas consideran­do os conhecimentos dos alunos sobre o sistema de escrita. Lembre-se de, periodicamente, fazer a sondagem para saber em que momento se encontra cada um. Em relação a suas hipóteses de escrita, considere que podem ser agrupados assim:
   alunos pré-silábicos com alunos silábicos com valor sonoro convencional;
  alunos silábicos que utilizam as vogais com seus valores sonoros com alu­nos silábicos que utilizam algumas consoantes, considerando seus valores sonoros;
   alunos silábicos que utilizam algumas consoantes com seus valores sonoros com alunos silábico-alfabéticos;
Ou
  alunos silábico-alfabéticos com alunos alfabéticos;
Ou
   alunos alfabéticos com alunos alfabéticos.

A proposta de escrever a lista do que poderiam encontrar na cozinha de uma bruxa pode ser bem divertida. Converse com a classe, fazendo-os relembrar o que sabem a respeito de bruxas, pelas histórias que já conhecem.
  Incentive as sugestões bem-humoradas de ingredientes e objetos inusitados. Além dos caldeirões, é possível que mencionem: asas de morcego, olhos de barata, gosmas de lesma e outros similares. É importante que entrem na brincadeira e se sintam à vontade para sugerir os elementos mais absurdos. O levantamento oral descontraído é muito produtivo; quando forem cuidar de escrever de fato, já terão muitas idéias entre as quais escolher.
  Para que mobilizem tudo o que sabem sobre o funcionamento do sistema de escrita é necessário que escrevam de forma autônoma. Assim, não é o caso de escrever as sugestões na lousa, nem que seja para apagá-las depois, o que transformaria a atividade em mera cópia, ou em exercício de memória.
 Relembre aos alunos que, como se trata de uma atividade em duplas, preci­sam discutir suas idéias com o colega, até chegarem a um acordo.
   Quando todos tiverem terminado ou o tempo previsto se esgotar, peça que cada dupla escolha o elemento mais engraçado de sua lista para contar aos colegas. Vá organizando na lousa uma grande relação daquilo que se pode encontrar na cozinha de uma bruxa.
O QUE FAZER...
... para atender o maior número de crianças que necessitam de ajuda?
Circule pela classe, observe especialmente as duplas de alunos que ainda não escrevem convencionalmente. Verifique se o trabalho está sendo produtivo e, se for o caso, interfira sugerindo que:
 # Cada um dê sugestões para acrescentar à lista. Pergunte, por exemplo: O que mais poderemos encontrar na cozinha da bruxa?
 #  O aluno opine em relação à escrita. Pergunte, por exemplo: Com que letra se escreve...? Você concorda que é com essa letra, como disse seu colega?
 Se perceber que têm dificuldade para refletir sobre as letras, ofereça as informações necessárias, dê dicas que os ajudem a continuar o trabalho, com perguntas do tipo: O que podemos escrever agora? Com que letra vocês acham que começa? Vocês acham que o nome da colega... pode ajudá-los a escrever essa palavra?
De maneira geral, evite ficar muito tempo com a mesma dupla. Recomendamos que faça pequenas intervenções e deixe-os buscar sozinhos as soluções, a partir de suas sugestões. Enquanto isso, circule e oriente outros alunos, mas não se esqueça de voltar às mesmas duplas e certificar-se de que utilizaram a ajuda fornecida por você.
 #  Por outro lado, sabemos também que alguns alunos necessitam de nossa ajuda. Nesse caso, dedique a estes mais tempo.

... para problematizar aquilo que sabem, procurando promover avanços?
Em duplas que estão trabalhando produtivamente, você pode intervir de forma a problematizar aquilo que sabem:
 * Aponte uma palavra que foi escrita silabicamente, incluindo somente vogais, e peça-lhes que leiam o que quiseram escrever. Por exemplo: para AEO, os alunos podem ler CALDEIRÃO.
  Você pode remetê-los ao nome de um colega que contenha um dos sons da palavra que escreveram. Por exemplo, nesse caso, você pode dizer: CALDEIRÃO começa com as mesmas letras de CAMILA. Como é que se escreve Camila ? Enquanto procuram resolver, ajude outros alunos e volte mais tarde, para conferir o que fizeram com a informação que você forneceu.

... para oferecer desafios também aos alunos alfabéticos?
Os alunos alfabéticos terão desafios relacionados à ortografia e à separação entre palavras. É importante que discutam entre si sobre a melhor maneira de escrever determinado item da lista. Como têm mais facilidade para escrever, espera-se que incluam mais elementos em suas listas.
  

Lista dos contos lidos pelo professor 

Objetivo
   Considerando aquilo que já sabem sobre o sistema de escrita, para localizar os itens pedidos.
Planejamento
   Quando realizar? Ao longo do ano.
   Organize, durante a semana, vários momen­tos dedicados a atividades de escrita ou leitura, com o objetivo de favorecer o avanço do que os alunos sabem sobre o sistema de escrita.
  Como organizar os alunos? Em duplas nas quais ambos ainda não dominam o sistema alfabético de escrita e escrevem segundo hipóteses próximas; os que já escrevem convencionalmente também devem formar duplas e desenvolver a atividade.
   Que materiais são necessários? Cópias da atividade.
   Duração: cerca de 30 minutos.

Encaminhamento

  Antes da aula, providencie as cópias da atividade.
   Distribua as cópias e explique o que será feito para os diferentes grupos de alunos:
Proponha aos alunos que já escrevem convencionalmente que leiam toda a lis­ta e marquem os contos que já foram lidos na classe. Quando terminarem, de­vem escolher um dos contos e escrever um bilhete para uma das personagens (por exemplo, alertar Chapeuzinho sobre o perigo de caminhar pela floresta).
Para aqueles que ainda não escrevem segundo a hipótese alfabética, expli­que que precisarão localizar na lista os títulos que você for ditando e fazer uma marca na coluna SIM para os contos que já foram lidos na classe; e irão marcar a coluna NÃO para os contos que não tiverem sido lidos por você.
 *  Converse com os alunos sobre os conhecimentos que podem utilizar para lo­calizar os títulos ditados (peça que os alunos alfabéticos não se manifestem em relação a isso, deixando espaço para os colegas que ainda não lêem con­vencionalmente). Eles podem pensar nas letras iniciais ou finais de cada item ditado e também em tudo que já conhecem sobre as letras e seus sons.
Relembre aos alunos que, por se tratar de uma atividade em duplas, precisam conversar com o colega e discutir as idéias diferentes, até chegarem a um acordo.
Vá ditando os títulos da lista, um a um, mas sem seguir a ordem em que estão escritos. Após dizer o título, circule entre as duplas para ajudar aqueles que necessitarem.
Quando perceber que a maioria dos alunos localizou o título ditado, sugira que alguns expliquem como fizeram, dando dicas aos colegas para também encon­trá-lo. (Esse procedimento se destina aos alunos que não são alfabéticos. Os alunos alfabéticos podem ler e checar sem precisar desse monitoramento.)
Depois de localizar na lista, peça-lhes que marquem SIM no caso de o conto ter sido lido e NÃO se porventura não tiver sido lido por você.
O QUE FAZER...
... para atender o maior número de crianças que necessitam de ajuda?
Apesar de estar com a tarefa de ditar cada título, não deixe de circular entre as duplas, especialmente as formadas por alunos que ainda não escrevem convencionalmente. Observe quais estão trabalhando produtivamente e quais não estão. Aproxime-se destes últimos e faça perguntas para que cada um dê sugestões para localizar aquele título na lista: Onde você acha que pode estar escrito Cinderela ?  ou Por que você acha que aí está escrito... ? E você, concorda com seu colega?
Se perceber que estão tendo dificuldades para refletir sobre as letras, ofereça as informações necessárias e dê dicas para ajudá-los a continuar o trabalho, com perguntas do tipo: Com que letra vocês acham que começa? Como faremos para localizar esta palavra? Como podemos saber se aí está escrito...?

... para problematizar aquilo que sabem, mesmo que tenham escrito corretamente?
A lista foi construída, propositalmente, de modo a incluir títulos que começam com a mesma letra, com a intenção de favorecer a busca de outros indícios, além das letras inicial e final. Enquanto circula pelas duplas, é interessante que você questione os alunos: O que vocês acham que está escrito aqui (apontando para um dos títulos que marcaram)?
Mesmo que respondam corretamente, pergunte: Como vocês sabem que está escrito isso? Se responderem que descobriram porque começa por determinada letra, aponte outro título que comece pela mesma letra e pergunte: Vocês têm certeza? Esta palavra também começa com...
Espera-se que assim os alunos busquem outros indicadores para justificar sua escolha, explicando por exemplo: termina por... ou tem o som da letra...

... para oferecer desafios também aos alunos alfabéticos?
Apresentamos uma proposta específica para os alunos alfabéticos, e é importante que você a explique antes de todos iniciarem o trabalho. Se ao terminarem sua primeira tarefa eles já souberem o que têm por fazer, não precisarão interromper e solicitar explicações quando você estiver apoiando os alunos que demandam maior atenção.


NOME:________________________________________________________
DATA:___ /____________ TURMA:_________________________________

SERÁ QUE ESTE CONTO JÁ FOI LIDO?
MARQUE SIM NOS TÍTULOS DOS CONTOS QUE JÁ FORAM LIDOS E NÃO NAQUELES QUE NÃO FORAM LIDOS EM CLASSE.


SIM
NÃO
O PEQUENO POLEGAR


CHAPEUZINHO VERMELHO


O PATINHO FEIO


RAPUNZEL


CINDERELA


O GATO DE BOTAS


OS TRÊS PORQUINHOS


OS SETE CABRITINHOS


Lista de frutas

Objetivo
   Utilizar estratégias de seleção, antecipação e verificação, considerando aquilo que já sabem sobre o sistema de escrita, para localizar as frutas correspon­dentes às figuras.
Planejamento
  Quando realizar? Ao longo do ano.
   Organize, durante a semana, vários momen­tos dedicados a atividades de escrita ou leitura, com o objetivo de favorecer avanços naquilo que os alunos sabem sobre o sistema alfabético.
  Como organizar os alunos? Em duplas nas quais ambos ainda não dominam o sistema alfabético de escrita e escrevem segundo hipóteses próximas.
  Que materiais são necessários? Cópias da atividade.
  Duração: cerca de 30 minutos.
Encaminhamento
  * Antes da aula, providencie as cópias da atividade.
 * Organize as duplas, considerando seus conhecimentos sobre o sistema de escrita.
Distribua as cópias e explique o que será feito: 
Proponha aos alunos que ainda não escrevem segundo a hipótese alfabética que localizem as frutas e façam um traço ligando os nomes delas às figuras correspondentes.  
* Para os que já escrevem convencionalmente, proponha que façam a lista das frutas representadas e acrescentem os nomes de outras frutas à lista.
 *  Converse com os alunos sobre os conhecimentos que podem utilizar para lo­calizar os nomes das frutas: pensar nas letras iniciais ou finais de cada fru­ta e em tudo que já sabem sobre as letras e seus sons. 
 * Solicite aos alunos alfabéticos que não se manifestem nesse momento da explicação, deixando espaço para os colegas que ainda não lêem convencionalmente.    *Relembre aos alunos que, como se trata de uma atividade em duplas, eles precisam conversar com o colega e discutir as idéias diferentes, até chegarem a um acordo.

O QUE FAZER...
... para atender o maior número de crianças que necessitam de ajuda?
Circule entre as duplas, dando especial atenção àquelas cujos alunos ainda não escrevem convencionalmente.
Observe quais estão trabalhando produtivamente e quais não estão. Aproxime-se destes últimos e faça perguntas para que cada um dê sugestões para localizar aquele item na lista: Onde você acha que pode estar escrito o nome dessa fruta? Por que você acha que aí está escrito...? E você, concorda com seu colega?
Se perceber que estão tendo dificuldades para refletir sobre as letras, ofereça outras informações, dê dicas que possam ajudá-los a continuar o trabalho. Você pode fazer perguntas do tipo: Com que letra vocês acham que começa? Como faremos para localizar essa palavra? Como podemos saber se aí está escrito...?
... para problematizar aquilo que sabem, mesmo que tenham assinalado a palavra correta?
A lista foi construída, de propósito, de modo a incluir itens que começam com a mesma letra, com a intenção de favorecer a busca de outros indícios, além das letras inicial e final. Enquanto circula pelas duplas, procure questionar os alunos: O que vocês acham que está escrito aqui?
Aponte para um dos itens que marcaram. E, mesmo que respondam corretamente, pergunte: Como vocês sabem que está escrito isso?
Se responderem que descobriram porque começa por determinada letra, mostre outro item com a mesma letra inicial e pergunte: Vocês têm certeza? Esta palavra também começa com...
Espera-se que assim os alunos busquem outros indicadores para justificar sua escolha, explicando por exemplo: termina por... ou tem o som da letra...
... para que os alunos alfabéticos também se sintam desafiados?
Apresentamos uma proposta específica para os alunos alfabéticos, e é importante que você a explique antes de todos iniciarem o trabalho. Se ao terminarem sua primeira tarefa eles já souberem o que têm por fazer, não precisarão interromper e solicitar explicações quando você estiver apoiando os alunos que demandam maior atenção.



NOME:_________________________________________________
DATA:_________ /_______________________________________ TURMA:    

Faça um traço unindo as imagens aos nomes das frutas.
ABACATE
ABACAXI
   AMEIXA
   BANANA
  LARANJA
           MAMÃO
          MELANCIA
                                  PÊRA
MORANGO
                     UVA








Escrita de lista das cantigas conhecidas


OBJETIVOS - O que os alunos podem aprender nesta atividade?
  Participar de uma situação de escrita coletiva, começando a conhecer al­guns procedimentos relacionados ao ato de escrever.
   Compartilhar com os colegas os seus conhecimentos sobre as cantigas tradicionais e também sobre a escrita das palavras que compõem os tí­tulos de cada uma delas.
   Refletir sobre o sistema de escrita, colocando em jogo suas hipóteses e confrontando-as com as de seus colegas.
   Ampliar o conhecimento que já possuem sobre os nomes das letras e sua forma gráfica.
PLANEJAMENTO
   Como organizar o grupo? Alunos sentados nas carteiras, em duplas, vol­tados para a lousa e para o professor.
   Quais materiais serão necessários? Lousa, giz, cartolina, caneta hidrocor.
   Duração: de 30 minutos a 1 hora (conforme o conhecimento dos alunos sobre as cantigas).
ENCAMINHAMENTO
Ao planejar a atividade, decida se irá escrever os títulos das cantigas que os alunos ditarem na lousa ou na cartolina. Na lousa é mais interessan­te, pois pode-se apagar o texto quantas vezes for necessário e, ao final, passá-lo a limpo em um outro suporte, o cartaz, por exemplo. Lembre-se de que nem todas as cantigas populares tem título. Quando isso aconte­ce, geralmente é o primeiro verso da canção que cumpre este papel.
Antes de iniciar a atividade de leitura, retome com a turma as cantigas que eles já conhecem. Cante com eles essas cantigas e faça dessa conversa inicial um momento agradável de socialização dos conhecimentos que os alunos já possuem sobre esse tipo de texto. Combine que vocês farão um registro dos títulos dessas canções.
Durante a atividade, peça que os alunos ditem os “nomes” (títulos) das cantigas que conhecem. Escreva um título logo abaixo do outro, utilizando letra de imprensa maiúscula. Reflita em voz alta sobre a escrita desses títulos: a quantidade de palavras com as quais são compostos, qual é a letra inicial dessas palavras, se há palavras que se escrevem com as mesmas letras etc. Faça perguntas para o grupo, transformando o mo­mento de escrita em um momento de análise e reflexão sobre a língua.
 Ao final da atividade, passe a limpo a lista dos títulos em um cartaz (caso os tenha escrito na lousa). Decida onde afixá-lo e volte a retomá-lo sem­pre que necessário.

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