quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

FELIZ OLHAR NOVO PARA O ANO NOVO QUE SE INICIARÁ ........



 O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da sua história.

"O grande lance é viver cada momento como se a receita de felicidade fosse o AQUI e o AGORA.
Claro que a vida prega peças.
É lógico que, por vezes, o pneu fura, chove demais..., mas, pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho?
Quero viver bem!
Este ano que passou foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões.
Normal. As vezes a gente espera demais das pessoas. Normal: A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou. Normal.
O ano que vai entrar vai ser diferente.
Muda o ano, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí?
Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança?
O que desejo para todos é sabedoria! E que todos saibamos transformar tudo em boa experiência! Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim... Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passe-o para a categoria 3. Ou mude-o de classe, transforme-o em colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém.
O nosso desejo não se realizou? Beleza, não estava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de um lance que eu adoro): CUIDADO COM SEUS DESEJOS, ELES PODEM SE TORNAR REALIDADE.
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano.
Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam bem diferentes.
Desejo para todo mundo esse olhar especial.
O ano que vai entrar pode ser um ano especial, muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos e dermos a volta nisso. Somos fracos, mas podemos melhorar.
Somos egoístas, mas podemos entender o outro.
O ano que vai entrar pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, espetacular... ou... Pode ser puro orgulho! Depende de mim, de você! Pode ser. E que seja!!!
Feliz olhar novo!!!
Que o ano que se inicia seja do tamanho que você fizer.
Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensarmos tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!
"
Autor: Carlos Drummond de Andrade
FELIZ ANO NOVO









segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Tão atual !! Lira Itabirana”, Carlos Drummond de Andrade, 1984


QUANTOS AIS ! ( Quanta dor! Quando sofrimento ! Quantas saudades dos entes que se foram! Quanta saudade daquele rio doce, cheio de espécies, cheio de vida! )
A DIVIDA ETERNA... ( Tão eterna que nada apagará tanta saudade, tanta destruição, tantos resquícios de lembrança . . . )
QUANTAS LÁGRIMAS DISFARÇAMOS SEM BERRO ! ( Quantas e quantas vezes, queremos gritar ao mundo que algo está errado.... queremos berrar para que se faça ouvir nossos clamores diante das coisas erradas ... entretanto, muitas vezes, o silêncio é a melhor arma..... )
“Lira Itabirana”,
Carlos Drummond de Andrade, 1984

terça-feira, 27 de outubro de 2015

A HUMANIZAÇÂO DE BALEIA. GENIAL !!



A HUMANIZAÇÂO DE BALEIA. GENIAL !!

"""Examinou o terreiro, viu Baleia coçando-se a esfregar as peladuras no pé de turco, levou a espingarda ao rosto. A cachorra espiou o dono desconfiada, enroscou-se no tronco e foi-se desviando, até ficar no outro lado da árvore, agachada e arisca, mostrando apenas as pupilas negras. Aborrecido com esta manobra, Fabiano saltou a janela, esgueirou-se ao longo da cerca do curral, deteve-se no mourão do canto e levou de novo a arma ao rosto. Como o animal estivesse de frente e não apresentasse bom alvo, adiantou-se mais alguns passos. Ao chegar às catingueiras, modificou a pontaria e puxou o gatilho. A carga alcançou os quartos traseiros e inutilizou uma perna de Baleia, que se pôs a latir desesperadamente.
Ouvindo o tiro e os latidos, sinha Vitória pegou-se à Virgem Maria e os meninos rolaram na cama, chorando alto. Fabiano recolheu-se.
E Baleia fugiu precipitada, rodeou o barreiro, entrou no quintalzinho da esquerda, passou rente aos craveiros e às panelas de losna, meteu-se por um buraco da cerca e ganhou o pátio, correndo em três pés. Dirigiu-se ao copiar, mas temeu encontrar Fabiano e afastou-se para o chiqueiro das cabras. Demorou-se aí um instante, meio desorientada, saiu depois sem destino, aos pulos.
Defronte do carro de bois faltou-lhe a perna traseira. E, perdendo muito sangue, andou como gente, em dois pés, arrastando com dificuldade a parte posterior do corpo. Quis recuar e esconder-se debaixo do carro, mas teve medo da roda.
Encaminhou-se aos juazeiros. Sob a raiz de um deles havia uma barroca macia e funda. Gostava de espojar-se ali: cobria-se de poeira, evitava as moscas e os mosquitos, e quando se levantava, tinha folhas secas e gravetos colados às feridas, era um bicho diferente dos outros.
Caiu antes de alcançar essa cova arredada. Tentou erguer-se, endireitou a cabeça e estirou as pernas dianteiras, mas o resto do corpo ficou deitado de banda. Nesta posição torcida, mexeu-se a custo, agarrando-se nos seixos miúdos. Afinal esmoreceu e aquietou-se junto às pedras onde os meninos jogavam cobras mortas.
Uma sede horrível queimava-lhe a garganta. Procurou ver as pernas e não as distinguiu: um nevoeiro impedia-lhe a visão. Pôs-se a latir e desejou morder Fabiano. Realmente não latia: uivava baixinho, e os uivos iam diminuindo, tornavam-se quase imperceptíveis. (…)
Abriu os olhos a custo. Agora havia uma grande escuridão, com certeza o sol desaparecera.
Os chocalhos das cabras tilintaram para os lados do rio, o fartum do chiqueiro espalhou-se pela vizinhança.
Baleia assustou-se. Que faziam aqueles animais soltos de noite? A obrigação dela era levantar-se, conduzi-los ao bebedouro. Franziu as ventas, procurando distinguir os meninos. Estranhou a ausência deles.
Não se lembrava de Fabiano. Tinha havido um desastre, mas Baleia não atribuía a esse desastre a impotência em que se achava nem percebia que estava livre de responsabilidades. Uma angústia apertou-lhe o pequeno coração. Precisava vigiar as cabras: àquela hora cheiros de suçuarana deviam andar pelas ribanceiras, rondar as moitas afastadas. Felizmente os meninos dormiam na esteira, por baixo do caritó onde sinha Vitória guardava o cachimbo. (…)
Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.
Vidas Secas, Graciliano Ramos, 1938.
 há 3 anos hoje

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Anjos Da Guarda - Leci Brandão

Professores 

Protetores das crianças do meu país 
Eu queria, gostaria 
De um discurso bem mais feliz 
Porque tudo é educação 
É matéria de todo o tempo 
Ensinem a quem sabe tudo 
A entregar o conhecimento 
Na sala de aula 
É que se forma um cidadão 
Na sala de aula 
Que se muda uma nação 
Na sala de aula 
Não há idade, nem cor 
Por isso aceite e respeite 
O meu professor 
Batam palmas pra ele 
Batam palmas pra ele 
Batam palmas pra ele 

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

SOMOS PROFESSORES ,EDUCADORES OU CONSTRUIDORES DE SONHOS ???? ( Augusto Cury )

 
“Somos professores? Muito mais!
Somos educadores? Mais ainda!
Somos vendedores de sonhos!
Vendemos sonhos para o abatido se animar,
Para o tímido ousar, o ansioso se tranqüilizar,
Para o poeta se inspirar e para o pensador criticar e criar.
Sem sonhos, somos servos!
Sem sonhos, obedecemos ordens!
Que vocês, nossas Professoras, sejam grandes sonhadoras!
E se sonharem, não tenham medo de caminhar!
E se caminharem, não tenham medo de tropeçar!
E se tropeçarem, não tenham medo de chorar.
Levantem-se, pois não há caminhos sem acidente

Dêem sempre uma nova chance  para si mesmas.                                                                                                                                              
                                                       Pois a liberdade só é real se após falharmos
                                                       Existir o direito de recomeçar...”
Augusto Cury

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

SERIA ""UMA PROFESSORA MUITO MALUQUINHA DE ZIRALDO ?""

 
SERIA  ""UMA PROFESSORA MUITO MALUQUINHA ?""

NA NOSSA IMAGINAÇÂO ELA ENTRAVA VOANDO PELA A SALA COMO UM ANJO. E TINHA ESTRELAS NO OLHAR;
TINHA VOZ E JEITO DE SEREIA E O VENTO O TEMPO TODO NOS CABELOS ( NA NOSSA IMAGINAÇÂO );
SEU RISO ERA SOLTO COMO UM PASSARINHO ........;
PARA OS MENINOS ELA ERA UMA ARTISTA DE CINEMA;
PARA AS MENINAS, A FADA MADRINHA ...........................................
ELA ERA UMA PROFESSORA INIMAGINÁVEL 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Uma Professora Muito Maluquinha - Era Tudo O Que Eu Queria Ouvir





A CENA MAIS LINDA DO FILME "" A PROFESSORA MUITO MALUQUINHA ""

Era Tudo O Que Eu Queria Ouvir"
Saber mais ? Saber mais ?
Era isso que eu queria ouvir 
E tem mais........................pra gente conhecer ?   .................................
E tem mais pra gente conhecer ?
Tem um mundo pra se descobri.............
Era isso que eu queria ouvir ..............
E tem mais.......tem muito mais..............
Tem os livros  que a gente vai ler ............. ......................................

quinta-feira, 30 de julho de 2015

HOMENAGEM AO ILUSTRE MÁRIO QUINTANA

“Todos estes que aí estão Atravancando o meu caminho, Eles passarão. Eu passarinho!” 
[POEMINHA DO CONTRA]
―Mario Quintana

Hoje, 30 de julho, é o aniversário de Mario Quintana, nascido em 1906. De Gramática e de Linguagem

 
E havia uma gramática que dizia assim:
"Substantivo (concreto) é tudo quanto indica
Pessoa, animal ou cousa: João, sabiá, caneta".
Eu gosto das cousas. As cousas sim !...
As pessoas atrapalham. Estão em toda parte. Multiplicam-se em excesso.
As cousas são quietas. Bastam-se. Não se metem com ninguém.
Uma pedra. Um armário. Um ovo, nem sempre,
Ovo pode estar choco: é inquietante...)
As cousas vivem metidas com as suas cousas.
E não exigem nada.
Apenas que não as tirem do lugar onde estão.
E João pode neste mesmo instante vir bater à nossa porta.
Para quê? Não importa: João vem!
E há de estar triste ou alegre, reticente ou falastrão,
Amigo ou adverso...João só será definitivo
Quando esticar a canela. Morre, João...
Mas o bom mesmo, são os adjetivos,
Os puros adjetivos isentos de qualquer objeto.
Verde. Macio. Áspero. Rente. Escuro. luminoso.
Sonoro. Lento. Eu sonho
Com uma linguagem composta unicamente de adjetivos
Como decerto é a linguagem das plantas e dos animais.
Ainda mais: 
Eu sonho com um poema
Cujas palavras sumarentas escorram
Como a polpa de um fruto maduro em tua boca,
Um poema que te mate de amor
Antes mesmo que tu saibas o misterioso sentido:
Basta provares o seu gosto...
Mario Quintana

segunda-feira, 27 de julho de 2015

BOM DIA !!

 ✿*´¨)*
¸.•*¸.• ✿Quem és tu que me lês?
És o meu segredo ou sou eu o teu?
Clarice Lispector








quinta-feira, 16 de julho de 2015

Pro Dia Nascer Feliz - completo





documentário dirigido por João Jardim “Pro dia nascer Feliz”, aborda o sistema educacional brasileiro, descrevendo realidades escolares de diferentes contextos sociais, econômicos e culturais a partir de diversos olhares sobre as realidades que constituem a estrutura educacional seja do ponto de vista da instituição, do aluno, do professor e da família.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

WHAT A WONDERFUL WORLD (Louis Armstrong) -Tradução

Que Mundo Maravilhoso ( What a Wonderful World Louis Armstrong )

  


Eu vejo os céus tão azuis e as nuvens tão brancas
O brilho abençoado do dia, e a escuridão sagrada da noite
E eu penso comigo, que mundo maravilhoso

As cores do arco-íris, tão bonitas no céu
Estão também nos rostos das pessoas
Vejo amigos apertando as mãos, dizendo: "como você vai?"
Eles realmente dizem: "eu te amo!"

Eu ouço bebês chorando, eu os vejo crescer
Eles vão aprender muito mais que eu jamais vou saber
E eu penso comigo, que mundo maravilhoso
Sim, eu penso comigo, que mundo maravilhoso

What a Wonderful World

I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself, what a wonderful world

I see skies so blue and clouds of white
The bright blessed days, the dark sacred night
And I think to myself, what a wonderful world

The colors of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands, saying, "how do you do?"
They're really saying, "I love you"


  

terça-feira, 7 de julho de 2015

No dia 7 de julho de 1897 nascia o mais famoso cangaceiro brasileiro, Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião (1897-1939).

Simulação de um tribunal Lampião : Herói ou Bandido ?




Acusação:

Voltar na história: Quando pequeno, Lampião era conhecido por fazer muita baderna nas ruas de Serra Talhada, município de Pernambuco. Seus primeiros crimes aconteceram quando ele ainda era novo, ao se associar com cangaceiros conhecidos, como Sebastião Pereira.
Por causa da morte dos pais, Lampião jurou vingança e começou a atacar diversas fazendas, com ajuda dos seus irmãos, primos e conhecidos.
violência e esperteza, lista vários motivos para a ascensão do cangaço.
fatores como o abandono e a extrema pobreza da população, além da opressão imposta pelos grandes latifundiários, criaram o ambiente perfeito para esses criminosos, que já operavam desde o século 19.
Lampião nada tinha de herói, nem era um ‘Robin Hood’ nordestino. “Ao contrário, ele foi muito violento e cruel com a população pobre”, afirma. E completa: “Ao mesmo tempo, ele foi um aliado de todos os coronéis e poderosos. Sua principal fonte de renda era o dinheiro que essas pessoas pagavam para não serem atacadas pelo bando”.
a imagem mítica que se formou sobre Lampião, traça paralelos entre o cangaço e os gângsteres da década de 1920 nos Estados Unidos e compara a situação dos cangaceiros de ontem com a dos traficantes de hoje.
um bandido sanguinário. Durante suas andanças, arrancou olhos, cortou línguas, e decepou orelhas. Castrou um homem dizendo que ele precisava engordar. Moças que usassem cabelos ou vestidos curtos ele punia marcando o rosto a ferro quente. Em Bonito de Santa Fé, em 1923, deu início ao estupro coletivo da mulher do delegado. Vinte e cinco homens participaram da violação.
Não há como transformar em herói um homem que formou vários grupos em todos os sertões do Nordeste, que torturou, sequestrou, roubou, destruiu lares, queimou pessoas, animais e fazendas; estrupou, mutilou e matou tantas pessoas, enlutando e desfazendo centenas de lares na região, notadamente, na sua terra natal- o Vale do Pajeú, de onde saíram, em consequência, alguns dos seus mais bravos combatentes.

Virgolino semeava terror e morte no sertão

Teve uma vez que Lampião matou um dos seus próprios homens, mas antes disso fez com que ele comesse um quilo de sal

 •  "Vou matar até morrer" - prometeu ele, cheio de ódio e desejo de vingança.
O rastro deixado pela passagem de Lampião e seu bando nos sertões mostrava a realidade da violência e da degradação humana: disseminou o terror, corrompeu, marcou mulheres indefefesas com ferro incandescente como se fossem gado de sua propriedade particular, cerceou a liberdade de homens livres, simples trabalhadores sertanejos.

 Defesa :

Admirado pela sua valentia, o facínora acabou convertido em herói. Em 1931, o jornal New York Times chegou a apresentá-lo como um ROBIN HOOD DA CAATINGA, que roubava dos ricos para dar aos pobres. O próprio Lampião, era tão vaidoso, a ponto de só usar perfume francês e de distribuir cartões de visita com sua foto. Gostava também, de entrar nos povoados atirando moedas.
Os cangaceiros tinham fama de ajudar e proteger quem os ajudava. Por isso , conservam até hoje a fama de “Robin Hoods ” do sertão
Lampião saqueava as cidades por onde passava em prol da acumulação de bens próprios, o movimento do cangaço em sua essência era contra as elites

Fonte  ( Vários sites para colher argumentos

A última peleja do Diabo Loiro

















No dia 7 de julho de 1897 nascia o mais famoso cangaceiro brasileiro, Virgulino Ferreira da Silva, conhecido como Lampião (1897-1939). Há sessenta anos morria Corisco, o derradeiro chefe do cangaço, mas a batalha dos sertanejos contra a fome e a violência
Língua Portuguesa e Literatura Brasileira
Os cangaceiros despertavam o medo e a admiração da maioria da população pobre do Nordeste. A professora Maria José Nóbrega sugere que os alunos pesquisem essas duas visões representadas na arte e nos fatos históricos.
1. Em literatura, ela propõe a leitura de três livros: Fogo Morto, de José Lins do Rêgo; Capitães de Areia, de Jorge Amado; e Auto da Compadecida, de Ariano Suassuna. A seguir, inicie um debate: por que os sertanejos são vilões e heróis ao mesmo tempo?
2. Utilize a literatura de cordel e textos de Patativa do Assaré para quebrar preconceitos da língua portuguesa. "Mostre a seus alunos que a língua popular muitas vezes é ridicularizada porque o povo é discriminado", afirma a professora. Peça a eles que descubram a regra gramatical desses versos, que fogem do padrão institucionalizado.
3. Músicas de Luiz Gonzaga, fã confesso de Lampião, também podem ser bons materiais para ilustrar a vida do povo nordestino. Coloque as músicas do rei do baião para seus alunos ouvirem e dançarem. "É um exercício de reconhecimento da diversidade cultural e lingüística do país", .http://revistaescola.abril.com.br/…/ultima-peleja-diabo-loi…
4 . HERÓIS OU BANDIDOS ? O historiador Flávio Trovão sugere a simulação de um tribunal para julgar os cangaceiros. Esse exercício pode ser realizado junto com a disciplina de Língua Portuguesa 

Literatura: Conheça o Brasil em 27 livros de ficção

 Literatura: Conheça o Brasil em 27 livros de ficção

http://educacao.uol.com.br/album/2013/03/15/conheca-o-brasil-em-27-livros-de-ficcao.htm?cmpid=fb-uolnot#fotoNav=1

sexta-feira, 19 de junho de 2015

LITERATURA

 Os alunos foram divididos em pequenos de grupos de 2 ou 3 pessoas e cada equipe recebeu um dos livros da coleção. Cada integrante pôde levar o livro para casa por um período determinado, para fazer a leitura e possíveis anotações. Na data marcada a turma realizou uma lista de emails prova de interpretação sobre o livro. Nessa prova, que foi individual, cada aluno só pôde contar com a memória e com as anotações que fizeram em casa sobre o livro. Em seguida as equipes se reuniram e escolheram uma cena do livro para representarem em forma de maquete. 
MAQUETES

sexta-feira, 15 de maio de 2015

PARA TRABALHAR AS ORAÇÔES SUBORDINADAS


A Primeira Vista  
Quando não tinha nada, eu quis
Quando tudo era ausência, esperei
Quando tive frio, tremi
Quando tive coragem, liguei...
Quando chegou carta, abri
Quando ouvi Prince, dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei...
Quando me chamou, eu vim
Quando dei por mim, tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei...
Amarazáia zoê, záia, záia
A hin hingá do hanhan.....
Ohhh!
Amarazáia zoê, záia, záia
A hin hingá do hanhan.....
Quando não tinha nada, eu quis
Quando tudo era ausência, esperei
Quando tive frio, tremi
Quando tive coragem, liguei...
Quando chegou carta, abri
Quando ouvi Salif Keita, dancei
Quando o olho brilhou, entendi
Quando criei asas, voei...
Quando me chamou, eu vim
Quando dei por mim, tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei...
Amarazáia zoê, záia, záia
A hin hingá do hanhan...
Ohhhhh!
Amarazáia zoê, záia, záia
A hin hingá do hanhan.....
Quando me chamou, eu vim
Quando dei por mim, tava aqui
Quando lhe achei, me perdi
Quando vi você, me apaixonei...
Amarazáia zoê, záia, záia
A hin hingá do hanhan....
Ohhhhh!
Amarazáia zoê, záia, záia
A hin hingá do hanhan...(2x)
Ohhhhh!
Amarazáia zoê, záia, záia.
César













PARA TRABALHAR AS ORAÇÔES SUBORDINADAS ADJETIVAS


A Verdade
O homem é o único animal que ri dos outros. 
É o único que acha que Deus é parecido com ele.
E é o único...
...que se veste
...que veste os outros
...que despe os outros
...que faz o que gosta escondido
...que muda de cor quando se envergonha
...que se senta e cruza as pernas
...que sabe que vai morrer
...que pensa que é eterno
...que não tem uma linguagem comum a toda espécie
...que se tosa voluntariamente
...que lucra com os ovos dos outros
...que pensa que é anfíbio e morre afogado
...que tem bichos
...que joga no bicho
...que aposta nos outros
...que compra antenas
...que se compara com os outros
O homem não é o único animal que alimenta e cuida
das suas crias, mas é o único que depois usa isso
para fazer chantagem emocional.
Não é o único que mata, mas é o único que vende a
pele.
Não é o único que mata, mas é o único que manda
matar.
E não é o único...
que voa, mas é o único que paga para isso
que constrói casa, mas é o único que precisa de
fechadura
que foge dos outros, mas é o único que chama isso
de retirada estratégia.
que trai, polui e aterroriza, mas é o único que
se justifica
que engole sapo, mas é o único que não faz isso
pelo valor nutritivo
que faz sexo, mas é o único que faz um boneco
inflamável da fêmea
que faz sexo, mas é o único que precisa de manual
de instrução. 
Luís Fernando Veríssimo

PARA TRABALHAR AS ORAÇÔES SUBORDINADAS ADVERBIAIS


Ele não era nascido
*Quando uma portuguesa colocou frutas na cabeça e virou a brasileira mais famosa do mundo;
*Quando Picasso transforma ou a guerra em Guernica num simbolo da paz;
*Quando os Beatles não foram a um programa de televisão e mandaram uma gravação,
criando o videoclipe;
*Quando Mary Quant inventou a minissaia e deu coragem para as mulheres queimarem o sutiãn;
*Quando Shakespeare introduziu humor nas tragédias e temas sérios nas comédias;
*Quando um brasileiro muito criativo inventou a porta de correr, o relógio de pulso e o avião;
*Quando o negro Jesse Owens ganhou quatro medalhas de ouro e derrotou toda uma nação ariana;
*Quando Elvis trocou seu violão por um fuzil e submeteu rebeldia do rock ao establishment;
*Quando a Semana da Arte Moderna aproximou o artista do povo
e transformou o público em obra de arte;
*Quando Leonardo da Vinci projetou o helicoptero 4 séculos antes dele ser construído;
*Quando a seleção brasileira ganhou tri no México
e quem mais comemorou foi o regime militar;
*Quando um garoto que fez apenas o primeiro grau
chamado Machado de Assis se tornou referência obrigatória para todo vestibular.
Quem vai explicar: Você ou a vida?

GNT: Informação que forma opinião.

terça-feira, 21 de abril de 2015

JÚRI SIMULADO : TIRADENTES, CULPADO OU INOCENTE ?


VOCÊ ACHA QUE COMPORTAMENTOS ALTRUÍSTAS SÃO INERENTES AO SER HUMANO OU SÂO ATITUDES QUE SE APRENDEM ? O SER HUMANO DEVE SEMPRE EXPRESSAR SUAS IDEIAS, MESMO QUE ELAS SEJAM CONDENÁVEIS PARA OS DEMAIS.
Objetivo: Envolver todos os alunos numa atividade de argumentação oral, operando informações que eles obtiveram durante as aulas de ARCADISMO e em outras pesquisas.
Apresentar argumentos coerentes com as idéias em conflito na época ( de um lado, as idéias Iluministas; do outro, as idéias Absolutista.
JÚRI SIMULADO
Para julgar é preciso conhecer. Assim, busquem informações sobre as idéias Iluministas do século XVIII, tentando encontrar respostas a perguntas como por exemplo: Quais as idéias básicas defendidas pelos Iluministas ? Para eles, quem deveria ser representante do povo ? Qual deve ser o papel do Estado ? Devem existir diferenças de direitos entre os homens ? O que é ser cidadão ? O que é uma lei ? E uma constituição ?
Por outro lado, essas questões eram encaradas antes do aparecimento do Iluminismo, ou seja, durante o Antigo Regime ? De que forma um Rei Absolutista como Luis XIV por exemplo responderia a essas mesmas questões?
Sugerimos como fontes de informações sobre essas idéias o livro O Iluminismo e os reis filósofos , de Luis R. Salinas (Brasiliense). E , sobre Tiradentes , os livros OS Sonhadores de Vila Rica- A Inconfidência Mineira de 1789, de Edgar Luis Barros (Atual) , e Inconfidência Mineira de Cândida Villares Gancho e Vera Vilhena de Toledo ( Ática).
NA BALANÇA: FATOS E ARGUMENTOS
Há muitos filmes em vídeos que tratam de justiça e tribunais. Procurem assistir alguns deles para saber como montar um julgamento e como trabalhar os fatos para argumentar bem.Por exemplo: Julgamento em West Point de Henry Moses; Juramento do Silêncio de Peter Levin; Testemunha de Acusação de Biller Wilder; A Testemunha de Peter Wei; Amistad de Spiellberg; 12 Homens e uma sentença de William Friedkin; Questão de honra de Rob Reiner e o Veredicto de Sidney Lumet.
QUEM SÂO AS PERSONAGENS ?
1- Todos os participantes vivem no final do século XVIII,momento em que ocorre o julgamento dos envolvidos na Inconfidência Mineira;
2- O juiz é um representante da Coroa Portuguesa que veio especialmente para esse julgamento;
3- O réu será acusado pelo advogado de acusação, de acordo com o modo secularmente se justificava uma sociedade de privilégios e de acordo com as leis então vigentes. Essas leis levam em conta não apenas o modelo de sociedade existente no Antigo Regime, mas também a garantia de dominação da Metrópole sobre a Colônia.
4- O advogado de defesa é uma pessoa, que, no íntimo, compactua com as idéias Iluministas que deram origem a Inconfidência Mineira, porém não pode se expor , senão ele também corre o risco de ser acusado de traição .
5- O réu TIRADENTES, assumiu toda a culpa da Inconfidência Mineira, mas sabe-se que ele não foi o único participante, nem o líder do movimento; Deve falar durante o julgamento apenas se for solicitado;
6- Testemunhas: serão chamadas várias pessoas para testemunhar, entre elas Tomás Antônio Gonzaga, Maria Doroteia ( a Marília ) e Alvarenga Peixoto;
7- Os jurados são “”homens do bem “”da sociedade da época: proprietários de terra, portugueses de nascimento ou descendentes diretos de portugueses. Alguns deles estudaram em Coimbra e conhecem de perto as idéias Iluministas.
MONTANDO O JÚRI SIMULADO
1 ) Em grupos pequenos de defesa e acusação, levantem argumentos. Todos devem se envolver nesse trabalho para poder julgar com segurança e conhecimento;
2 ) Elejam um (a) colega para interpretar o (a) juiz juíza); Lembrem : Um juiz deve manter a IMPARCIALIDADE, ou seja, não tomar partido nem contra, nem a favor do réu;
3) Escolham um colega para fazer o papel do réu, ou seja, de TIRADENTES;
4) Escolham o corpo de jurados: sete ou nove colegas;
5 ) Elejam os advogados de defesa e de acusação que já deverão ter escolhido e memorizado previamente alguns ARGUMENTOS para dar início ao julgamento;
6 ) Escolham testemunhas que poderão ser chamadas, no momento adequado , para depor a favor ou contra;
7) Escolham o público. Terminado o julgamento, o público poderá manifestar sua opinião , fazendo declarações a imprensa , por exemplo;
8 ) Não se esqueçam do grau de formalidade que a situação exige. Como provavelmente todos já viram cenas de tribunal em filmes; Procurem imitar as normas de conduta exigidas:atacar as interferências do juiz, dar a palavra ao outro, cortar a palavra do outro educadamente, no momento que perceber que o ARGUMENTO dele , não procede. Empregar o PADRÃO CULTO DA LÌNGUA;
9) Não se esqueçam: os jurados não falam; Os advogados falam dirigindo-se aos jurados e ao juiz, fazem perguntas ao RÉU e as testemunhas, mas não conversam entre si. O público apenas assiste ao julgamento; caso se manifeste, deve ser controlado pelo juiz e acatar seu pedido de silêncio.
10) Organizem a classe, posicionando o mobiliário de tal forma que imite um TRIBUNAL . Se possível, vistam-se a caráter.
CEREJA, William Roberto
Português: Linguagens , volume único/ William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães. – São Paulo: Atual, 2003.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

A lenda do preguiçoso


 Diz que era uma vez um homem que era o mais preguiçoso que já se viu debaixo do céu e acima da terra. Ao nascer nem chorou, e se pudesse falar teria dito:
“Choro não. Depois eu choro”.
Também a culpa não era do pobre. Foi o pai que fez pouco caso quando a parteira ralhou com ele: “Não cruze as pernas, moço. Não presta! Atrasa o menino pra nascer e ele pode crescer na preguiça, manhoso”.
E a sina se cumpriu. Cresceu o menino na maior preguiça e fastio. Nada de roça, nada de lida, tanto que um dia o moço se viu sozinho no pequeno sítio da família onde já não se plantava nada. O mato foi crescendo em volta da casa e ele já não tinha o que comer. Vai então que ele chama o vizinho, que era também seu compadre, e pede pra ser enterrado ainda vivo. O outro, no começo, não queria atender ao estranho pedido mas quando se lembrou de que negar favor e desejo de compadre dá sete anos de azar...
E lá se foi o cortejo. Ia carregado por alguns poucos, nos braços de Josefina, sua rede de estimação. Quando passou diante da casa do fazendeiro mais rico da cidade, este tirou o chapéu, em sinal de respeito, e perguntou:
Quem é que vai aí? Que Deus o tenha!”
“Deus não tem ainda, não, moço. Tá vivo.”
E quando o fazendeiro soube que era porque não tinha mais o que comer, ofereceu dez sacas de arroz. O preguiçoso levantou a aba do chapéu e ainda da rede cochichou no ouvido do homem:
“Moço, esse seu arroz tá escolhidinho, limpinho e fritinho?”
“Tá não.”
“Então toque o enterro, pessoal.”
E é por isso que se diz que é preciso prestar atenção nas crendices e superstições da ciência popular.
Disponível em: . Acesso em: 08 set. 2010.

Ao introduzir esse texto com “Diz que era uma vez...”, o narrador
A) antecipa a ideia de um texto de conteúdo de base irreal.
B) isenta-se da responsabilidade sobre o que será narrado.
C) manifesta-se subjetivamente em relação aos fatos.
D) reproduz uma introdução tradicional dos contos de fada.

 Giba Pedroza

sábado, 4 de abril de 2015

PARA TRABALHAR ADJETIVOS

  O homem que veio à noite

Adjetivos bem selecionados têm o poder de determinar a atmosfera de um texto. Em histórias de terror, são eles que dão o tom assustador e ajudam a criar, nos leitores, as impressões necessárias para aceitar os fatos extraordinários
que serão narrados. Observe.
O homem que veio à noite
[...] Por dois dias, o vento soprou mais gelado e mais forte, com pancadas constantes de chuva, até que, na terceira noite, despencou sobre a Inglaterra a mais furiosa tormenta de que tenho lembrança. Os trovões ribombavam e faziam estremecer o céu, ao passo que os raios iluminavam todo o firmamento. O vento soprava a intervalos, ora soluçando de modo calmo, ora, num repente, esmurrando, aos uivos, as vidraças das janelas, até que o próprio vidro começava a chacoalhar na moldura. [...] Em que pesem a trovoada, a chuva e o vento, ainda assim escutei o barulho — o barulho surdo de uma pisada furtiva, ora na relva, ora nas pedras — que de vez em quando parava por completo, depois recomeçava, cada vez mais perto. Endireitei o corpo, assustado, a escutar o som fantasmagórico. As passadas pararam bem na porta e foram substituídas por ruídos arfados e resfolegantes de quem andara muito e depressa. Apenas a grossura daquela porta me separava desse sonâmbulo de passos leves e respiração pesada. Não sou nenhum covarde, porém a selvageria daquela noite, o vago aviso que eu recebera [“há um perigo rondando a sua casa e eu o aconselho a ter muito cuidado”] e a proximidade desse estranho visitante me deixaram tão apreensivo que eu seria incapaz de dizer alguma coisa, tão seca estava a minha boca. Estendi a mão, todavia, e agarrei meu sabre, com os olhos fixos na entrada da casinhola. Eu rezava em silêncio para que aquela coisa, ou o que quer que fosse, batesse na porta, ameaçasse, chamasse meu nome ou fornecesse alguma pista quanto a seu caráter. Qualquer perigo conhecido seria melhor do que aquele horrível silêncio, interrompido apenas pelos resfôlegos rítmicos. À luz fraca da lamparina em vias de apagar, vi o puxador da porta mexer, como se alguém estivesse exercendo uma pressão muito branda nele pelo lado de fora. Devagar, devagar, o trinco foi sendo liberado, até que se fez uma pausa de um quarto de minuto ou mais, em que continuei sentado, em silêncio, com os olhos esbugalhados e o sabre desembainhado. Em seguida, muito lentamente, a porta começou a girar nos gonzos e o ar cortante da noite entrou assobiando pela fresta. 

Doyle, Arthur Conan. O cirurgião de Gaster Fell. In: Manguel, Alberto (org.). Contos de horror do século XIX. Tradução: Beth Vieira. São Paulo: Companhia das Letras, 2005. p. 520-522. (Fragmento).
Ao longo do texto observamos o uso de adjetivos com três finalidades  referentes: criar a atmosfera de uma noite tempestuosa e assustadora (destacados em verde); introduzir os misteriosos sons ouvidos pelo narrador e caracterizar a chegada de um estranho amedrontador (destacados em rosa); descrever o estado do narrador e suas reações em função do pânico que se apodera dele após identificar a presença de alguém que tenta entrar na sua casa (destacados em laranja). A caracterização inicial do cenário — noite tempestuosa, ventos cortantes, barulho de trovões e raios — é o primeiro passo para o estabelecimento do tom assustador dessa narrativa. O narrador, em primeira pessoa, usa os adjetivos para traduzir as impressões que essa noite provocava sobre seus nervos. No segundo parágrafo, um novo elemento é introduzido: a chegada inesperada de um desconhecido. Em lugar de chamar a atenção do leitor para o indivíduo, o narrador prefere descrever toda a série de sons que sugerem uma aproximação sorrateira. Isso contribui para aumentar a atmosfera de terror e para criar a sensação de que algo sinistro está prestes a acontecer. A descrição da aproximação do visitante é intercalada por informações sobre o estado de ânimo do narrador, que se amedronta cada vez mais, antevendo um momento de confronto. Por fim, a maçaneta da porta começa a ser lentamente aberta, como se o indivíduo que tentava abri-la quisesse entrar furtivamente na casa. O texto se encaminha para o seu momento de maior tensão e o leitor, sugestionado pelos adjetivos utilizados, imagina que o estranho deve ser algum ser assustador, prestes a atacar o narrador que, indefeso e paralisado pelo medo, aguarda sua chegada.