sábado, 14 de junho de 2014

Este é o mote: vote. Luis Fernando Verissimo

“Talvez a esperança seja não a destruição de ônibus, a quebradeira de lojas, a insensatez desatada, mas o gesto mais simples, breve, transformador, desde que a gente saiba o que está fazendo: o ‘voto’” (Ilustração: Atômica Studio) PODEMOS SER MAIS DIGNOS? PODEMOS Lya Luft







Este é o mote: vote. Luis Fernando Verissimo 

Este é o mote: vote.
Estamos todos no mesmo bote.
Vote.
Escolha o menos fracote
e vote.
Já não se votou no Lott?
Pois vote.
Não anule nem faça trote.
Vote.
Pelas barbas do Quixote,
vote!
Não picote o papelote.
Vote.
Tire os nomes de um pote.
Ou do decote.
Mas vote.
Não passa na glote?
Não faz mal.
Vote.
Você preferia ficar em casa ouvindo o Concerto em Dó Maior de
Johann Gottfried Munthel para Orquestra, Baixo Contínuo e
Fagote?
Tomando um scotch?
Esquece.
Vote.
Vote em sacerdote,
Ou em hotentote.
Mas vote.
Vote me cocote.
(Mas não em iscariote.)
Mas vote.
Não fique aí pensando to be or not.
Vote!
E, se no fim faltar rima, não se apague.
Sufrague.

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