sexta-feira, 30 de maio de 2014

MEU IDEAL SERIA ESCREVER... RUBEM BRAGA


Meu ideal seria escrever uma história tão engraçada que aquela moça que está doente naquela casa cinzenta quando lesse minha história no jornal risse, risse tanto que chegasse a chorar e dissesse - "ai, meu Deus, que história mais engraçada!" E então a contasse para a cozinheira e telefonasse para duas ou três amigas para contar a história; e todos a quem ela contasse rissem muito e ficassem alegremente espantados de vê-la tão alegre. Ah, que minha história fosse como um raio de sol, irresistivelmente louro, quente, vivo, em sua vida de moça reclusa, enlutada, doente. Que ela mesma ficasse admirada ouvindo o próprio riso, e depois repetisse para si própria - "mas essa história é mesmo muito engraçada!". 
Que um casal que estivesse em casa mal humorado, o marido bastante aborrecido com a mulher, a mulher bastante irritada com o marido, que esse casal também fosse atingido pela minha história. O marido a leria e começaria a rir, o que aumentaria a irritação da mulher. Mas depois que esta, apesar de sua má-vontade, tomasse conhecimento da história, ela também risse muito, e ficassem os dois rindo sem poder olhar um para o outro sem rir mais; e que um, ouvindo aquele riso do outro, se lembrasse do alegre tempo de namoro, e reencontrassem os dois a alegria perdida de estarem juntos. 
Que nas cadeias, nos hospitais, em todas as salas de espera a minha história chegasse - e tão fascinante de graça, tão irresistível, tão colorida e tão pura que todos limpassem seu coração com lágrimas de alegria; que o comissário do distrito, depois de ler minha história, mandasse soltar aqueles bêbados e também aquelas pobres mulheres colhidas na calçada e lhes dissesse - "por favor, se comportem, que diabo! eu não gosto de prender ninguém!" E que assim todos tratassem melhor seus empregados, seus dependentes e seus semelhantes em alegre e espontânea homenagem à minha história. 
E que ela aos poucos se espalhasse pelo mundo e fosse contada de mil maneiras, fosse atribuída a um persa, na Nigéria, a um australiano, em Dublin, a um japonês em Chicago - mas que em todas as línguas ela guardasse a sua frescura, a sua pureza, o seu encanto surpreendente; e que no fundo de uma aldeia da China, um chinês muito pobre, muito sábio e muito velho dissesse: "Nunca ouvi uma história assim tão engraçada e tão boa em toda minha vida; valeu a pena ter vivido até hoje para ouvi-la; essa história não pode ter sido inventada por nenhum homem, foi com certeza algum anjo tagarela que a contou aos ouvidos de um santo que dormia, e que ele pensou que já estivesse morto; sim, deve ser uma história do céu que se filtrou por acaso até nosso conhecimento; é divina". 
E quando todos me perguntassem - "mas de onde é que você tirou essa história?" - eu responderia que ela não é minha, que eu a ouvi por acaso na rua, de um desconhecido que a contava a outro desconhecido, e que por sinal começara a contar assim: "Ontem ouvi um sujeito contar uma história..."! 
E eu esconderia completamente a humilde verdade: que eu inventei toda minha história em um só segundo, quando pensei na tristeza daquela moça doente, que sempre está doente e sempre está de luto e sozinha naquela pequena casa cinzenta de meu bairro. 
BRAGA, Rubem. As Melhores 200 Crônicas Escolhidas de Rubem Braga. Rio de Janeiro: Record, 1977.

Jogo da literatura

http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/jogo-literatura-582623.shtmlhttp://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/jogo-literatura-582623.shtml

Você se lembra de personagens, acontecimentos e estilos de escrita dos clássicos que já leu ou ouviu falar? Neste jogo, avalie seu conhecimento sobre 25 livros nacionais e estrangeiros relacionando os trechos apresentados às respectivas obras. Bom jogo

Leitura Pontos de vista

  


Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português quando estourou a discussão.

- Esta história já começou com um erro - disse a Vírgula.

- Ora, por quê? - perguntou o Ponto de Interrogação.

- Deveriam me colocar antes da palavra "quando" - respondeu a Vírgula.

- Concordo! - disse o Ponto de Exclamação. - O certo seria: "Os sinais de pontuação estavam quietos dentro do livro de Português, quando estourou a discussão".

- Viram como eu sou importante? - disse a Vírgula.

- E eu também - comentou o Travessão. - Eu logo apareci para o leitor saber que você estava falando.

- E nós? - protestaram as Aspas. - Somos tão importantes quanto vocês. Tanto que, para chamar a atenção, já nos puseram duas vezes neste diálogo.

- O mesmo digo eu - comentou o Dois Pontos. - Apareço sempre antes das Aspas e do Travessão.

- Estamos todos a serviço da boa escrita! - disse o Ponto de Exclamação. - Nossa missão é dar clareza aos textos. Se não nos colocarem corretamente, vira uma confusão
como agora!

- Às vezes podemos alterar todo o sentido de uma frase - disseram as Reticências. - Ou dar margem para outras interpretações...

- É verdade - disse o Ponto. - Uma pontuação errada muda tudo.

- Se eu aparecer depois da frase "a guerra começou" - disse o Ponto de Interrogação - é apenas uma pergunta, certo?

- Mas se eu aparecer no seu lugar - disse o Ponto de Exclamação - é uma certeza: "A guerra começou!"

- Olha nós aí de novo - disseram as Aspas.

- Pois eu estou presente desde o comecinho - disse o Travessão.

- Tem hora em que, para evitar conflitos, não basta um Ponto, nem uma Vírgula, é preciso os dois - disse o Ponto e Vírgula. - E aí entro eu.

- O melhor mesmo é nos chamarem para trazer paz - disse a Vírgula.

- Então, que nos usem direito! - disse o Ponto Final. E pôs fim à discussão. 
Conto de João Anzanello Carrascoza, ilustrado por Biry

Ponta da Língua

Cheia de graça é a nossa língua, portuguesa.
Você nem precisa aprender o á-bê-cê para rir com ela.
Desde pequeno já ouve dizer que mentira tem pernas curtas.
E mentira tem pernas?
E a verdade? A verdade tem pernas longas?
E quando dói a barriga da perna?
Ou quando ficamos de orelha em pé?
O que a barriga tem a ver com a perna, e orelha com o pé?
Pra ser divertido, não leve nada ao pé da letra!
Até porque letra não tem pé. Ou tem?
Pé-de-meia é o dinheiro que a gente economiza.
Pé-de-moleque, doce de amendoim.
Dedo de prosa é papo rápido.
Dedo-duro é traidor.
Pão-duro, pessoa egoísta.
E boca da noite? E céu da boca?
É uma brincadeira atrás da outra!
Cabeça de cebola, dente de alho, braço de mar.
Com a nossa língua, a gente pode pegar a vida pela mão.
Pode abrir o coração. Pode fechar a tristeza.
A gente pode morrer de medo e, ao mesmo tempo, estar vivinho da silva.
Pode fazer coisas sem pé nem cabeça.
Mas brincar com palavras também é coisa séria.
Basta errar o tom e você vai parar no olho do furacão.
Então, divirta-se. Cuidado só para não morder a língua portuguesa! 
Quem é quem
 

João Anzanello Carrascoza, autor desta crônica, é redator de propaganda
e professor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.
Clouds, autora desta ilustração, é formada em design gráfico pela Universidade Federal do Paraná e colabora com revistas da Editora Abri

Ouviram ou não ouviram do Ipiranga? ( Revista Nova Escola )

 O Hino Nacional, o patriotismo e as datas cívicas sumiram da escola. Aproveite !! 
   "É dever da escola ensinar a reverência aos símbolos nacionais" 

Há uns vinte anos, essa seria uma verdade absoluta. Mas já não é bem assim. Em algumas escolas, cantar o hino e comemorar as datas cívicas são atos suspeitos de ter parentesco com aquele mau nacionalismo da ditadura militar (1964-1985). Para outras, a idéia de que somos uma nação é tão abstrata que o civismo não tem sentido para os alunos.
Em um ponto todos concordam: a maior parte das escolas têm dificuldades em explicar aos seus alunos que país é este, que deveres temos como brasileiros e o que é amar a terra em que nascemos.
A cidadaniaNo próximo mês, dia 7, o Brasil completará 175 anos como país independente. A data é ótima para um debate com seus alunos sobre o que é a cidadania e como colocá-la em prática. Acompanhe um roteiro de atividades sugerido por uma educadora de Santa Luzia, MG.A ressaca
Nos 21 anos em que durou, a ditadura militar usou os símbolos nacionais como se fossem dela. Era a época das prisões, dos exílios e do "Brasil: ame-o ou deixe-o". Doze anos depois, esses anos de chumbo ainda pesam na cabeça de muitos professores.
O hino 
Cantar o Hino Nacional sem entender o seu significado, como um papagaio, pouco vale. Uma professora de Português, em Recife, propõe que a turma mergulhe na letra do hino para compreender o que ela quer dizer e, de quebra, ter uma aula de gramática.
A nação só será etendida se for vista no dia-a-diaQual foi a última vez em que seus alunos cantaram o Hino Nacional? E a bandeira do Brasil, em que data foi hasteada? Em grande parte das escolas, o hino foi ouvido pela última vez em maio de 1994, executado por alunos emocionados com a morte do piloto brasileiro Ayrton Senna. No mesmo ano, a bandeira surgiu agitada pelos mesmos estudantes, agora entusiasmados com a Copa do Mundo dos Estados Unidos. E foi só.

É pouco, mas melhor do que nada. Se os símbolos brasileiros e a pátria ainda são lembrados em momentos de fortes emoções, pode-se partir daí para tratar o conceito de nação em classe. "Não vamos conseguir falar em nação com os alunos se não mostrarmos onde ela está no cotidiano", afirma Ghisleine Trigo, da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas da Secretaria de Educação de São Paulo (Cenp).

Encarregada de sugerir às escolas as melhores alternativas para encaminhar os conteúdos curriculares, a Cenp propõe que, já a partir da primeira série do primeiro grau, os professores comecem a falar de pátria, patriotismo e símbolos nacionais. "É a descoberta da identidade, pois o aluno trabalha com fotos da própria família, depois identifica seu bairro e vai ampliando o círculo dos grupos aos quais pertence e com os quais tem afinidades", explica.

No segundo grau, a idéia de que todos pertencem à mesma nação já estará, espera-se, presente nas cabeças dos alunos. "É o momento, então, de situarmos o Brasil diante das demais nações do mundo e compararmos nossas estruturas sociais."
Banho de cidadania 

A pedagoga Wadiswava Dominick também acredita que os estudantes só se sentirão parte integrante e interessada da nação brasileira se passarem, antes, por um banho de imersão nos princípios da cidadania. Diretora do Colégio Kramer, em Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte, ela sugere atividades para alunos de quinta a oitava série que se estenderiam do início de agosto até a Semana da Independência, em setembro.

A proposta exige uma participação ativa do professor em sala de aula, pois a atividade é formada por debates e reflexões junto com a turma. "A idéia é fazer os alunos refletirem sobre o que vêem à sua volta", explica Wadiswava. "Quando percebem criticamente o mundo, as pessoas querem mudanças e, como nada pode ser feito individualmente, a necessidade de agir em sociedade para lutar pelo bem comum é facilmente compreendida."
Acompanhe a proposta da professora Wadiswava.
Baixa auto-estima
É difícil respeitar um país quando se acha que tudo que existe no exterior é melhor
Você sabe, brasileiro é meio malandro, não quer trabalhar. Carros nacionais? Ih! Umas carroças! Nossa comida, nossas roupas, nossos pintores não chegam aos pés dos de lá de fora... Mas é isso mesmo? Você se mata de trabalhar, não? Nossos automóveis, livros e políticos são piores do que os dos outros? Por que um camembert é mais gostoso do que um queijo-de-minas?
Se neste país há mesmo algo pior do que nos demais, é a sua auto-estima. "Nossa tendência é achar que a beleza, a competência e a inteligência dos outros são sempre maiores do que as nossas", diz Roseli Fischmann, educadora que participou da elaboração do capítulo sobre Pluralidade Cultural nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).

Há escolas que se empenham em mostrar do que é feito este país. "Os povos e as culturas que nos formaram estão vivos do nosso lado", diz a professora Márcia Moura, da Escola Estadual Carlos Rios, em Arcoverde, no sertão pernambucano. No início do ano, Márcia trouxe para a escola alguns índios da tribo dos xucurus. "Eles dançaram, falaram dos seus costumes e do preconceito que existe contra eles", lembra. 
Os anos do milagre 
Nos anos 70, a ditadura usou o nacionalismo dos brasileiros para assegurar seu poder

No dia 21 de junho de 1970, quando o Brasil ganhou de 4 a 1 da Itália, na Copa do México, milhões de brasileiros saíram às ruas para festejar o tricampeonato de futebol. A euforia, que se estenderia por quase toda a gestão do general Emílio Garrastazu Médici na presidência da república (1970-1974), foi habilmente explorada pelo governo. Martelavam-se bordões como "Milagre brasileiro", "Ninguém segura este país". Aos opositores, uma rude intimação: "Brasil: ame-o ou deixe-o".

Nessa época, a censura aos meios de comunicação foi mais implacável, a perseguição aos opositores políticos, mais cruel e o desprezo pelo Congresso e pelo Judiciário, maior do que em todos os 21 anos da ditadura. Mas os olhos só viam as lojas repletas de mercadorias e de crédito fácil.

Algumas escolas hasteavam diariamente a bandeira, crianças cantavam o hino em posição de sentido. Pareciam um quartel.
Logo, tudo mudou. Veio a crise do petróleo, faltou carne nos açougues... O sonho de grandeza virou ressaca.
Uma música com história
Tocado há 166 anos neste país, o hino já foi símbolo da monarquia e da república 

Independência ou Morte, Pedro Américo (1843-1905)
O compositor Francisco Manuel da Silva tocava violoncelo, violino, piano, órgão e tímpanos uma espécie de tambor. Seu parceiro, e autor da letra do hino, Joaquim Osório Duque Estrada, foi professor, crítico literário e poeta. Mas a dupla musical mais cantada do Brasil nunca se sentou na mesma mesa. Francisco morreu em 1865. Duque Estrada só nasceria cinco anos depois, em 1870.

Nos seus 166 anos, a melodia de Francisco, composta em 1831 por ocasião da abdicação de D. Pedro I, atravessou os terremotos da política. Teve letras diferentes, mas não perdeu um compasso sequer. Em 1890, foi declarada a sua morte: abriu-se um concurso para escolher um novo hino. Deodoro da Fonseca, primeiro presidente do Brasil, ouviu os concorrentes, mas decretou que a velha melodia continuava a melhor.
Em 1908, outro concurso. Agora queria-se uma letra republicana para o hino. Ganhou a de Duque Estrada, que celebrava a independência.
Veja também 
Acompanhe a proposta da professora Wadiswava 

Alunos de quinta a sexta série
A atividade para essa faixa, dos 11 aos 13 anos, pode ser divididanas quatro etapas seguintes.A história de cada um 
1 - Realiza-se uma tempestade de idéias os alunos expressam livremente suas opiniões em torno da palavra "nação".
2 - O professor chega a um consenso que, provavelmente, estará próximo desta definição: "Uma nação é formada pelos habitantes de um território que estão ligados por tradições, interesses, lembranças e objetivos comuns".
3 - Definido o conceito, os alunos pesquisam tradições, interesses e lembranças da própria família. A idéia é que eles conheçam mais sobre seu passado e o espaço onde vivem.
4 - Com tais informações, eles devem construir uma árvore genealógica ou uma linha do tempo (seqüência de eventos organizada por datas) com sua história familiar. Esse processo de registro serve para explicar como se constrói a identidade de um povo.
O país nas charges 
- Na segunda etapa, os alunos devem selecionar charges publicadas em revistas e jornais que apresentem algumas das características políticas, econômicas ou sociais do país.
2 - As charges devem ser escolhidas pela turma com a ajuda do professor. Em seguida, devem ser distribuídas entre os alunos, que as comentarão em redações.
3 - Os melhores textos serão selecionados, debatidos em classe e divulgados na escola.
Uma visão musical
- Dividida em grupos, a turma deve pesquisar músicas que interpretem o espírito nacional. O professor pode sugerir composições que vão da Aquarela do Brasil, de Ary Barroso (1903-1964), uma famosa apologia das belezas do Brasil, até composições como Brasil, do compositor carioca Cazuza (1958-1990), trilha da novela Vale Tudo, da TV Globo, que faz críticas ácidas à sociedade brasileira.
2 - O grupo analisará a letra escolhida e apontará nela os aspectos que melhor retratam o Brasil.
Brasil, mostra sua cara
1 - Os alunos recortam gravuras que apresentem as diferenças raciais e econômicas brasileiras e mostrem os contrastes existentes.
2 - Depois, afixam as gravuras sobre um contorno do mapa do Brasil.
3 - Por fim, fazem um seminário explorando as informações do painel.
Alunos de sétima série
Nessa fase, acredita a professora Wadiswava, já é possível discutir os direitos e deveres do cidadão diante da nação. A independência do Brasil de hoje em relação às outras nações também pode ser tratada.A importância do hino1 - Deve-se propor à turma um tema para reflexão: Como o brasileiro se relaciona com os símbolos nacionais, em especial o Hino Nacional? A questão poderá transformar-se numa discussão em sala ou mesmo numa redação.
2 - O segundo passo seria um seminário sobre a seguinte questão: Como podemos explicar a nacionalidade de um povo que prefere utilizar símbolos de outras nações, como camisetas e bonés com a bandeira norte-americana?
O que é independência1 - A proximidade do Sete de Setembro é uma oportunidade para outro debate. Deve-se propor a discussão do significadode "independência". O Brasil é, de fato, independente?
2 - O debate sobre a independência pode ser feito na forma de seminário ou como mote de uma pequena dissertação, que fecharia o assunto para a sétima série.
Alunos de oitava série
Com os estudantes do último ano do primeiro grau, a proposta é analisar a postura individual diante da nação e seus deveres como cidadãos.Cidadania, como usar
1 - A atividade pode começar com a discussão sobre os significados dos termos "cidadão", "nacionalidade" e o que seria "exercer a cidadania".
2 - Em seguida, a turma pode ser convidada a identificar as formas cotidianas de exercício da cidadania.
Júri simulado- É uma atividade que costuma mobilizar bastante a turma. Organize um tribunal com advogados de acusação e defesa, juiz, jurados e um réu, que também pode ser representado por um grupo de alunos.
2 - Devem ser montados dois textos argumentativos: um contra e outro a favor do patriotismo e da defesados valores nacionais.
3 - Os alunos que representam o réu devem responder a questões como: Você gosta de ser brasileiro? Por que você não se interessa pelos nossos símbolos nacionais?
Nacionalismo circunstancial1 - Peça à classe para analisar a história recente do Brasil procurando momentos em que o povo brasileiro se uniu em defesa de um ideal nacional. Um exemplo, de que certamente muitos alunos vão se lembrar, é o das manifestações de rua dos jovens caras-pintadas, em 1992, pedindo o impeachment do então presidente Fernando Collor.
2 - Convide os alunos da sua classe a idealizar e apresentar algumas alternativas para que o povo brasileiro passe a valorizar mais sua identidade de cidadão.
EncerramentoJá na primeira semana de setembro, organize uma mostra na qual os alunos de quinta a oitava série participem de uma hora cívica típica com hasteamento da bandeira e execução do Hino Nacional e organizem ainda uma exposição sobre "o valor de ser cidadão", com o material produzido durante o projeto.Quatro aulas com Duque EstradaPara muitos, o Hino Nacional não empolga os alunos por ter uma letra complexa, que exige esforço para ser entendida. A professora Laura Cristina de Paula acha que é isso que o torna atraente. "Além do desafio de entender o seu significado, a letra permite dar uma rica aula de Português", diz ela, que leciona para a sétima e oitava série da Escola Caio Pereira, em Recife (PE). Laura usou o livro O Hino Nacional Brasileiro (Aldo Pereira, 32 páginas, Grifo, tel. 021-240-7806, 3,50 reais) para elaborar sua aula.1ª aula 
Proponha à turma discutir o significado da palavra "hino". Deve ficar claro que o hino é feito para exaltar algo. Distribua a letra do hino. Junto com a classe, destaque as palavras menos comuns, como "penhor" e "clava". Peça para pesquisarem o significado no dicionário e formarem frases com elas.2ª aula
Passe para a compreensão do texto. Por que o autor usa um número tão grande de adjetivos? E o Riacho do Ipiranga, ele é tão importante assim? Se o Brasil for ameaçado, o que o texto diz que os brasileiros farão?3ª aula 
Apresente o hino na ordem direta (veja ao lado). Explique que na literatura muitas vezes a ordem natural das frases é mudada para chegar às rimas ou obedecer à métrica. Prove isso pedindo à classe para cantar o hino com a letra na ordem direta.
4ª aula
O hino está repleto de figuras de linguagem. Mostre-as para os alunos, mas peça que procurem outros exemplos. Entre as figuras de linguagem está a metonímia, que designa um objeto por outra palavra que tenha relação com ele. É o caso de "terra adorada", usada como sinônimo de "Brasil". A hipérbole, o exagero como artifício estilístico, está presente na expressão "entre outras mil". O "Ó Pátria amada" é uma apóstrofe, um apelo direto a um ser real ou fictício.
Duas letras do Hino Nacional 

Música de Francisco Manuel da Silva (1795-1865)Versos de Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927)
Autor de um livro sobre o Hino Nacional, o jornalista Aldo Pereira propõe que sua letra seja lida na ordem direta para uma melhor compreensão. Ele fez, também, um glossário com as palavras menos conhecidas

 A versão no original... 

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor desta igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.


Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!

II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida,"
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".

Ó Pátria amada...

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada...Margens plácidas
"Plácida" significa serena, calma. Esse é o tom desses versos. Ao contrário do hino de outras nações, o nosso não fala em guerras
...e na ordem direta 

As margens plácidas do Ipiranga ouviram
brado retumbante de um povo heróico,
e, nesse instante, o sol da Liberdade
brilhou, em raios fúlgidos, no céu da Pátria.

Se conseguimos conquistar com braço forte
penhor desta igualdade,
em teu seio, ó Liberdade, o nosso peito
desafia a própria morte!

Ó Pátria amada,
idolatrada,
salve! salve!

Brasil, se a imagem do Cruzeiro resplandece
em teu céu formoso, risonho e límpido,
um sonho intenso, um raio vívido
de amor e de esperança desce à terra.

És belo, és forte, impávido colosso,
gigante pela própria natureza,
e o teu futuro espelha essa grandeza.

Ó Pátria amada,
Brasil, [apenas] tu,
entre outras mil [terras],
és terra adorada!

Pátria amada, Brasil,
és mãe gentil dos filhos deste solo!

II

Ó Brasil, florão da América,
deitado eternamente em berço esplêndido,
ao som do mar e à luz do céu profundo,
fulguras iluminado ao sol do Novo Mundo!

Teus campos lindos, risonhos, têm mais flores do que a terra mais garrida; [e assim como] "nossos bosques têm mais vida," [também] "nossa vida" no teu seio [tem] "mais amores".

Ó Pátria amada...

Brasil, o lábaro estrelado que ostentas
seja símbolo de amor eterno,
e o verde-louro dessa flâmula diga:
Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues a clava forte da justiça,
verás que um filho teu não foge à luta,
quem te adora não teme nem a própria morte.

Terra adorada...
Margens plácidas
"Plácida" significa serena, calma. Esse é o tom desses versos. Ao contrário do hino de outras nações, o nosso não fala em guerrasIpiranga 
É o riacho junto ao qual D. Pedro I teria proclamado a independência. O Ipiranga nasce junto ao zoológico da cidade de São Paulo
Brado retumbante 
Grito forte, que provoca eco
Penhor 
Usado de maneira figurada, "penhor desta igualdade" é a garantia, a segurança de que haverá liberdade
Imagem do Cruzeiro resplandece 
O "Cruzeiro" é a constelação do Cruzeiro do Sul, que brilha, ou resplandece, no céu
Impávido colosso
"Colosso" é o nome de uma estátua de enormes dimensões. Estar "impávido" é estar tranqüilo, calmoMãe gentilA "mãe gentil" é a pátria. Um país que ama e defende seus "filhos", os brasileiros, como qualquer mãeFlorão 
"Florão" é um ornato em forma de flor usado nas abóbadas de construções grandiosas. O Brasil seria o ponto mais importante e vistoso da América
Garrida 
Enfeitada, que chama a atenção pela beleza
Lábaro 
"Lábaro" era um antigo estandarte usado pelos romanos. Aqui é sinônimo de bandeira
Clava forte
Clava é um grande porrete, usado no combate corpo-a-corpo. No verso, significa mobilizar um exército, entrar em guerra c



Eu sou um professor.Nasci no primeiro momento quando uma pergunta saltou da boca de uma criança.Tenho sido muitas pessoas em muitos lugares.

Sou Sócrates, estimulando a juventude de Atenas a descobrir novas idéias usando perguntas.
Sou Anne Sullivan, tamborilando segredos do universo sobre a mão estendida de Hellen Keller.
Sou Esopo e Hans Christian Andersen, revelando a verdade por meio de muitas, muitas histórias.
Sou Darcy Ribeiro, construindo uma universidade a partir do nada no planalto brasileiro.
Sou Ayrton Senna, que transforma sua fama de herói esportista em recursos para educar crianças em seu país.
Sou Anísio Teixeira, na sua luta para a democratização da educação para que todas as crianças brasileiras tenham acesso à Escola.

Os nomes daqueles que exerceram minha profissão constituem uma galeria da fama da humildade: Buda, Paulo Freire, Confúcio, Montessori, Emília Ferreiro, Moisés, Jesus.
Eu sou também aqueles nomes e rostos que já foram esquecidos, mas cujas lições e cujo caráter serão para sempre lembrados nas realizações dos que educaram.
Já chorei de alegria nos casamentos de ex-alunos, ri de felicidade pelo nascimento de seus filhos e me peguei de cabeça baixa, em dor e confusão, junto a sepulturas cavadas cedo demais para corpos jovens demais.

No decorrer de um dia, já fui chamado para ser artista, amigo, enfermeiro, médico, treinador; tive de encontrar objetos perdidos, emprestar dinheiro; fui motorista de táxi, psicólogo, substituto de pai e mãe, vendedor, político e guardião de fé..
Apesar de mapas, gráficos, fórmulas, verbos, histórias e livros, na verdade não tive nada a ensinar aos meus alunos, porque o que eles de fato têm de aprender é quem eles são. E eu sei que é preciso um mundo para ensinar a uma pessoa quem ela é..

Eu sou um paradoxo. Quanto mais escuro, mais alta se faz ouvir minha voz. Quanto mais estou disposto a receber com simpatia o que vem de meus alunos, mais tenho para oferecer-lhes.
Riqueza material não faz parte dos meus objetivos, mas eu sou um caçador de tesouros, dedicado em tempo integral à procura de novas oportunidades para meus alunos usarem seus talentos e buscando sempre descobrir seu potencial, às vezes enterrado sob o sentimento do fracasso.

Sou o mais afortunado dos trabalhadores .Um médico pode trazer uma vida ao mundo num só momento mágico. A mim é dado cuidar que a vida renasça a cada dia com novas perguntas, melhores idéias e amizades sólidas.
Um arquiteto sabe que, se construir com cuidado, sua estrutura pode durar séculos. Um professor sabe que, se construir com amor de verdade, sua obra com certeza durará para sempre.

Sou um guerreiro que luta todos os dias contra a pressão de colegas, a negatividade, o medo, o conformismo, o preconceito, a ignorância e a apatia. Mas tenho grandes aliados: a inteligência, a curiosidade, o apoio dos pais, a individualidade, a criatividade, a fé, o amor e o riso. Todos vêm reforçar minha trincheira.


Poema retirado do livro  Chicken Soup for the Soul (Canja de Galinha para a Alma), de Jack Canfield e Mark Victor Hansen.Editora: EDIOURO.

Texto para pontuar


No lugar do ⌂ coloque o sinal de pontuação:

Pneu furado

Luís Fernando Veríssimo

      O carro estava encostado no meio-fio⌂ com um pneu furado⌂ De pé ao lado do carro⌂ olhando desconsoladamente para o pneu⌂ uma moça muito bonitinha⌂ Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo ⌂ Pode deixar⌂⌂ Ele trocaria o pneu⌂

    ⌂Você tem macaco⌂⌂perguntou o homem⌂
    ⌂Não⌂ respondeu a moça⌂
    ⌂Tudo bem⌂ eu tenho⌂ disse o homem⌂⌂Você tem estepe⌂
    ⌂Não⌂ disse a moça⌂
    ⌂ Vamos usar o meu⌂ disse o homem⌂
     E pôs-se a trabalhar⌂ trocando o pneu⌂ sob o olhar da moçoa⌂ Terminou no momento em que chegava o ônibus eu a moça estava esperando⌂ Ele ficou ali⌂ suando⌂ de boca aberta⌂ vendo o ônibus se afastar⌂ Dali a pouco chegou o dono do carro

     ⌂Puxa⌂ você trocou o pneu do carro pra mim⌂ muito obrigado⌂

    ⌂É⌂Eu⌂Eu não posso ver pneu furado⌂ Tenho que trocar
    ⌂Coisa estranha⌂
    ⌂É uma compulsão⌂ Sei lá⌂


REESCREVA O FINAL DA HISTÓRIA ......... DÊ UM BANHO DE MODERNIDADE: ONDE A BELA ADORMECIDA ESPETARIA O SEU LINDO DEDINHO ?



 ONDE A BELA ADORMECIDA ESPETARIA O SEU LINDO DEDINHO ?

COMO JOÃO E MARIA SE LIVRARIAM DA BRUCHA ?



COMO JOÃO E MARIA SE LIVRARIAM DA BRUCHA ?

COM QUE ROUPA CINDERELA IRIA AO BAILE ? O QUE CINDERELA PERDERIA HOJE, EM VEZ DE SEU SAPATINHO ?

COM QUE ROUPA CINDERELA IRIA AO BAILE ?  O QUE CINDERELA PERDERIA HOJE, EM VEZ DE SEU SAPATINHO

REESCREVA O FINAL DA HISTÓRIA ..... DÊ UM BANHO DE MODERNIDADE! ONDE VIVERIA RAPUNZEL HOJE EM DIA ?


ONDE VIVERIA RAPUNZEL HOJE EM DIA ?

Atividade: Organização de texto



Trecho do livro O Ovo da Bruxa - Madeleine Edmondson , adaptação de  Luiz Fernandes.

Atividade: Recortar, organizar o texto seguindo as pistas e depois colar no caderno na ordem correta.

1.Quem sou eu?
2.Não sou muito bonita.
3.Não ligo pra moda.
4.Tenho meu próprio meio de transporte.
5.Gosto das alturas.
6.Minha casa não é nada comum.
7.Não recebo visitas.
8.Sempre fui solitária.
9.Não me importo com luxo.
10.Sou desorganizada.
11.Possuo apenas um eletrodoméstico.
12.Não ou medrosa.
13.Tenho poucos bens. 

14.Durante o dia prefiro ficar em casa.

    
O ovo da bruxa
                                                  
FILOMENA QUASE PASSAVA O DIA INTEIRO DORMINDO NO NINHO, ENROLADA NO XALE.
ELA GOSTAVA DE ASSISTIR A FILMES DE HORROR.
A ÚNICA PEÇA DE MOBILIA QUE HAVIA NO NINHO ERA UM APARELHO PEQUENO DE TELEVISÃO PORTÁTIL
ALÉM DISSO, ELA SÓ TINHA OS CHINELOS CONFORTÁVEIS, A VASSOURA PARA VOAR, E UM XALE PRETO COM FRANJAS EM TODA VOLTA.
ELA NEM QUERIA SABER DE ARRUMAR O NINHO.
NINHO DE ÁGUIA NÃO É UM LUGAR MUITO CONFORTÁVEL PARA SE MORAR, MAS FILOMENA NÃO LIGAVA
VIVIA COMPLETAMENTE SOZINHA, PORQUE NÃO TINHA AMIGOS.
NUNCA TINHA TIDO NENHUM AMIGO.
USAVA UM VESTIDO PRETO COMPRIDO, BOTAS PRETAS DE AMARRAR, CHAPEU PRETO MUITO ALTO.
E VOAVA PELO ESPAÇO MONTADA NUMA VASSOURA.
TINHA UM NARIZ PONTUDO E OLHOS PEQUENINOS.
FILOMENA ERA UMA BRUXA VELHA E MUITO NERVOSA
NUM NINHO VAZIO QUE UMA ÁGUIA HAVIA FEITO HÁ MUITO TEMPO E DEPOIS ABANDONADO.
FILOMENA MORAVA NO ALTO DE UMA MONTANHA. PERDIDA,


Poema Quebra-cabeça


Atividade para relembrar algumas classes de palavras:

RECORTE E MONTE O  QUEBRA-CABEÇA SEGUINDO AS PISTAS.



finalmente o menino o pode encontrar

em algum lugar onde, esbaforido

que de tão longe estupefato estourara: pum!

De tanto correr, um menino acabou

o fôlego descera correndo a ladeira

e depois se enfiara dentro de um pneu

Depois de sacudir a crina do cavalo,

e voltar para casa devagar, devagar.

atirando o fôlego pra lugar nenhum.

e subira no mastro pra agitar a bandeira

De lugar nenhum o fôlego caíra


por perder o fôlego e saiu a procurá-lo.

 
PISTAS:

1.Sou o início do poema.

2.Tenho 3 verbos.

3.Possuo sete palavras.

4.Começo com um artigo e termino com um substantivo.

5.Inicio com uma conjunção.

6.Termino com um substantivo que tem só uma sílaba.

7.Tenho a única onomatopeia.

8.Acabo com um pronome.

9.Finalizo com um verbo em que há um hiato.

10.Tenho um adjetivo com cinco sílabas.

11.Possuo um pronome que substitui a palavra “fôlego”.

12. Repito um advérbio.


Gabarito


finalmente o menino o pode encontrar
11

em algum lugar onde, esbaforido
10

que de tão longe estupefato estourara: pum!
7

De tanto correr, um menino acabou
1

o fôlego descera correndo a ladeira
4
e depois se enfiara dentro de um pneu
6

Depois de sacudir a crina do cavalo,
3

e voltar para casa devagar, devagar.
12

atirando o fôlego pra lugar nenhum.
8

e subira no mastro pra agitar a bandeira
5

De lugar nenhum o fôlego caíra

9

por perder o fôlego e saiu a procurá-lo.
2