sexta-feira, 30 de maio de 2014

Ouviram ou não ouviram do Ipiranga? ( Revista Nova Escola )

 O Hino Nacional, o patriotismo e as datas cívicas sumiram da escola. Aproveite !! 
   "É dever da escola ensinar a reverência aos símbolos nacionais" 

Há uns vinte anos, essa seria uma verdade absoluta. Mas já não é bem assim. Em algumas escolas, cantar o hino e comemorar as datas cívicas são atos suspeitos de ter parentesco com aquele mau nacionalismo da ditadura militar (1964-1985). Para outras, a idéia de que somos uma nação é tão abstrata que o civismo não tem sentido para os alunos.
Em um ponto todos concordam: a maior parte das escolas têm dificuldades em explicar aos seus alunos que país é este, que deveres temos como brasileiros e o que é amar a terra em que nascemos.
A cidadaniaNo próximo mês, dia 7, o Brasil completará 175 anos como país independente. A data é ótima para um debate com seus alunos sobre o que é a cidadania e como colocá-la em prática. Acompanhe um roteiro de atividades sugerido por uma educadora de Santa Luzia, MG.A ressaca
Nos 21 anos em que durou, a ditadura militar usou os símbolos nacionais como se fossem dela. Era a época das prisões, dos exílios e do "Brasil: ame-o ou deixe-o". Doze anos depois, esses anos de chumbo ainda pesam na cabeça de muitos professores.
O hino 
Cantar o Hino Nacional sem entender o seu significado, como um papagaio, pouco vale. Uma professora de Português, em Recife, propõe que a turma mergulhe na letra do hino para compreender o que ela quer dizer e, de quebra, ter uma aula de gramática.
A nação só será etendida se for vista no dia-a-diaQual foi a última vez em que seus alunos cantaram o Hino Nacional? E a bandeira do Brasil, em que data foi hasteada? Em grande parte das escolas, o hino foi ouvido pela última vez em maio de 1994, executado por alunos emocionados com a morte do piloto brasileiro Ayrton Senna. No mesmo ano, a bandeira surgiu agitada pelos mesmos estudantes, agora entusiasmados com a Copa do Mundo dos Estados Unidos. E foi só.

É pouco, mas melhor do que nada. Se os símbolos brasileiros e a pátria ainda são lembrados em momentos de fortes emoções, pode-se partir daí para tratar o conceito de nação em classe. "Não vamos conseguir falar em nação com os alunos se não mostrarmos onde ela está no cotidiano", afirma Ghisleine Trigo, da Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas da Secretaria de Educação de São Paulo (Cenp).

Encarregada de sugerir às escolas as melhores alternativas para encaminhar os conteúdos curriculares, a Cenp propõe que, já a partir da primeira série do primeiro grau, os professores comecem a falar de pátria, patriotismo e símbolos nacionais. "É a descoberta da identidade, pois o aluno trabalha com fotos da própria família, depois identifica seu bairro e vai ampliando o círculo dos grupos aos quais pertence e com os quais tem afinidades", explica.

No segundo grau, a idéia de que todos pertencem à mesma nação já estará, espera-se, presente nas cabeças dos alunos. "É o momento, então, de situarmos o Brasil diante das demais nações do mundo e compararmos nossas estruturas sociais."
Banho de cidadania 

A pedagoga Wadiswava Dominick também acredita que os estudantes só se sentirão parte integrante e interessada da nação brasileira se passarem, antes, por um banho de imersão nos princípios da cidadania. Diretora do Colégio Kramer, em Santa Luzia, na Grande Belo Horizonte, ela sugere atividades para alunos de quinta a oitava série que se estenderiam do início de agosto até a Semana da Independência, em setembro.

A proposta exige uma participação ativa do professor em sala de aula, pois a atividade é formada por debates e reflexões junto com a turma. "A idéia é fazer os alunos refletirem sobre o que vêem à sua volta", explica Wadiswava. "Quando percebem criticamente o mundo, as pessoas querem mudanças e, como nada pode ser feito individualmente, a necessidade de agir em sociedade para lutar pelo bem comum é facilmente compreendida."
Acompanhe a proposta da professora Wadiswava.
Baixa auto-estima
É difícil respeitar um país quando se acha que tudo que existe no exterior é melhor
Você sabe, brasileiro é meio malandro, não quer trabalhar. Carros nacionais? Ih! Umas carroças! Nossa comida, nossas roupas, nossos pintores não chegam aos pés dos de lá de fora... Mas é isso mesmo? Você se mata de trabalhar, não? Nossos automóveis, livros e políticos são piores do que os dos outros? Por que um camembert é mais gostoso do que um queijo-de-minas?
Se neste país há mesmo algo pior do que nos demais, é a sua auto-estima. "Nossa tendência é achar que a beleza, a competência e a inteligência dos outros são sempre maiores do que as nossas", diz Roseli Fischmann, educadora que participou da elaboração do capítulo sobre Pluralidade Cultural nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN).

Há escolas que se empenham em mostrar do que é feito este país. "Os povos e as culturas que nos formaram estão vivos do nosso lado", diz a professora Márcia Moura, da Escola Estadual Carlos Rios, em Arcoverde, no sertão pernambucano. No início do ano, Márcia trouxe para a escola alguns índios da tribo dos xucurus. "Eles dançaram, falaram dos seus costumes e do preconceito que existe contra eles", lembra. 
Os anos do milagre 
Nos anos 70, a ditadura usou o nacionalismo dos brasileiros para assegurar seu poder

No dia 21 de junho de 1970, quando o Brasil ganhou de 4 a 1 da Itália, na Copa do México, milhões de brasileiros saíram às ruas para festejar o tricampeonato de futebol. A euforia, que se estenderia por quase toda a gestão do general Emílio Garrastazu Médici na presidência da república (1970-1974), foi habilmente explorada pelo governo. Martelavam-se bordões como "Milagre brasileiro", "Ninguém segura este país". Aos opositores, uma rude intimação: "Brasil: ame-o ou deixe-o".

Nessa época, a censura aos meios de comunicação foi mais implacável, a perseguição aos opositores políticos, mais cruel e o desprezo pelo Congresso e pelo Judiciário, maior do que em todos os 21 anos da ditadura. Mas os olhos só viam as lojas repletas de mercadorias e de crédito fácil.

Algumas escolas hasteavam diariamente a bandeira, crianças cantavam o hino em posição de sentido. Pareciam um quartel.
Logo, tudo mudou. Veio a crise do petróleo, faltou carne nos açougues... O sonho de grandeza virou ressaca.
Uma música com história
Tocado há 166 anos neste país, o hino já foi símbolo da monarquia e da república 

Independência ou Morte, Pedro Américo (1843-1905)
O compositor Francisco Manuel da Silva tocava violoncelo, violino, piano, órgão e tímpanos uma espécie de tambor. Seu parceiro, e autor da letra do hino, Joaquim Osório Duque Estrada, foi professor, crítico literário e poeta. Mas a dupla musical mais cantada do Brasil nunca se sentou na mesma mesa. Francisco morreu em 1865. Duque Estrada só nasceria cinco anos depois, em 1870.

Nos seus 166 anos, a melodia de Francisco, composta em 1831 por ocasião da abdicação de D. Pedro I, atravessou os terremotos da política. Teve letras diferentes, mas não perdeu um compasso sequer. Em 1890, foi declarada a sua morte: abriu-se um concurso para escolher um novo hino. Deodoro da Fonseca, primeiro presidente do Brasil, ouviu os concorrentes, mas decretou que a velha melodia continuava a melhor.
Em 1908, outro concurso. Agora queria-se uma letra republicana para o hino. Ganhou a de Duque Estrada, que celebrava a independência.
Veja também 
Acompanhe a proposta da professora Wadiswava 

Alunos de quinta a sexta série
A atividade para essa faixa, dos 11 aos 13 anos, pode ser divididanas quatro etapas seguintes.A história de cada um 
1 - Realiza-se uma tempestade de idéias os alunos expressam livremente suas opiniões em torno da palavra "nação".
2 - O professor chega a um consenso que, provavelmente, estará próximo desta definição: "Uma nação é formada pelos habitantes de um território que estão ligados por tradições, interesses, lembranças e objetivos comuns".
3 - Definido o conceito, os alunos pesquisam tradições, interesses e lembranças da própria família. A idéia é que eles conheçam mais sobre seu passado e o espaço onde vivem.
4 - Com tais informações, eles devem construir uma árvore genealógica ou uma linha do tempo (seqüência de eventos organizada por datas) com sua história familiar. Esse processo de registro serve para explicar como se constrói a identidade de um povo.
O país nas charges 
- Na segunda etapa, os alunos devem selecionar charges publicadas em revistas e jornais que apresentem algumas das características políticas, econômicas ou sociais do país.
2 - As charges devem ser escolhidas pela turma com a ajuda do professor. Em seguida, devem ser distribuídas entre os alunos, que as comentarão em redações.
3 - Os melhores textos serão selecionados, debatidos em classe e divulgados na escola.
Uma visão musical
- Dividida em grupos, a turma deve pesquisar músicas que interpretem o espírito nacional. O professor pode sugerir composições que vão da Aquarela do Brasil, de Ary Barroso (1903-1964), uma famosa apologia das belezas do Brasil, até composições como Brasil, do compositor carioca Cazuza (1958-1990), trilha da novela Vale Tudo, da TV Globo, que faz críticas ácidas à sociedade brasileira.
2 - O grupo analisará a letra escolhida e apontará nela os aspectos que melhor retratam o Brasil.
Brasil, mostra sua cara
1 - Os alunos recortam gravuras que apresentem as diferenças raciais e econômicas brasileiras e mostrem os contrastes existentes.
2 - Depois, afixam as gravuras sobre um contorno do mapa do Brasil.
3 - Por fim, fazem um seminário explorando as informações do painel.
Alunos de sétima série
Nessa fase, acredita a professora Wadiswava, já é possível discutir os direitos e deveres do cidadão diante da nação. A independência do Brasil de hoje em relação às outras nações também pode ser tratada.A importância do hino1 - Deve-se propor à turma um tema para reflexão: Como o brasileiro se relaciona com os símbolos nacionais, em especial o Hino Nacional? A questão poderá transformar-se numa discussão em sala ou mesmo numa redação.
2 - O segundo passo seria um seminário sobre a seguinte questão: Como podemos explicar a nacionalidade de um povo que prefere utilizar símbolos de outras nações, como camisetas e bonés com a bandeira norte-americana?
O que é independência1 - A proximidade do Sete de Setembro é uma oportunidade para outro debate. Deve-se propor a discussão do significadode "independência". O Brasil é, de fato, independente?
2 - O debate sobre a independência pode ser feito na forma de seminário ou como mote de uma pequena dissertação, que fecharia o assunto para a sétima série.
Alunos de oitava série
Com os estudantes do último ano do primeiro grau, a proposta é analisar a postura individual diante da nação e seus deveres como cidadãos.Cidadania, como usar
1 - A atividade pode começar com a discussão sobre os significados dos termos "cidadão", "nacionalidade" e o que seria "exercer a cidadania".
2 - Em seguida, a turma pode ser convidada a identificar as formas cotidianas de exercício da cidadania.
Júri simulado- É uma atividade que costuma mobilizar bastante a turma. Organize um tribunal com advogados de acusação e defesa, juiz, jurados e um réu, que também pode ser representado por um grupo de alunos.
2 - Devem ser montados dois textos argumentativos: um contra e outro a favor do patriotismo e da defesados valores nacionais.
3 - Os alunos que representam o réu devem responder a questões como: Você gosta de ser brasileiro? Por que você não se interessa pelos nossos símbolos nacionais?
Nacionalismo circunstancial1 - Peça à classe para analisar a história recente do Brasil procurando momentos em que o povo brasileiro se uniu em defesa de um ideal nacional. Um exemplo, de que certamente muitos alunos vão se lembrar, é o das manifestações de rua dos jovens caras-pintadas, em 1992, pedindo o impeachment do então presidente Fernando Collor.
2 - Convide os alunos da sua classe a idealizar e apresentar algumas alternativas para que o povo brasileiro passe a valorizar mais sua identidade de cidadão.
EncerramentoJá na primeira semana de setembro, organize uma mostra na qual os alunos de quinta a oitava série participem de uma hora cívica típica com hasteamento da bandeira e execução do Hino Nacional e organizem ainda uma exposição sobre "o valor de ser cidadão", com o material produzido durante o projeto.Quatro aulas com Duque EstradaPara muitos, o Hino Nacional não empolga os alunos por ter uma letra complexa, que exige esforço para ser entendida. A professora Laura Cristina de Paula acha que é isso que o torna atraente. "Além do desafio de entender o seu significado, a letra permite dar uma rica aula de Português", diz ela, que leciona para a sétima e oitava série da Escola Caio Pereira, em Recife (PE). Laura usou o livro O Hino Nacional Brasileiro (Aldo Pereira, 32 páginas, Grifo, tel. 021-240-7806, 3,50 reais) para elaborar sua aula.1ª aula 
Proponha à turma discutir o significado da palavra "hino". Deve ficar claro que o hino é feito para exaltar algo. Distribua a letra do hino. Junto com a classe, destaque as palavras menos comuns, como "penhor" e "clava". Peça para pesquisarem o significado no dicionário e formarem frases com elas.2ª aula
Passe para a compreensão do texto. Por que o autor usa um número tão grande de adjetivos? E o Riacho do Ipiranga, ele é tão importante assim? Se o Brasil for ameaçado, o que o texto diz que os brasileiros farão?3ª aula 
Apresente o hino na ordem direta (veja ao lado). Explique que na literatura muitas vezes a ordem natural das frases é mudada para chegar às rimas ou obedecer à métrica. Prove isso pedindo à classe para cantar o hino com a letra na ordem direta.
4ª aula
O hino está repleto de figuras de linguagem. Mostre-as para os alunos, mas peça que procurem outros exemplos. Entre as figuras de linguagem está a metonímia, que designa um objeto por outra palavra que tenha relação com ele. É o caso de "terra adorada", usada como sinônimo de "Brasil". A hipérbole, o exagero como artifício estilístico, está presente na expressão "entre outras mil". O "Ó Pátria amada" é uma apóstrofe, um apelo direto a um ser real ou fictício.
Duas letras do Hino Nacional 

Música de Francisco Manuel da Silva (1795-1865)Versos de Joaquim Osório Duque Estrada (1870-1927)
Autor de um livro sobre o Hino Nacional, o jornalista Aldo Pereira propõe que sua letra seja lida na ordem direta para uma melhor compreensão. Ele fez, também, um glossário com as palavras menos conhecidas

 A versão no original... 

Ouviram do Ipiranga as margens plácidas
De um povo heróico o brado retumbante,
E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos,
Brilhou no céu da Pátria nesse instante.

Se o penhor desta igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó Liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte!

Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!

Brasil, um sonho intenso, um raio vívido
De amor e de esperança à terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.


Terra adorada,
Entre outras mil,
És tu, Brasil,
Ó Pátria amada!

Dos filhos deste solo és mãe gentil,
Pátria amada, Brasil!

II

Deitado eternamente em berço esplêndido,
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras, ó Brasil, florão da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Do que a terra mais garrida
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
"Nossos bosques têm mais vida,"
"Nossa vida" no teu seio "mais amores".

Ó Pátria amada...

Brasil, de amor eterno seja símbolo
O lábaro que ostentas estrelado,
E diga o verde-louro dessa flâmula
Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte.

Terra adorada...Margens plácidas
"Plácida" significa serena, calma. Esse é o tom desses versos. Ao contrário do hino de outras nações, o nosso não fala em guerras
...e na ordem direta 

As margens plácidas do Ipiranga ouviram
brado retumbante de um povo heróico,
e, nesse instante, o sol da Liberdade
brilhou, em raios fúlgidos, no céu da Pátria.

Se conseguimos conquistar com braço forte
penhor desta igualdade,
em teu seio, ó Liberdade, o nosso peito
desafia a própria morte!

Ó Pátria amada,
idolatrada,
salve! salve!

Brasil, se a imagem do Cruzeiro resplandece
em teu céu formoso, risonho e límpido,
um sonho intenso, um raio vívido
de amor e de esperança desce à terra.

És belo, és forte, impávido colosso,
gigante pela própria natureza,
e o teu futuro espelha essa grandeza.

Ó Pátria amada,
Brasil, [apenas] tu,
entre outras mil [terras],
és terra adorada!

Pátria amada, Brasil,
és mãe gentil dos filhos deste solo!

II

Ó Brasil, florão da América,
deitado eternamente em berço esplêndido,
ao som do mar e à luz do céu profundo,
fulguras iluminado ao sol do Novo Mundo!

Teus campos lindos, risonhos, têm mais flores do que a terra mais garrida; [e assim como] "nossos bosques têm mais vida," [também] "nossa vida" no teu seio [tem] "mais amores".

Ó Pátria amada...

Brasil, o lábaro estrelado que ostentas
seja símbolo de amor eterno,
e o verde-louro dessa flâmula diga:
Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues a clava forte da justiça,
verás que um filho teu não foge à luta,
quem te adora não teme nem a própria morte.

Terra adorada...
Margens plácidas
"Plácida" significa serena, calma. Esse é o tom desses versos. Ao contrário do hino de outras nações, o nosso não fala em guerrasIpiranga 
É o riacho junto ao qual D. Pedro I teria proclamado a independência. O Ipiranga nasce junto ao zoológico da cidade de São Paulo
Brado retumbante 
Grito forte, que provoca eco
Penhor 
Usado de maneira figurada, "penhor desta igualdade" é a garantia, a segurança de que haverá liberdade
Imagem do Cruzeiro resplandece 
O "Cruzeiro" é a constelação do Cruzeiro do Sul, que brilha, ou resplandece, no céu
Impávido colosso
"Colosso" é o nome de uma estátua de enormes dimensões. Estar "impávido" é estar tranqüilo, calmoMãe gentilA "mãe gentil" é a pátria. Um país que ama e defende seus "filhos", os brasileiros, como qualquer mãeFlorão 
"Florão" é um ornato em forma de flor usado nas abóbadas de construções grandiosas. O Brasil seria o ponto mais importante e vistoso da América
Garrida 
Enfeitada, que chama a atenção pela beleza
Lábaro 
"Lábaro" era um antigo estandarte usado pelos romanos. Aqui é sinônimo de bandeira
Clava forte
Clava é um grande porrete, usado no combate corpo-a-corpo. No verso, significa mobilizar um exército, entrar em guerra c


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