domingo, 7 de julho de 2013

O livro é passaporte, é bilhete de partida.

 
“As palavras são portas e janelas. Se debruçarmos e repararmos, nos inscrevemos na paisagem.

Se destrancarmos as portas, o enredo do universo nos visita. Ler é somar-se ao mundo, é iluminar-se

com a claridade do já decifrado. Escrever é dividir-se. Cada palavra descortina um horizonte, cada frase

anuncia outra estação. E os olhos, tomando das rédeas, abrem caminhos, entre linhas, para as viagens

do pensamento. O livro é passaporte, é bilhete de partida. A leitura guarda espaço para o leitor imaginar

sua própria humanidade e apropriar-se de sua fragilidade, com seus sonhos, seus devaneios e sua experiência.

A leitura acorda no sujeito dizeres insuspeitados enquanto redimensiona seus entendimentos. Há

trabalho mais defi nitivo, há ação mais absoluta do que essa de aproximar o homem do livro?”. Bartolomeu Campos de Queirós

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