sexta-feira, 18 de março de 2016

Arnaldo Jabor: Fui criado com princípios morais...

 Fui criado com princípios morais comuns:
Quando eu era pequeno, mães, pais, professores, avós, tios, vizinhos, eram autoridades dignas de respeito e consideração. Quanto mais próximos ou mais velhos, mais afeto. Inimaginável responder de forma mal educada aos mais velhos, professores ou autoridades… Confiávamos nos adultos porque todos eram pais, mães ou familiares das crianças da nossa rua, do bairro, ou da cidade… Tínhamos medo apenas do escuro, dos sapos, dos filmes de terror… Hoje me deu uma tristeza infinita por tudo aquilo que perdemos. Por tudo o que meus netos um dia enfrentarão.
Pelo medo no olhar das crianças, dos jovens, dos velhos e dos adultos. Direitos humanos para criminosos, deveres ilimitados para cidadãos honestos. Não levar vantagem em tudo significa ser idiota. Pagar dívidas em dia é ser tonto… Anistia para corruptos e sonegadores… O que aconteceu conosco? Professores maltratados nas salas de aula, comerciantes ameaçados por traficantes, grades em nossas janelas e portas. Que valores são esses? Automóveis que valem mais que abraços, filhas querendo uma cirurgia como presente por passar de ano. Celulares nas mochilas de crianças. O que vais querer em troca de um abraço? A diversão vale mais que um diploma. Uma tela gigante vale mais que uma boa conversa. Mais vale uma maquiagem que um sorvete. Mais vale parecer do que ser…
Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?
Quero arrancar as grades da minha janela para poder tocar as flores! Quero me sentar na varanda e dormir com a porta aberta nas noites de verão! Quero a honestidade como motivo de orgulho. Quero a vergonha na cara e a solidariedade. Quero a retidão de caráter, a cara limpa e o olhar olho-no-olho. Quero a esperança, a alegria, a confiança! Quero calar a boca de quem diz: “temos que estar ao nível de…”, ao falar de uma pessoa. Abaixo o “TER”, viva o “SER”. E viva o retorno da verdadeira vida, simples como a chuva, limpa como um céu de primavera, leve como a brisa da manhã!
E definitivamente bela, como cada amanhecer. Quero ter de volta o meu mundo simples e comum. Onde existam amor, solidariedade e fraternidade como bases. Vamos voltar a ser “gente”. Construir um mundo melhor, mais justo, mais humano, onde as pessoas respeitem as pessoas. Utopia? Quem sabe?… Precisamos tentar… Quem sabe comecemos a caminhar transmitindo essa mensagem… Nossos filhos merecem e nossos netos certamente nos agradecerão!
·         Subordinada Adverbial Temporal;
·         Subordinada Advervial Proporcional
·         Coordenada Sindética Explicativa;
·         Coordenada Sindetica  Alternativa;
·         Oração Subordinada Adverbial Final;
·         Oração Coordenada Sindética Aditiva
·         Oração Subordinada Adverbial Conformativa;
·         Oração Subordinada Adverbial Comarativa
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·         Exercício de Língua Portuguesa
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·         1. Qual é o gênero do texto?
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·         2. Qual é a função sócio-comunicativa?
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·         3. Qual é o assunto?
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·         4. De acordo com o autor quais são os princípios morais comuns?
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·         5. O autor começa o texto expondo uma realidade antiga. Que palavras no primeiro parágrafo podem expressar tempo?
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·         6. Percebemos uma enorme preocupação do autor com o futuro. Em sua opinião, o que as futuras gerações podem enfrentar?
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·         7. Na frase: “Tínhamos medo apenas medo do escuro...” a palavra sublinhada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
·         a) Pelo menos.
·         b) Somente.
·         c) Também.
·         d) Ainda.
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·         8. “Abaixo o 'TER', viva o 'SER'.”O que podemos entender a partir da oposição dos verbos em destaque?
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·         9. O autor ao se referir à verdadeira vida, utiliza quatro frases com a mesma estrutura. “Simples como a chuva”, a palavra em destaque aparece em todas as frases e introduz uma:
·         a) Explicação.
·         b) Sugestão.
·         c) Comparação.
·         d) Igualdade.
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·         10. A primeira palavra do segundo parágrafo muda toda a estrutura de passado do parágrafo anterior. Qual ideia ela expressa que permite essa mudança?
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·         11. Ao utilizar a expressão “olhar olho-no-olho” o autor sugere quais valores que estão sendo deixados de lado?
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·         12. O autor faz a seguinte indagação: “Quando foi que tudo desapareceu ou se tornou ridículo?” Você saberia responder essa pergunta? Apresente hipóteses e discuta com seus colegas.
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·         13. No quarto parágrafo, o autor apresenta diversos “quereres” que se fossem realizados, mudariam o mundo. Faça você também a sua lista de desejos para mudar nossa realidade, junte com as dos seus colegas e faça uma belo mural!
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·         14. Procure no dicionário o significado das palavras abaixo e de outras que você não conheça o significado:
·         a) Anistia. (Linha 10)
·         b) Sonegadores. (Linha 10)

·         c) Utopia. (Linha 26)

sexta-feira, 11 de março de 2016

quarta-feira, 2 de março de 2016

PONTUAÇÂO 04 Pontuar? Depende do gênero, do leitor...

TESTE
Que pontuação usar? Para provar que existem diversas possibilidades, preparamos um teste. Quantas formas você encontra para pontuar a frase abaixo?

Meu relógio sumiu não está na gaveta Você pode considerá-la como um diálogo ou a reflexão de uma só pessoa. Só não pode mudar a ordem das palavras. Veja na página seguinte algumas das respostas possíveis, com a interpretação de cada uma.

Aqui, algumas respostas para o teste anterior 
— Meu relógio sumiu. Não está na gaveta!
Afirmação e constatação indignada de quem fala

— Meu relógio sumiu?
— Não está na gaveta?
Diálogo com questão em dúvida e resposta em réplica

— Meu relógio sumiu não, está na gaveta.
Negação do sumiço do objeto e afirmação do local onde o objeto se encontra

— Meu relógio sumiu?
Não está na gaveta?
Dúvida do narrador e um princípio de desespero pela situação

— Meu relógio sumiu?
— Não, está na gaveta!
Dúvida na questão e certeza na resposta

Meu relógio sumiu...
Não está na gaveta...
Reflexão do personagem, pode ser que ele esteja pensando em outra possibilidade...

— Meu relógio sumiu, não?
— Está na gaveta!
Dúvida na pergunta e certa rispidez na resposta
Esqueça as pausas
Guiar o aluno na construção das habilidades de pontuar e de interpretar textos diferentes não é simples. Alguns colegas, porém, encontraram um caminho de sucesso: trabalhar a análise de gêneros. Comparando contos policiais com reportagens, romances com ficção científica e biografias, é possível ensinar as diversas possibilidades do uso desses sinais.

Antes de adotar tal metodologia é preciso derrubar algumas barreiras. A primeira: a ligação que alguns estudiosos fazem entre pontuação e pausa. "Escrita e fala são regidas por sistemas completamente diferentes", alerta Veronique Dahlet, professora do Departamento de Letras Modernas da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo.

Esse equívoco tem origem histórica. No tempo em que se escrevia sem espaço entre as palavras, era preciso ler em voz alta para dar sentido ao que estava no papel. As primeiras marcações apareceram para determinar pausas de respiração, mas já tinham a preocupação de evitar a perda do sentido (veja o quadro abaixo).
http://revistaescola.abril.com.br/lingua-portuguesa/pratica-pedagogica/pontuar-genero-leitor-423523.shtml