terça-feira, 9 de setembro de 2014

CONSTITUIÇAO DO BRASIL


1822 O caminho da Independência do Brasil

Entenda neste especial desenvolvido por Laurentino Gomes os fatos que desencadearam a Independência brasileira




DESAFIO : QUAL É O OBJETO DO POEMA DESCRITIVO?


Sou macio: muito gostoso.
Para alguns, supérfluo; para quase todas, essencial.
Brilho nas festas em ocasiões formais.
Sou demais !
Poliglota, cosmopolita e polivalente.
Quem não mente ?
Mas não é a mente meu território,
Fico em áreas mais expostas,
Dispostas, compostas, supostas.
Sou barato, posso ser caro .
Não tenho vida longa .
É no amor que me acabo.


( Marilena Carvalho Araújo)

O QUE É, O QUE É ?

Uma Mente Brilhante





John Nash (Russell Crowe) é um gênio da matemática que, aos 21 anos, formulou um teorema que provou sua genialidade e o tornou aclamado no meio onde atuava. Mas aos poucos o belo e arrogante John Nash se transforma em um sofrido e atormentado homem, que chega até mesmo a ser diagnosticado como esquizofrênico pelos médicos que o tratam. Porém, após anos de luta para se recuperar, ele consegue retornar à sociedade e acaba sendo premiado com o Nobel.


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

metafora





Metáfora

Gilberto Gil

Uma lata existe para conter algo
Mas quando o poeta diz: "Lata"
Pode estar querendo dizer o incontível
Uma meta existe para ser um alvo
Mas quando o poeta diz: "Meta"
Pode estar querendo dizer o inatingível
Por isso, não se meta a exigir do poeta
Que determine o conteúdo em sua lata
Na lata do poeta tudonada cabe
Pois ao poeta cabe fazer
Com que na lata venha caber
O incabível
Deixe a meta do poeta, não discuta
Deixe a sua meta fora da disputa
Meta dentro e fora, lata absoluta
Deixe-a simplesmente metáfora
MÚSICA: Palavras  Sérgio Britto e Marcelo Fromer

Palavras não são más
Palavras não são quentes
Palavras são iguais
Sendo diferentes
Palavras não são frias
Palavras não são boas
Os números pra os dias
E os nomes pra as pessoas
Palavras eu preciso
Preciso com urgência
Palavras que se usem
Em casos de emergência
Dizer o que se sente
Cumprir uma sentença
Palavras que se diz
Se diz e não se pensa
Palavras não têm cor
Palavras não tem culpa
Palavras de amor
Pra pedir desculpas
Palavras doentias
Palavras rasgadas
Palavras que se curam
Certas ou erradas
Palavras são sombras
As sombras viram jogos
Palavras pra brincar
Brinquedos quebram logo
Palavras pra esquecer
Versos que repito
Palavras pra dizer
De novo o que foi dito
Todas as folhas em branco
Todos os livros fechados
Tudo com todas as letras
Nada de novo debaixo do sol.

domingo, 7 de setembro de 2014

VOCÊ SABIA ?



VOCÊ SABE EM QUE CLÁSSICOS DA LITERATURA A AUTORA Stephenie Meyer SE INSPIROU PARA ESCREVER CADA UM DE SEUS BEST-SELLERS ?

CREPÚSCULO - ORGULHO E PRECONCEITO , de Jane Austen
LUA NOVA - em ROMEU JULIETA de William Shakespeare
ECLIPSE - O MORRO DOS VENTOS UIVANTES, de Emly BRONTE
AMANHECER - O MERCADOR DE VENEZA e SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO, de Willliam Shakespeare.

HÁ QUEM PENSE QUE ADAPTAÇÔES E RELEITURAS SÃO UM OBSTÁCULO Á FORMAÇÂO DE NOVOS LEITORES : VICIADOS EM VERSÕES MAIS DIREGÍVEIS, ELES NUNCA SE INTERESSARIAM PELAS OBRAS ORIGINAIS. OUTROS ACREDITAM QUE ESSA PONTE CRIADA PELOS BEST-SELLERS E BLOCKBUSTERS PODE DESPERTAR A CURIOSIDADE DOS JOVENS PARA A LEITURA. É UMA QUESTÃO QUE TEM MERECIDO A ATENÇÂO DE PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS COM A EDUCAÇÂO DE ADOLESCÊNTES : A ADAPTAÇÃO DE CLÁSSICOS DA LITERATURA PARA O CINEMA PARA OS QUADRINHOS forma ou deforma os futuros leitores ?

Do livro Novas Palavras de Emilia Amaral /Mauro Ferreira / Ricardo Leite / Severino Antonio. 2013
  

Pro Dia Nascer Feliz - completo

Hino Nacional - com letra




OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS PLÀCIDAS  / DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE  Osório Duque Estrada Francisco Manuel da
Silva

A identificação do Sujeito da oração, como vimos, é
fundamental para a compreensão adequada do conteúdo de um enunciado. Considere,
por exemplo estes famosos versos acima:
Será, que, ao cantá-lo, você sabe exatamente o que eles
estão dizendo ?
Esse trecho é constituído por uma única oração, que está na
ordem indireta. Mas, afinal, qual é SUJEITO de OUVIRAM ?
O fato de o verbo iniciar a oração e apresentar-se na 3ª. Pessoa
do plural pode induzir o leitor a pensar que o sujeito será INDETERMINADO:
Quem  OUVIU  ? Sei lá ! OUVIRAM ( e pronto ).
Mas . . . será que o SUJEITO não seria “ UM POVO HERÓICO ? “
Essa hipótese será facilmente descartada se observarmos que
esse termo está precedido por preposição
“ DE “ e se levarmos em conta que o sujeito, por ser um elemento
sintático independente na estrutura da oração, não pode ter seu NÙCLEO
precedido de PREPOSIÇÂO.. Além disso, se “ UM POVO HERÓICO “ ( termo no
singular ) fosse o SUJEITO, obviamente exigiria o verbo no SINGULAR, e não no
PLURAL.
O que dificulta entender essa oração é a forte INVERSÂO de
seus termos . INVERSÕES  como a desse
trecho são constantes ao longo de toda a letra do HINO NACIONAL e eram
característica do PARNASIANISMO quando, em 1909, Osório Duque Estrada começou a
compor o poema – HINO NACIONAL BRASILEIRO.
Se reordenarmos os termos dos dois versos, transpondo a
ORAÇÂO  para a ORDEM DIRETA, teremos :
“” AS MARGENS PLÁCIDAS DO IPIRANGA OUVIRAM / O BRADO
RETUMBANTE DE UM POVO HERÓICO “”
Assim fica fácil, não é mesmo ? O SUJEITO é “” AS MARGENS
PLÁCIDAS DO IPIRANGA “, o que exige a CONCORDÂNCIA VERBAL no PLURAL : ELAS
OUVIRAM O BRADO RETUMBANTE DE UM POVO HERÓICO.
O autor empregou, nesse trecho, uma PERSONIFICAÇÂO, (  figura de linguagem por meio da qual atribui
a um ser inanimado  “ AS MARGENS DO
RIACHO IPIRANGA” , uma característica de seres vivos : A CAPACIDADE DE OUVIR.
Para concluir esta análise, responda : se o “” AS “”apresentasse
o acento indicativo de crase, o que mudaria na estrutura sintática e no sentido
desses versos ?
RESPOSTA =  “” ÀS
MARGENS PLÀCIDAS DO IPIRANGA “” indicaria um LUGAR ( adjunto adverbial de lugar
) = nas margens plácidas do Ipiranga, e o SUJEITO seria INDETERMINADO, com
VERBO na 3ª. Pessoa do PLURAL . O sentido seria
“” Alguém, [  não identificado ]
ouviu, nas margens plácidas do Ipiranga , o brado retumbante de um povo heroico.
Livro Novas Palavras Emília Amaral/ Mauro Ferreira / Ricardo
Leite ? Severino Antônio 2013







FICHA DE LEITURA FÍLMICA

1 – Cinemateca ( Análise externa ) :

Título
Local
Ano
Direção
Produção
Duração

2 -  Contexto Histórico:

Época / Tempo / Período
Lugar e paisagem da representação
Civilidade / Sociedade / Classe social retratada
Relaçaõ da Direção / Produção com o próprio filme

3 -  Questões temática  ( Análise Interna )

Sinopse da História
Aspectos Históricos relevantes
Relação do filme com outras leituras ( textos em estudos literários e outros filmes )
Questões a serem levantadas
Propostas de atividades de síntese para o grupo





Filme: Independência ou Morte - 1972





Independência ou Morte, filme de 1972 dirigido por Carlos Coimbra, comemorativo dos 150 anos da Independência do Brasil. Apresenta uma visão mítica da Independência, alimentando um ideal nacionalista heróico.

..PARABÈNS Ó BRASILEIROS!!!

Dinâmica do arco-íris

  “Certo dia aconteceu uma grande festa na floresta da amizade, onde o rei convidou todas as cores para participar. Foi um dia de muita alegria! Todas 
as cores compareceram e exibiram os seus balões para lá e para cá. Em seguida, 
todas as cores olharam umas para as outras e falaram bem alto: “Boa tarde!”.
O azul deu um passe à frente e exclamou: “sejam todos bem-vindos!”, e 
todas as cores responderam: “Muito obrigado!”.
Em seguida, o branco, com a sua mania de paz e fortaleza, distribuiu
apertos de mãos aos que estavam presentes.
O amarelo, que não queria ficar por baixo, pediu a toda a turma:
“abracem uns aos outros!” e todos se abraçaram.
O vermelho, que é cor de fervor, convidou a sorrir aquele que estava
mais próximo, e todos sorriram.
A cor róseo também queria participar e sugeriu aos que estavam
presentes: “Procurem alguém no grupo que está com roupa da mesma cor da sua
para dar um abraço”. Foi um corre-corre daquele e, de repente, lá vem uma grande
tempestade, o vento soprava e soprava e todas as cores começaram a balançar. E
o azul voltou a se pronunciar e disse: “Estamos aqui para participar...”.
O amarelo disse: “Portanto, sintam-se todos à vontade e tirem bom
proveito”. O vermelho adiantou: “O que é protagonismo juvenil?”. O verde
completou: “Vamos descobrir”. O amarelo falou: “queremos saber tudo”. E o
azul concluiu: “Vamos agir”.
A partir da proposta acima, os educadores podem se reunir, dividir-se em
grupos por cores e iniciar a dinâmica.
Cada grupo, ao se manifestar, deve explanar o significado prático da participação
de cada grupo/cor em relação à dinâmica da escola.
No final, pode-se relacionar o tipo de protagonismo dos educadores com o
protagonismo juvenil.

(dinâmica construída pela comissão dos protagonistas da REMAR)
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/materiais/0000016937.pdf

sexta-feira, 5 de setembro de 2014





Comentando:
1) O poema começa com uma paráfrase do provérbio “uma andorinha sozinha não faz verão”.
2) “Tecer”, “abrir”, “começar”, “costurar”, “pintar”, “unir”, “fiar” e “entrelaçar”, são os verbos que dão o sentido de uma "tecimento" coletivo de muitos autores anônimos.
3) A metáfora mais saliente parece estar ligada a "tecer". Tecido por todos, ganha forma e construe a tenda para todos, (para se abrigar do sol?).
4) Na 1ª estrofe a presença de “galo/galos” está presente em todos os versos, exceto nos versos 3, 6, 9 (múltiplos de 3? ), inclusive produzindo as rimas finais colabora na construção de sentido de movimento, de construção do tecido, “um grito de galo” que vai passando de um a outro, tecendo a manhã (amanhã ?).
5) Meus preferidos: “ se cruzem / os fios de sol de seus gritos de galo”; " se erguendo tenda, onde entrem todos"; "se entretendendo para todos".
6) Neologismo: “entretendendo”. Divertir fazendo tendas?
7) O poema é composto por 120 palavras, das quais 7 palavras são "galo(s)". Repete a palavra "todos" 4 vezes, "manhã" e "toldo" 2.
8) Há 484 caracteres no poema, dos quais 31 são a letra "t". Somente o verso 14 não possui "t": "(a manhã) que plana livre de armação" [o amahã sem tramas?].
9) Repete o letra "g" 12 vezes espontaneamente, no entanto, a repetição da letra "t" parece intencional.
10) A palavra "outros" é repetida 6 vezes na 1ª estrofe. A construção do "tecido" depende dos outros.
11) Ele não usa o "canto" do galo, mas o "grito" do galo. Grito evoca alerta, protesto (principalmente da vítima), greves e levantes.

12) O galo é retratado como o trabalhador que constrói o futuro, a tenda protetora.

13) Estaria o poeta sonhando com um futuro construido por todos, livremente, para todos, isento de "armações", maracutaias e intrigas. Um mundo verdadeiramnete socialista?

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Capitu - Luiz Tatit




TRABALHANDO A MÚSICA CAPITU  de  Luiz
Tatit 

1 . Em seu texto, Luiz Tatit faz uma leitura bastante contemporânea
desse personagem machadiano. Qual é o principal elemento da letra da canção que
aponta para a “ atualização” de CAPITU ?
2 . Identifique no texto palavras ou versos que fazem
referência direta ao modo como CAPITU é caracterizada no romance ?
3 . Segundo a letra da canção, qual seria o endereço eletrônico
de CAPITU ?
4 . Explique a ambiguidade presente no verso “ Você real é
ainda mais tocante”.
5 . Localize os versos que fazem referência aos “ OLHOS DE
RESSACA “ da personagem.
6 . O texto é bastante rico em repetições, assonâncias e
aliterações, que enfatizam os sentidos das ideias expressas. Escolha um verso
que apresenta um desses recursos sonoros e comente-os.
7 . De que passagem do texto você mais gostou ? Justifique
sua resposta.
8 . Sugiro que pode fazer um Desfile com a música, com a
aluna caracterizada de CAPITU.

UM TEXTO SÓ COM VERBOS ?

Como se conjuga um empresário  

 Acordou. Levantou-se. Aprontou-se. Lavou-se. Barbeou-se. Enxugou-se. Perfumou-se. Lanchou. Escovou. Abraçou. Beijou. Saiu. Entrou. Cumprimentou. Orientou. Controlou. Advertiu. Chegou. Desceu. Subiu. Entrou. Cumprimentou. Assentou-se. Preparou-se. Examinou. Leu. Convocou. Leu. Comentou. Interrompeu. Leu. Despachou. Conferiu. Vendeu. Vendeu. Ganhou. Ganhou. Ganhou. Lucrou. Lucrou. Lucrou. Lesou. Explorou. Escondeu. Burlou. Safou-se. Comprou. Vendeu. Assinou. Sacou. Depositou. Depositou. Depositou. Associou-se. Vendeu-se. Entregou. Sacou. Depositou. Despachou. Repreendeu. Suspendeu. Demitiu. Negou. Explorou. Desconfiou. Vigiou. Ordenou. Telefonou. Despachou. Esperou. Chegou. Vendeu. Lucrou. Lesou. Demitiu. Convocou. Elogiou. Bolinou. Estimulou. Beijou. Convidou. Saiu. Chegou. Despiu-se. Abraçou. Deitou-se. Mexeu. Gemeu. Fungou. Babou. Antecipou. Frustrou. Virou-se. Relaxou-se. Envergonhou-se. Presenteou. Saiu. Despiu-se. Dirigiu-se. Chegou. Beijou. Negou. Lamentou. Justificou-se. Dormiu. Roncou. Sonhou. Sobressaltou-se. Acordou. Preocupou-se. Temeu. Suou. Ansiou. Tentou. Despertou. Insistiu. Irritou-se. Temeu. Levantou. Apanhou. Rasgou. Engoliu. Bebeu. Rasgou. Engoliu. Bebeu. Dormiu. Dormiu. Dormiu. Acordou. Levantou-se. Aprontou-se .

MIMO.Como se conjuga um empresário. In: PINILIA, Aparecida; RIGONI, Cristina;INDIANI,Maria Thereza. Coesão e coerência como mecanismo para a construção do texto.



TRABALHANDO O TEXTO “ COMO SE CONJUGA UM EMPRESÁRIO “

 1- O texto de Mino , formulado apenas com verbos no passado ( pretérito perfeito), oferece um panorama completo de como transcorre o dia de um empres[ário . Indique, de modo geral, o que faz esse homem ao longo do dia ( por exemplo, acorda, sai para o trabalho , etc. ).
2- Ao longo do texto, há a repetição, em sequencia, de alguns verbos .Identifique essas repetições e indique o efeito de sentido produzido pelo uso desse recurso.
3- Releia os três primeiros e os três últimos verbos do texto. O que sugere a sua repetição associada ao uso de reticências ?
4 – A visão do “ empresário” transmitida pelo texto é positiva ou negativa. Justifique sua resposta.
5 – Comente como é construída a ironia no título do texto .
6 – Observe as formas verbais pronominalizadas no texto. Identifique aquelas que contribuem para a construção da imagem do empresário.