terça-feira, 29 de julho de 2014



UM SUJEITO DEIXOU O SEGUINTE TESTAMENTO

Um homem rico estava muito doente. Pediu papel e pena. Escreveu assim:

"Deixo meus bens à minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres".

Esqueceu de fazer a pontuação da frase e morreu deixando com ela uma grande pergunta sem resposta: A quem deixava ele sua fortuna?
Eram quatro concorrentes: O sobrinho, a irmã, o alfaiate e os pobres.

1) O sobrinho fez uma cópia e colocou a seguinte pontuação:
"Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres".

2) A irmã chegou em seguida. A pontuação dela foi assim:
- "Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres".

3) O alfaiate pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha dele:
"Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres".

4) Aí, chegaram os pobres da cidade. Um deles, muito esperto, fez esta interpretação:
"Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada! Aos pobres".

***   ***   ***

Deus nos dá a VIDA. Nós colocamos a pontuação...


Perguntas à língua portuguesa* Mia Couto*

 Venho brincar aqui no Português, a língua. Não aquela que outros embandeiram. Mas a língua nossa, essa que dá gosto a gente namorar e que nos faz a nós, moçambicanos, ficarmos mais Moçambique. Que outros pretendam cavalgar o assunto para fins de cadeira e poleiro pouco me acarreta.

Estamos, sim, amando o indomesticável, aderindo ao invisível, procurando os outros tempos deste tempo. Precisamos, sim, de senso incomum. Pois, das leis da língua, alguém sabe as certezas delas? Ponho as minhas irreticências. Veja-se, num sumário exemplo, perguntas que se podem colocar à língua:
Se pode dizer de um careca que tenha couro cabeludo?
No caso de alguém dormir com homem de raça branca é então que se aplica a expressão: passar a noite em branco?
• A diferença entre um ás no volante ou um asno volante é apenas de ordem fonética?
• O mato desconhecido é que é o anonimato?
• O pequeno viaduto é um abreviaduto?
• Como é que o mecânico faz amor? Mecanicamente.
• Quem vive numa encruzilhada é um encruzilhéu?
• Se diz do brado de bicho que não dispõe de vértebras: o invertebrado?
• Tristeza do boi vem de ele não se lembrar que bicho foi na última reencarnação. Pois se ele, em anterior vida, beneficiou de chifre o que está ocorrendo não é uma reencornação?
• O elefante que nunca viu mar, sempre vivendo no rio: devia ter marfim ou riofim?
• Onde se esgotou a água se deve dizer: "aquabou"?
• Não tendo sucedido em Maio mas em Março o que ele teve foi um desmaio ou um desmarço?
• Quando a paisagem é de admirar constrói-se um admiradouro?
• Mulher desdentada pode usar fio dental?
• A cascavel a quem saiu a casca fica só uma vel?
• As reservas de dinheiro são sempre finas. Será daí que vem o nome: "finanças"?
• Um tufão pequeno: um tufinho?
• O cavalo duplamente linchado é aquele que relincha?
• Em águas doces alguém se pode salpicar?
• Adulto pratica adultério. E um menor: será que pratica minoritério?
• Um viciado no jogo de bilhar pode contrair bilharziose?
• Um gordo, tipo barril, é um barrilgudo?
• Borboleta que insiste em ser ninfa: é ela a tal ninfomaníaca?
Brincadeiras, brincriações. E é coisa que não se termina. Lembro a camponesa da Zambézia. Eu falo português corta-mato, dizia. Sim, isso que ela fazia é, afinal, trabalho de todos nós. Colocámos essoutro português – o nosso português – na travessia dos matos, fizemos com que ele se descalçasse pelos atalhos da savana.
Nesse caminho lhe fomos somando colorações. Devolvemos cores que dela haviam sido desbotadas – o racionalismo trabalha que nem lixívia. Urge ainda adicionar-lhe músicas e enfeites, somar-lhe o volume da superstição e a graça da dança. É urgente recuperar brilhos antigos. Devolver a estrela ao planeta dormente.
* Texto escrito especialmente para o Ciberdúvidas.

O Teatro Mágico DVD - 01 Sintaxe à vontade

Vírgula

Vai Crasear







Se vou ‘a’, volto ‘da’, crase haverá,

Se vou ‘a’, volto ‘de’, crase para quê?”

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Metáfora e pontuação em textos literários

AH, AS METÁFORAS !
ELAS NOS ELEVAM ÀS ESTRELAS.
FAZEM DE UM HOMEM UM LEÃO,
DE UMA MULHER, 
UMA FLOR.
SEM MENTIR POR OBRA E GRAÇA
DA IMAGINAÇÂO

Ponto de partida

Entregue aos alunos uma folha com o poema "Questão de pontuação", de João Cabral de Melo Neto. Faça a leitura do poema em voz alta.
Questão de pontuação
Todo mundo aceita que ao homem
cabe pontuar a própria vida:
que viva em ponto de exclamação
(dizem: tem alma dionisíaca);


viva em ponto de interrogação
(foi filosofia, ora é poesia);
viva equilibrando-se entre vírgulas
e sem pontuação (na política):


o homem só não aceita do homem
que use a só pontuação fatal:
que use, na frase que ele vive,
o inevitável ponto final.
MELO NETO, João Cabral de. Museu de tudo e depois.
Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1988, p. 146

Objetivos

1) Levar o aluno a identificar a metáfora em textos poéticos.
2) Desenvolver no aluno a habilidade de reconhecer o emprego da pontuação.
3) Mostrar aos alunos que o estudo gramatical não é um fim em si mesmo, e que está, por exemplo, relacionado aos estudos literários, pois o emprego que fazemos de certas regras gramaticais deve-se ao fato de explorarmos, na expressividade da língua, os recursos estilísticos do texto.

Estratégias

1) Mostre aos alunos que o poeta estabelece uma relação entre a vida e a pontuação. ("Todo mundo aceita que ao homem / cabe pontuar a própria vida".)
2) Explique para os alunos que o poeta utiliza os sinais de pontuação como metáforas de comportamentos ou atitudes humanas, ou seja, para o eu lírico cabe ao homem escolher como agir ou reagir diante das diferentes situações da vida: que ele se encante e se espante (viva em ponto de exclamação); que se questione sempre sobre o que vive ou presencia (viva em ponto de interrogação); que viva oscilando e, muitas vezes, que não tome partido, quando se trata de questões políticas.
3) Peça aos alunos que reflitam e respondam o que, no contexto do poema, nos dois versos finais do texto, significam "frase" e "o inevitável ponto final"?
4) Mostre ao alunos, no verso "(dizem: tem alma dionisíaca)", o sentido que os dois pontos expressam. Ou seja, explique a eles que a afirmação feita é reprodução do discurso de outras pessoas, e não, necessariamente, o que o eu lírico acredita ou assume como sua opinião a respeito do homem.

Comentários

Esse é não apenas um ótimo exercício para se trabalhar com figuras de linguagem e gramática, em sala de aula. É, antes de tudo, uma forma de demonstrar que os estudos de língua e literatura não são segmentos estanques e dicotômicos na prática diária do ensino-aprendizagem da língua portuguesa.
Jorge Viana de Moraes
é professor universitário em cursos de graduação e pós-graduação na área de Letras. Atualmente, mestrando em Língua Portuguesa e Filologia pela U

Dinâmicas para aulas de Língua Portuguesa


 Produção textual: TEXTO NARRATIVO

CRIAÇÃO DE TEXTO


A palavra tem grande poder sugestivo. Pense ,por exemplo,na palavra “Fogo”. Ela pode sugerir muitas coisas,sejam positivas ou negativas:

TEMPESTADE DE IDÉIAS

Escreva,para cada palavra da relação abaixo tudo o que ela pode sugerir. No mínimo, doze palavras que vierem à sua mente. Faça isso rapidamente. Use sua criatividade.

a) Vento


b) Solidão


c) Amizade


d) Amor



e) sol


f) Esperança.
 Depois desse exercício, você terá facilidade para produzir uma poesia. Agora, escolha uma das palavras que foram dadas e crie uma poesia , aproveitando as múltiplas significações que ela pode adquirir.Veja um modelo com a palavra fogo.
FOGO DA PAIXÃO

O fogo da paixão

queima-me por dentro

sinto dor, amor,ânimo,tristeza

sentimentos contraditórios

convivendo no mesmo peito.

Dá vida...

Depois destrói.

Da luz surge a escuridão

No fim?

Solidão.


Crucificar Monteiro Lobato? Lya Luft

Crucificar Monteiro Lobato? Revista VEJA
Edição 2190 - 10 de novembro de 2010

"Que não comece entre nós, banindo um livro infantil do mais brasileiro dos nossos escritores, uma onda do mal, uma nova caça às bruxas, marca de vergonha para nós"

No curso de uma vida somos submetidos a muita insensatez e muita tolice. Nem tudo é Mozart ou Leonardo da Vinci, carinho de amigos e filhos, abraço da pessoa amada. Então, a gente vai ficando calejado, para não expor demais a alma como alguém a quem retiraram a pele, e a quem a mais leve, mais doce brisa parece um fogo cruel. Pois nestes dias me deparo na imprensa com algo que rompeu minhas defesas e me fez duvidar do que estava lendo. Reli, mais de uma vez, em mais de um jornal, e ali estava: querem banir das escolas um livro (logo serão todos, logo serão de muitos autores, não importa por que motivo for) de Monteiro Lobato, porque alegadamente contem alusões racistas.

Ora, gente, eu fui nutrida, minha alma foi alimentada, com duas literaturas na infância: os contos de fadas de Andersen e dos irmãos Grimm, e Monteiro Lobato. Duas culturas aparentemente antípodas, mas que se completavam lindamente. Narizinho e Pedrinho moravam no meu quintal. Emília era meu ídolo, irreverente e engraçada. Dona Benta se parecia com uma de minhas avós, e tia Nastácia era meu sonho de bondade e aconchego. Eu me identificava mais com elas do que com as princesas e fadas dos antiquíssimos contos nórdicos, porque jabuticaba, bolinho, bichos e alegria eram muito mais próximos de mim do que as melancólicas histórias de fadas e bruxas — raiz da minha ficção.

Toda essa introdução é para pedir às autoridades competentes: pelo amor de Deus, da educação e das crianças, e da alma brasileira, não comecem a mexer com nossos autores sob essa desculpa malévola de menções a racismo. Essa semente terá frutos podres: vamos canibalescamente nos devorar a nós mesmos, à nossa cultura, à nossa maneira de convivência entre as etnias.

Com esse perigosíssimo precedente, vamos começar a “limpar”, isto é, deformar, muitos livros. Japoneses, árabes, alemães, italianos, poloneses, índios e negros (ou não posso mais usar essa palavra?) sofrem ou podem sofrer ataques racistas. Isso é motivo de penalidades da lei para os racistas, se for o caso. Racismo dói, eu sei disso. Quando menina, certa vez um grupo de crianças nem louras nem de olhos azuis me cercou no pátio da escola, e elas dançavam ao meu redor cantando “alemão batata come queijo com barata”. Não gostei. Doeu-me. Hoje acho graça: na hora não foi engraçado.

Mas por isso vamos cavoucar em livros de história e banir os autores — o que só se admite em casos claros de repugnante racismo, não importa contra que raça for, diga-se de passagem? Essa planta rasteira, que vai contaminar nossa cultura, tem de ser cortada pela raiz. Ou a caça às bruxas vai se disseminar feito peste, pois é uma peste, iniciando um processo multiplicador de maldades comandadas por inveja, ou seja o que for, destruir obras, vidas, memórias, e atacar sobretudo as almas infantis como insetos daninhos. Não permitam isso, autoridades responsáveis e competentes: uma vez iniciado, esse processo não terá fim.

O politicamente correto pode ser perigoso e hipócrita. Os meus olhos azuis, como os de um de meus filhos, e os olhos escuros dos outros dois, como os oblíquos dos japoneses e os olhos pretos dos árabes, são todos da família humana, muito maior e mais importante do que suas divisões raciais.

Nem comecem a dar ouvidos a essas buscas mesquinhas por culpados a ser jogados na fogueira: livros queimados foram um dos índices sinistros — ao qual nem todos deram a devida importância — da loucura nazista. Muita tragédia começa parecendo natural e desimportante: no início, achava-se Hitler um palhaço frustrado. Deu no que deu, e manchará a humanidade pelos tempos sem fim.

Que não comece entre nós, banindo um livro infantil de Monteiro Lobato, o mais brasileiro dos nossos escritores: será uma onda do mal, uma nova caça às bruxas, marca de vergonha para nós. Não combina conosco. Não combina com um dos lugares nesta conflitada e complicada Terra onde as etnias e culturas ainda convivem melhor, apesar dos problemas — devidos em geral à desinformação e à imaturidade: o Brasil.

 

terça-feira, 15 de julho de 2014

"A gentileza e a amizade são sempre mais fortes que a fúria e a força."

O SOL E O VENTO














 O sol e o vento discutiam sobre qual dos dois era mais forte.O vento disse:
- Provarei que sou o mais forte.

Vê aquela mulher que vem lá embaixo com um lenço azul no pescoço?
Aposto como posso fazer com que ela tire o lenço mais depressa do que você.

O sol aceitou a aposta e recolheu-se atrás de uma nuvem.

O vento começou a soprar até quase se tornar um furacão, mas quanto mais ele soprava,
mais a mulher segurava o lenço junto a si.

Finalmente, o vento acalmou-se e desistiu de soprar.

Logo após, o sol saiu de trás da nuvem e sorriu bondosamente para a mulher.

Imediatamente ela esfregou o rosto e tirou o lenço do pescoço.

O sol disse, então, ao vento:

- Lembre-se disso:

"A gentileza e a amizade são sempre mais fortes que a fúria e a força."

(Desconheço o Autor)

sexta-feira, 11 de julho de 2014

 Neologismo Matheus Rocha

Se formos convenientes, seremos expostos em museus tipo a Monalisa. Se formos dispensáveis, talvez sejamos como aqueles bonecos-palito que desenhamos quando o tédio bate.

Mas não tem nada não. Uma das melhores qualidades do mundo é girar. Sempre assim, um dia após o outro. Uma semana após a outra. Um amor e um rei do próprio umbigo, após o outro. Não é a primeira vez que nos encontramos na esquina da vida, com certeza não será a última. Mas dessa vez é diferente. Eu estou indo embora. Indo embora de uma história que teria tudo pra ser bela, se os atores coadjuvantes fossem menos egoístas e os nossos corações menos necessitados.  Nossas palavras têm força. Nossos olhos, como diz os ditos populares, secam pimenteiras. É extremamente complicado viver todos os dias tentando agradar as nossas imagens pintadas por outras pessoas. É extremamente desgastante ter que atuar em papeis criados para você sem o seu consentimento. É extremamente irritante ver que por mais força para ser sincero com o seu ser real, sua imagem seja deturpada. Seja, má interpretada. Cansa tentar desmistificar quem somos, para quem não faz o menor esforço para entender. O problema das pessoas que nos cercam, é a preguiça de entender e a facilidade estonteante de falar com uma falsa propriedade sobre algo que nem de longe eles sonham saber. Se formos dispensáveis, talvez sejamos como aqueles bonecos-palito que desenhamos quando o tédio bate. Se formos convenientes, seremos expostos em museus tipo a Monalisa. Se formos dispensáveis, talvez sejamos como aqueles bonecos-palito que desenhamos quando o tédio bate.    " (Matheus Rocha) Matheus Rocha Neologismo


quarta-feira, 2 de julho de 2014

TUDO SOBRE O TRÃNSITO REVISTA MUNDO JOVEM

ARTIGOS

Artigos

http://www.mundojovem.com.br/artigos/parados-no-transito-o-que-podemos-fazer

Trânsito: a vida em primeiro lugar

http://www.mundojovem.com.br/artigos/transito-a-vida-em-primeiro-lugar Transito: A VIDA EM PRIMEIRO LUGAR

 DINAMICAS
http://www.mundojovem.com.br/dinamicas/transito DINÃMICAS

Materiais Complementares
http://www.mundojovem.com.br/materiais-complementares/transito MATERIAIS COMPLEMENTARES


Poesias e poemas

http://www.mundojovem.com.br/poesias-poemas/transito POESIAS E POEMAS

Semana do Trânsito

http://www.mundojovem.com.br/datas-comemorativas/semana-do-transito SEMANA DO TRÃNSITO