domingo, 13 de janeiro de 2013


 Leitura de contos tradicionais.


A aula aqui sugerida é um dos caminhos para possibilitar a formação de leitores capacitados a transitar nas práticas de leitura da nossa sociedade. Se quisermos formar alunos-leitores que transcendam a sala de aula e o espaço escolar, devemos mostrar os mecanismos que devem dominar para se tornar leitores efetivos. Esta atividade visa a possibilitar que os alunos levem não só seus livros para casa, mas junto com eles a capacidade de buscar outros livros e, assim, traçar seus próprios caminhos de leitores.


Embasamento Teórico

Para entender melhor o embasamento da atividade aqui proposta, algumas concepções de leitura devem ser levadas em conta.

Primeiramente, a noção de que a leitura não é um ato puramente individual; é uma prática social e, assim sendo, não ocorre apenas no instante da leitura propriamente dita. Numa analogia com uma peça de teatro, podemos dizer que esse momento é apenas um dos atos que compõem a peça.

Assim, além da leitura da história que o livro apresenta, devemos desvendar toda a leitura que o livro nos possibilita: Que editora publicou a história? Pertence a alguma coleção? Qual? Para que tipos de leitores? Que informações se encontram na quarta-capa? O livro tem orelha? Que informações lá se encontram?

Da mesma forma, os alunos podem descobrir que a história de um livro é escrita por um autor, pode ser ilustrada, revisada e diagramada, antes de chegar às mãos do leitor. Quem é o autor do livro? Quando essa história foi escrita? Para quem? O livro possui gravuras? Quem o ilustrou? Houve revisão? O que é fazer revisão de um livro?

Além dessas informações, devemos possibilitar que o aluno se enxergue como leitor ativo que interage com o livro, que participa do processo de leitura. O que ele sabe sobre o tema do livro? Conhece alguém que já o leu? Sobre o que ele imagina que seja a história?
Após a leitura da história, a leitura do livro continua na conversa com os amigos sobre as impressões da história, se gostou, não gostou, se o recomendaria ou não e por quê.

Assim, o professor pode e deve promover a familiarização do aluno com o mundo das práticas de leitura, começando, antes de tudo, com o próprio objeto livro.


OBJETIVOS - O que os alunos podem aprender nesta atividade?

ü  Conhecer algumas características deste gênero.

ü  Apropriar-se dos recursos discursivos da linguagem que se escreve.

ü  Comportamento de leitor: como escolher um bom texto, como desenvol­ver preferências por autores, temas ou estilos etc., como comentar.

PLANEJAMENTO

ü  Como organizar o grupo? A atividade é coletiva e os alunos podem ficar em suas carteiras.
ü  Quais materiais serão necessários? Livro com o conto escolhido.
ü  Duração: cerca de 40 minutos.

ENCAMINHAMENTO
ü  Selecione uma boa versão com boas metáforas e linguagem literária.
ü  Prepare-se para a leitura em voz alta planejando pausas e intervenções.
ü  Apresente o conto que vai ser lido: autor, ilustrador, livro, título.
ü  Peça aos alunos que relembrem o que sabem sobre a trama deste conto.
ü  Mostre a ilustração de um personagem (uma princesa, por exemplo) e peça que contem como ele é.
ü  Leia a história como foi planejado – destaque as descrições de lugares, ambientes e os recursos literários usados pelo autor.
ü  Converse sobre os personagens e os ambientes, pedindo que os alunos falem sobre suas impressões.

O QUE MAIS FAZER?

A continuidade desta atividade é, a partir da escolha do conto de fadas que será produzido oralmente, listar com eles os cenários e personagens que fazem parte do conto escolhido e pedir que, em pequenos grupos, façam, oralmente, descrições destes. Você deve anotar as descrições para retomá-las quando for produzir o texto.
Criar ilustrações para os personagens, neste contexto,faz todo o sentido. Colecione desenhos dos alunos, exponha e compare as diversas soluções encontradas por eles para bruxas, fadas etc.
Embora esta seqüência didática esteja voltada para a linguagem que se escreve, é possível elaborar várias atividades de análise e reflexão sobre o sistema, voltadas, particularmente, para os alunos que ainda não escrevem convencionalmente. Você pode propor que:
ü  Escrevam listas de seus personagens favoritos.
ü  Com os títulos de várias histórias conhecidas  escritos em tiras de cartolina, descubram, em duplas ou trios, qual título está escrito em cada tira.
ü  Associem, em duas listas, o vilão e o protagonista de uma mesma história.
ü  A partir de uma descrição (lida por você), pedir que procurem, numa lista com vários personagens, aquele que você acabou de descrever.

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